Horrorizado com os ataques sujos e perversos contra a @espectrocinza. Imagino que ela deve ter uma saúde mental de aço para aturar tudo isso sem enlouquecer.
Todos os fatos serão esclarecidos em breve no meu canal com provas.
Por enquanto, deixo minha resposta ao Metrópoles, que só constou na última parte da matéria:
"Todo mundo que viveu em um ambiente de trabalho sufocante e humilhante é capaz de se identificar com esses áudios. No caso do MBL, é pior. Passei por meses de escárnio público em grupos privados, em congressos, transmisições ao vivo e redes sociais, e mesmo após a minha saída isso continuou.
Eu saio do MBL dia 23/04/2026. Eu vou para o escritório do MBL para gravar normalmente meu podcast com Ricardo Almeida a pedido da Janiffer (que trabalha para eles). Chegando lá, descubro que não é isso. Eles me cercam, começam a me acusar de inúmeros absurdos, dizem que possuem prints de conversas minhas. Inclusive, há alta probabilidade de o MBL ter invadido o meu WhatsApp.
Ao longo da reunião “surpresa”, digo que não confio neles, eles dizem que não confiam em mim e decidimos pela minha saída pacífica do movimento, sem a necessidade de ataques mútuos. Mas, para que a saída seja pacífica, eles me obrigam a assinar um contrato e uma notificação extrajudicial na hora com acusação de crimes.
Eu estava extremamente nervosa, sendo pressionada por todos os lados pela advogada Catalyna, o RH Oliver e o irmão de Renan Santos, sem meu sócio, sem advogado, pega de surpresa. Para terminar aquele pesadelo, assino e vou embora. Antes de sair do escritório, Alexandre me diz para não contar a reunião para ninguém. Horas depois, eles postam uma nota dizendo que eu saí apenas por questões pessoais.
Chego em casa, leio o contrato melhor e descubro que eles me fizeram assinar um documento extremamente pernicioso, para dizer o mínimo, me acusando de inúmeros crimes. Todo esse momento me destrói emocionalmente e eu fico dias de cama.
Teoricamente, deveria ser uma saída pacífica. Mas o Renan Santos decide me atacar constantemente nas lives após a minha saída. Na primeira live que o Renan faz após minha saída, em 27/04/2026, Renan diz para milhares de pessoas que as pessoas que saíram do movimento (o que obviamente me inclui, porque eu tinha acabado de sair) são malucas, podres e têm transtornos mentais.
Isso já foi o suficiente para uma candidata da Missão de Pernambuco, quatro dias depois, me chamar de “merda” em um comício do partido.
Na outra semana (08/05/2026), Renan faz outra live dizendo que TODOS os ex-MBLs (me incluindo, é claro) “têm gravíssimos transtornos mentais”.
A partir disso, Renan passa a colocar o Junito (Junior Ramos) para me atacar nas suas lives e colocar o público contra mim, dizendo que eu faria parte de uma espécie de gangue de vazamento de informações do MBL, o que não é verdade. Junito faz ataques contra mim em inúmeras lives, diz que eu gravava reuniões do MBL — sendo que nem de reuniões eu participava —, que eu passava fofocas para o Nando Moura — sendo que nem contato com o Nando Moura eu tinha — e que eu teria traído meu ex-namorado, além de várias outras acusações. Essas lives eram cortadas e transformadas em vídeos no YouTube com meu rosto na capa por canais da militância do partido. Ou seja, eram ataques coordenados para destruir minha reputação.
A maioria das lives não está acessível porque o Junito as privou ou limitou o acesso delas para membros (o que ele passa a fazer em maio de 2026, logo após meu desligamento e o início dos ataques contra mim).
Em resumo, esses áudios são de um funcionário que comeu o pão que o diabo amassou no lugar em que trabalhava reclamando do ex-patrão com o melhor amigo. Eles decidiram destruir minha reputação de todas as formas, isso me esgotou emocionalmente e eu fiquei desabafando com ele. Por óbvio, tudo que eu digo aí é da boca para fora, expressando minha frustração com um amigo de forma irônica, inclusive em tom de deboche sobre os boatos que eles espalham a meu respeito.
Afinal, eu tenho um histórico de excelentes e longas relações ao longo da minha vida, inclusive com ex-namorados e meu próprio ex-marido, que atualmente é meu sócio. Logo, não faria nenhum sentido acharem que eu sou o problema, quando na verdade o MBL há dez anos vem sendo o denominador comum de inúmeros escândalos. Um dos eventos mais comuns é deixar seus ex-membros com muito ódio e ressentimento. Eu apenas os enfrentei com mais afinco.
Se a militância do MBL levar esses áudios a sério, então por coerência deverão levar a sério também quando o Renan disse que estupraria uma mulher em uma reunião com a militância, os áudios do Arthur, do Bisotto ao chamar Viny Junior de macaco, do Guto quando demonstrou interesse em abortar a sua filha, do Orlando ao afirmar que iria estuprar a ex-integrante, ou do Renan ao falar que gostaria de ver Flávio morto.
O fato é que, se eu realmente tivesse um plano de atentar contra a vida de alguém, ou falasse seriamente qualquer uma das bobagens ditas ali, a última coisa que faria sentido fazer é sair falando isso por aí para me comprometer. Inclusive, o próprio Renan Santos já disse em live que queria a morte de Flávio Bolsonaro. Se o que ele disse em público não pode ser encarado literalmente, o que eu disse em privado também não pode.
Sobre o que eu penso sobre Renan e sua personalidade megalomaníaca e politicamente perigosa: eu não retiro absolutamente nada do que eu disse. E a minha opinião mais sólida sobre ele foi se construindo ao longo do tempo — e a muitas evidências sobre quem ele era de fato tive acesso somente após a minha saída.
Eu penso que ele é sim uma ameaça para as minorias (fundamental que leiam a matéria do Metrópoles sobre o Phallic Man, em que ele é representado internacionalmente por um neonazista que literalmente idolatra Hitler) e, ao longo de todo o meu tempo no MBL, assumi um compromisso de desradicalização pelo convite de um integrante antigo: Ricardo Almeida.
Durante minha permanência lá dentro, eu li e ouvi coisas muitíssimo piores dos integrantes, sem qualquer grama de visceralidade ou irritação como foi o meu caso. Eles falavam seriamente e com naturalidade sobre exterminar grupos sociais, estados inteiros e outros comentários racistas e também misóginos.
Devido às minhas posições progressistas, fui humilhada e gradativamente excluída e afastada da programação. Uma das poucas provas que possuo: Orlando Lima, homem cristão, casado, conservador e reacionário, diz que vai estuprar a minha amiga caso ele não consiga se relacionar com ela. Ele fala em tom cômico, mas me posiciono contra a atitude dele.
Eu mantive meus valores anteriores muito sólidos nesse período, e acredito que eles se desiludiram com esse fato, pois tinham a crença de que eu poderia mudar, da mesma forma que eu pensei que poderia mudá-los.
Ao contrário do que os integrantes me acusaram, eu não era uma agente dupla vazando conversas. A prova é muito simples: eu nunca tirei print de nada por querer demonstrar minha lealdade ao movimento, a qual com o tempo percebi ser totalmente unilateral.
Como eu não participava dos rituais discriminatórios ou me posicionava contra, me tornei motivo de piadas degradantes e fui excluída de tudo o que ocorria lá dentro. Afinal, eles tinham a intuição correta de que eu JAMAIS compactuaria com aqueles discursos.
Acrescento que, depois que saí, descobri que Renan teve outros dois supostos casos de comportamentos sexualmente repugnantes e agressivos contra mulheres (prints em anexo). Todavia, enquanto eu estava lá dentro, ele agia com muita precaução, se calando diante de inúmeras conversas que poderiam comprometê-lo. Logo, eu não sabia do nível de misoginia prática dele, além do discurso.
Acrescento que parte do meu interesse em me aproximar do Renan e de outros integrantes da alta cúpula era para, através da confiança de uma amizade honesta, poder convencê-los de que as ideias deles eram absurdas e por vezes muito discriminatórias.
Com o tempo, percebi que essa orientação fascista do movimento (palavra que jamais usei com leviandade, como os outros adjetivos citados ao longo do texto) era muito mais profunda e estrutural do que eu pensava. Não havia conserto ou salvação para eles."