Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos.
OPINIÃO! 🚨Falar sobre o excesso e a performatização dos exercícios é um assunto que me interessa por dois motivos: 1- política do desejo e 2- Política do controle.
Todo mundo deveria fazer exercícios por motivos de saúde. Você vai lá, malha, treina, faz teu crossfit, teu exercício, volta pra casa e vive o resto da vida.
Porém, a indústria da saúde neoliberal vende muito mais com isso. Ela vende saúde como um INSTRUMENTO DE CONTROLE do seu corpo. Veja bem. Ter um corpo que "deseja" e não está "sob controle" significa que seu corpo precisa não estar vivendo sob métricas. E o excesso de exercícios tem metrificado TUDO.
Isso começa com o alimento que você come, porque a nutri pesa calorias de todas as suas refeições. Isso se amplia com o seu pré-treino e pós-treino, que são uns iogurtes sem gosto só com proteína, uns whey maluco.
Isso se estende com você tendo um relógio que mede seus batimentos cardíacos, a distância, o tempo do seu cardio, da sua bike no fim do dia. Isso SEM CONTAR que você compartilhou isso. E tem muito mais, mas não quer me estender...
Só que descobrimos que somos uma geração SAÚDE que mais se sente deprimida, que mais pensa em suicídio, que tem MAIS TESTOSTERONA (porque mede todo mês pra fazer exercício), mas que MENOS transa e que bate recorde de venda de tadalafila. E por conta disso é a geração que vem tendo ataque cardíaco em jovens de 20 anos.
Eu não estou tirando isso do nada. Política do desejo é uma das linhas de pensamento de Deleuze. Enquanto Freud diria que as pessoas estão malhando demais porque falta algo na vida delas, eu quero inverter isso: estão malhando demais porque sobra vida.
Eu quero que coloquem essa energia nos outros, no amor aos outros, nos amigos, no sexo, numa luta política. Sair dessa lógica neoliberal de gastar TODO DIA energia só consigo próprio e jogar essa energia NO MUNDO.
E aí vem o conceito de controle pro Foucault. Para Foucault, o controle não vai vir de um lugar te proibindo. Pelo contrário, não precisa mais, ele tá difundido: ele é controle minucioso, contínuo e produtivo sobre o corpo.
E no mundo contemporâneo, ele é tão perfeitamente produzido, que não precisa sequer do outro, ele já se introjetou em você. Você próprio já produz o controle, basta um sinal qualquer do mundo, como a story de alguém, que ele é ativado em você.
Enfim, é isso: o exercício que era pra ser uma forma de emancipação da liberdade do corpo e se tornou uma forma de performance e quantificação que aprisiona mais do que se não fizesse. E isso significa que não é pra fazer? CLARO QUE NÃO.
Isso é um alerta pra entender que liberdade é um fino fio em que andamos como trapezistas de circos. A liberdade é algo que nunca paramos de conquistar e é uma luta sem fim porque o sistema neoliberal vai sempre tentar nos capturar.
Seremos sempre presas, sempre vão tentar nos vender uma religião, um curso, uma saúde, uma salvação. Um bem como forma de saída para esse mundo horrível. E podemos cair.
A saída é estarmos atentos e fortes para entender quando estamos virando presas. E seguir. Vida é sonho. Estamos aqui pra sonhar.
Essa aula eu tenho que marcar a @tabataamaralsp.
Cair na lábia dos sionistas em pleno 2026 depois de tantos registros de que eles fizeram e continuam fazendo de forma PROPOSITAL, é ingenuidade ou cumplicidade.
Quem fala no vídeo é Arlene Elizabeth Clemesha, historiadora acadêmica consolidada no Brasil, especialmente na área de História Árabe e da questão Palestina, professora da Universidade de São Paulo (USP).
Aline Midlej falou tudo: Thawanna morreu de CEP. Morasse nos Jardins, a polícia do governo Tarcísio lhe pediria desculpas e oferecia uma carona. Mas, como morava na Cidade Tiradentes, foi abordada à bala.
E, infelizmente, não estou exagerando. O ex-comandante da Rota e vice de Ricardo Nunes já defendeu, com todas as letras, abordagens diferentes nos Jardins e na periferia. O bolsonarismo é uma doença que mata.
“Vi cortar a cabeça do Osvaldão. O sargento pegou a faca, lubrificou a faca e disse: É bandido, tu agora não mia mais (...). Aí pegou a faca, pegou a cabeça dele, botou um pau em baixo e foi cortando, cortando, cortando. Eu não tive coragem de olhar até ele terminar. Na hora que ele cortava eu não agüentei e afastei.”
Osvaldão foi morto em 1974, aos 35 anos de idade, e para servir de exemplo e acabar de vez com o mito do guerreiro invencível, ele teve sua cabeça decepada e exposta em público.
Esse testemunho em detalhe foi publicado no semanário Movimento (9/7/79), na entrevista “Cabeças cortadas do povo da mata” e o nome da testemunha foi omitido.
Ousar Lutar! Ousar Vencer!
Esquecer Jamais! Osvaldão Presente!!!
Osvaldo Orlando da Costa, filho de José Orlando da Costa e Rita Orlando dos Santos, nasceu em 27 de abril de 1938, em Passa Quatro, Minas Gerais.
Entre 1952 e 1954 morou em São Paulo, onde fez o Curso Industrial Básico de Cerâmica, o que lhe assegurou a condição de artífice em cerâmica. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde diplomou-se em técnico de construção de máquinas e motores pela Escola Técnica Federal no ano de 1958.
Nesse período, participou ativamente das lutas estudantis.
Osvaldo Orlando, do alto de seus 1,98 metros de altura, pesando cem quilos e com seus sapatos número 48 fazia parte da equipe de boxe do Botafogo, e foi campeão competindo pelo time.
Também tornou-se oficial da reserva do exército brasileiro, após servir no CPOR/RJ.
Ingressou no Partido Comunista do Brasil – PCdoB.
Em Praga, Checoslováquia, formou-se em engenharia mecânica.
Osvaldão foi um dos primeiros militantes do PCdoB a chegar à região do Araguaia, por volta dos anos de 1966-67 e tinha a tarefa de criar condições para a chegada de novos militantes e mapear a área.
Embrenhou-se nas matas e percorreu os rios se apresentando como garimpeiro e mariscador. Tornou-se rapidamente conhecido e amigo dos camponeses, participou de caçadas e pescarias, trabalhou na roça, tornou-se grande conhecedor das matas. Em 1969, passou a viver na margem do rio Gameleira.
Foi comandante do destacamento B e dirigiu vários combates. Foi, ao lado de Dina (Dinalva Conceição Oliveira), o mais conhecido e respeitado guerrilheiro entre a população do Araguaia. Ele fazia parte do contingente guerrilheiro que rompeu exitosamente o cerco militar quando atacado por um grande número de tropas do exército em 25 de dezembro de 1973.
Segundo depoimentos de moradores da região, ele foi morto em abril de 1974, perto da localidade de São Domingos, próximo à Semana Santa.
Foi ferido com um tiro de espingarda 22 na barriga disparado por Piauí, um bate-pau que fez isto por dinheiro. Em seguida foi fuzilado pelos militares.
Seu corpo foi dependurado por cordas em um helicóptero que o levou de Saranzal, local onde foi morto, até o acampamento militar de Bacaba e de lá para Xambioá. Quando seu corpo foi içado pelo helicóptero, caiu e quebrou o pé esquerdo.
Posteriormente sua cabeça foi decepada e exposta em público. Na base militar de Xambioá, seu cadáver foi mutilado por chutes, pedradas e pauladas dadas pelos militares e, finalmente, queimado e jogado no buraco, também chamado de "Vietnam" – vala situada ao final da pista de aterrizagem da Base Militar de Xambioá onde eram jogados os mortos e os moribundos.
Com o término das operações militares nesta área, foi feita uma grande terraplanagem, que descaracterizou o local.
Os depoimentos colhidos pelos familiares nas diversas vezes que estiveram na região e as informações de jornais são coincidentes e se complementam.
O Relatório do Ministério do Exército diz que "foi morto em 7/fev/74". [Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, Companhia Editora de Pernambuco, 1995]
Em seu artigo O pugilista vermelho, Rui Moura narra duas das histórias que imortalizaram o guerrilheiro Osvaldão na memória da população do Araguaia:
"Um grileiro foi ameaçar tirar a terra de Osvaldão e acordou, na sua casa, com o cano de um 38 cutucando seu rosto e a ordem, dada por ‘um negrão de quase dois metros de altura e com dois braços que pareciam duas pernas’, segundo descrição dos que o conheceram:
— Em vez de você ficar com minha terra, você dá a sua a uma família muito necessitada. A família já está aí, esperando. Vou lhe levar até a rodoviária e você não aparece mais aqui, senão morre. E se achar ruim morre agora que fica mais fácil...
O grileiro saiu com a surpresa de encontrar os novos proprietários e mais de 30 pessoas das redondezas que aplaudiam a atitude de seu Osvaldão, homem justo."
E outra:
Estando de passagem em casa de uma família camponesa, encontrou a mulher desesperada porque não tinha dinheiro para comprar comida para seus filhos. Era uma casa pobre. Não tinham nada. Osvaldo perguntou-lhe se queria vender o cachorro.
A mulher, sem outra alternativa, disse que sim. Tanto ela como Osvaldo sabiam o que significava a perda do cão: mais fome, pois na região, sem cachorro e arma é difícil conseguir caça. Osvaldão pagou-lhe o preço do cão e, a seguir, disse-lhe: guarde-o para mim que eu não poderei levá-lo para casa agora.
MUITO GRAVE! Ontem tivemos o fato mais grave das eleições de 2026 até aqui. Flávio Bolsonaro se comprometeu publicamente a entregar as Terras Raras e minerais críticos do Brasil aos EUA se for eleito presidente. Este cidadão está oferecendo as riquezas e o futuro do povo brasileiro a uma potência estrangeira em troca de apoio. Entenderam o que vai estar em jogo em outubro?
Os policiais que mataram a modelo grávida Kathlen Romeu em 2021 foram condenados por fraudar a cena do crime.
A pena foi de apenas 2 anos em regime aberto. Pífia. Mas reveladora.
Quem frauda, frauda porque sabe que cometeu crime.
E isso pesa no júri popular que vai julgar o homicídio, que acontece ainda este ano.
Seguiremos até o fim pela responsabilização dos assassinos.
fascinante que algumas pessoas pensam assim; "eu trabalho de pé por 10 horas, 6 dias por semana e não ganho o suficiente nem pro básico... LOGO, o atual regime político econômico precisa mudar pra impedir a existência de pessoas trans"
DESOLADOR! A médica Andréa Marins Dias, mulher negra de 61 anos, foi morta a tiros durante uma abordagem policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio. Segundo testemunhas, policiais militares confundiram o carro dela com o de criminosos.
Até quando a ausência de políticas de segurança produzirão cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras pela violência?
Câmeras corporais estavam em uso durante a abordagem. Estamos pressionando autoridades responsáveis para que a investigação seja rápida e rigorosa. O meu abraço e solidariedade à família e aos amigos da Andréa. É muito triste e revoltante!
Causa horror o fato de que notórios agressores de mulheres e até feminicidas, inclusive de casos amplamente divulgados na imprensa, queiram ser candidatos nas eleições.
Diante da onda de violência de gênero que assola nosso país, nós precisamos de mais mulheres ocupando a política, de mais políticas públicas e financiamento no enfrentamento à violência de gênero, e não de agressores divulgando suas ideias machistas ou podendo ganhar mandatos para limpar sua barra e se blindar de denúncias.
É por isso que sou coautora do PLP 255/25, de autoria da @fernandapsol . Com ele, queremos que condenações pela Lei Maria da Penha entrem na lista de critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, vedando assim a possibilidade de agressores serem candidatos.
No zoológico de Edimburgo, os pinguins-gentoo estão começando sua temporada de reprodução. Crianças pintaram pedrinhas para os pinguins presentearem suas parceiras e podem assistir às aves escolherem suas favoritas por meio de uma transmissão ao vivo.