"Se você não se prepocupa com a justiça social, com quem paga a conta, você não é um economista sério, você é um tecnocrata".
Em entrevista ao Roda Viva na década de 90, a professora e economista Maria da Conceição Tavares já detalhava uma realidade que segue presente no Brasil nos dias hoje: economistas que se preocupam com o crescimento de números, não com a realidade da população.
MAIS SIMBÓLICO IMPOSSÍVEL
Um homem gay preto que trabalhava como balconista e uma mulher trans trouxeram a MAIOR conquista trabalhista dos últimos 38 anos!
Conquistas da esquerda e do movimento sindical:
- Férias (1925)
- Salário Mínimo (1936)
- 13⁰ salário (1960)
- Aposentadoria (1966)
- FGTS (1967)
- Fim da escala 6x1 (2026)
Em todos a direita disse que o Brasil ia quebrar e só ficamos mais fortes.
Viva a esquerda! Viva o povo!
Não passo fome, mas voto por quem passa.
Tenho acesso à educação, mas voto por quem não tem. Não ganho auxílio do governo, mas voto por quem precisa.
É sobre o coletivo, não só sobre você.
Se nada mudar, invente.
E quando mudar, entenda.
Se ficar difícil, enfrente.
E quando ficar fácil, agradeça.
Se a tristeza rondar, alegre-se.
E quando ficar alegre, contagie.
Se o caminho for longo, persista.
E quando chegar, comemore.
Se achar que acabou, recomece.
E quando recomeçar, acredite.
A trajetória de Milena Moreira Lages no "#BBB26" é daquelas que desafiam qualquer análise rasa. Não se trata apenas de uma participante marcante, mas de um fenômeno raro dentro de realities: alguém que transforma suas contradições em combustível narrativo e entrega, sem filtros, uma experiência humana intensa, imperfeita e absolutamente cativante.
Milena entrou no jogo disposta a não se esconder ---- e isso, por si só, já a colocou em um lugar de destaque. Seu jeito franco, corajoso e muitas vezes errático construiu uma jornada imprevisível, daquelas que prendem o público não pela perfeição, mas pela verdade. Ela enfrentou adversários sem hesitar, comprou brigas que nem sempre eram suas e, em diversos momentos, perdeu a medida ----- como quando ultrapassou limites ao sujar as roupas do Cowboy ou ao arquitetar o inusitado “plano” do suco com limão e caldo de frango congelado. Foram episódios controversos, sem dúvida, mas também profundamente humanos, que reforçaram o quanto Milena esteve 100% entregue ao jogo.
Em uma edição dominada pela força protagonista de Ana Paula Renault, é inegável que o brilho da campeã também se reflete na presença constante e fundamental de Milena. Mais do que escudeira, ela foi complemento.
Defendeu, peitou, sustentou narrativas e, em momentos críticos, evitou que Ana repetisse o destino trágico de sua participação anterior. A relação entre as duas, embora marcada por altos e baixos ---- especialmente após as saídas de Breno e Samira ----, construiu uma das duplas mais emblemáticas da história do programa. É impossível dissociar completamente a trajetória de uma da outra.
Ainda assim, Milena nunca foi apenas coadjuvante. Sua caminhada individual carrega um peso emocional que atravessou o jogo e tocou o público de forma profunda. A dor de uma infância marcada pelo abandono, a ferida aberta na relação com a mãe (ela e a irmã gêmea, Mile, foram deixadas em um abrigo porque a mãe não tinha condições de cuidar e somente nove anos depois foi buscá-las) e o medo real de retornar a uma vida difícil ajudaram a explicar ---- ainda que não justifiquem ---- suas oscilações emocionais. Momentos como o encontro proporcionado pelo Anjo, em que pode tocar na mãe, revelaram uma vulnerabilidade, que contrastava com sua postura combativa dentro da casa.
Também é preciso reconhecer o contexto maior: uma mulher preta, firme, que não se curva e enfrenta conflitos de frente, ainda encontra resistência em um país estruturalmente racista. Parte da rejeição que Milena enfrentou fora da casa não pode ser dissociada dessa realidade. Ainda assim, ela resistiu. E resistiu sendo quem é. Mas o fato de ter uma aliada branca e loira dando aval para tudo o que fazia, infelizmente, pesou nessa aceitação. Tanto que o estremecimento na relação de ambas, principalmente na reta final, quase culminou na eliminação de Milena no último paredão, o que seria um absurdo de tão injusto.
Ao longo do programa, ficou evidente um arco de transformação. A participante que entrou dominada por explosões e dificuldades em lidar com frustrações foi, aos poucos, aprendendo a se controlar, a ouvir, a ceder. Com o apoio de Ana, Juliano e Samira, Milena amadureceu diante das câmeras. E, mesmo sem abandonar sua essência afrontosa ---- que nunca deixou de existir ----, passou a demonstrar mais empatia, especialmente nas despedidas. O contraste entre os primeiros conflitos e os abraços sinceros nas eliminações finais simboliza bem esse crescimento, principalmente com Gabriela, sua rival desde a casa de vidro e que protagonizou um abraço longo e bonito com Milena.
A relação com o público também seguiu esse caminho ambíguo. Enquanto enfrentava ataques intensos, inclusive vindos de figuras midiáticas, como Sônia Abrão e seus comentaristas, que sempre transbordaram ódio contra ela no programa "A Tarde é Sua", também conquistava uma base fiel, que reconhecia sua lealdade, sua entrega e sua importância no jogo. Foi esse equilíbrio que garantiu sua permanência em momentos decisivos, culminando em sua chegada à final ao lado de Ana Paula e Juliano Floss.
Talvez Milena não fosse, isoladamente, uma provável finalista em outro contexto. Mas o BBB não é feito de trajetórias isoladas ---- é feito de encontros. E o encontro entre Milena, Ana Paula e essa edição específica produziu algo único, inclusive após o último paredão da temporada, quando Ana contou para a amiga que o pai tinha morrido. O momento mais forte e dramático da história de todos os realities já produzidos.
No fim das contas, Tia Milena entra para a história não como uma participante perfeita, mas como uma das mais significativas. Porque foi autêntica quando era mais fácil recuar, intensa quando o esperado era se conter, e vulnerável quando poderia simplesmente endurecer. Ela não cabe em rótulos simples ---- e talvez seja justamente isso que a torna inesquecível.
Não ofende ninguém.
Não fala mal de mulher.
Não estimula o preconceito. Socorre os pobres, carentes e aflitos.
E se dispusesse de milhões de reais, não construiria uma igreja. Na vdd, ajudaria os pobres.
"Estamos lutando pela hegemonia? Imagina-se...Estamos lutando apenas para não ficar malucos, para não dizer besteira demais, para não contribuir com a nossa gota de fel para o veneno alheio".
Há 96 anos, nascia Maria da Conceição Tavares.
Atualizando Tim Maia:
Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia, pobre é de direita, patriota ama o Trump e padre é red pill.
Enquanto o Frei Gilson prega a submissão das mulheres aos homens, o padre Júlio Lancellotti critica a homofobia, a cultura do estupro, a misoginia e as pessoas que acham que o homem é mais importante que a mulher e que elas devem ser submissas. É por isso que o padre Júlio é tão perseguido por colocar em prática os ensinamentos de Jesus.
@iPauleteh Para mim, foi para proteger o jogo dos Eternos que eram cegos quanto ao jogo da Samira. Fora que ela tinha passado do ponto, estava insuportável, não conseguia mais nem vê-la, nem escutar a voz!
@BastosNati_@iPauleteh @RadarComenta A obstinação dela pelos prêmios foi assustadora, de verdade, pois revelou o que é capaz para conquistar algo, passa por cima de qualquer ética e valor. Caráter independe de jogo. Lembro a Milena dizendo que ela estava tão obstinada pelo top 10 que tinha esquecido do top 3.