“Eu não tenho que pedir desculpas a Mbappé por dizer que ele chupava cocos em vez de leite materno e só conhecia chimpanzés. Eu venho de uma sociedade onde se batia em gays e chamar alguém de ‘negro de merda’ era a coisa mais comum.”
Foi assim que Celeste Amarilla, senadora paraguaia, justificou as ofensas racistas dirigidas ao jogador Kylian Mbappé, afirmando que não tem do que se desculpar.
É assustador perceber até onde pode chegar a normalização do racismo. Em sociedades marcadas por profundas desigualdades e miscigenação, ainda há quem se considere superior apenas por ter a pele um pouco mais clara do que a de outra pessoa.
O racismo não se sustenta na ciência nem na razão, mas na desumanização do outro e na falsa ideia de hierarquia entre seres humanos.