Olha que curioso.
Durante a transmissão na CAZÉ TV, Fred Caldeira levantou a seguinte questão: será que o #Brasil deveria realmente se lançar ao ataque contra Marrocos da mesma forma que a Noruega está fazendo? Ou seria mais inteligente controlar os riscos e ter uma abordagem mais equilibrada?
Uma pergunta perfeitamente válida. Afinal, futebol de alto nível também é sobre contexto, estratégia e gestão de risco.
O problema é que esse raciocínio parecia desaparecer quando o assunto era o Arsenal.
Porque quando o #Arsenal optava por controlar jogos, proteger espaços e não transformar toda partida em uma troca de golpes desenfreada, o discurso era outro. O time era "defensivo demais", "pragmático demais", "chato de assistir" e jogava um futebol supostamente feio.
Então fica a dúvida: controlar riscos é inteligência tática ou é covardia? Porque a resposta parece mudar dependendo do escudo estampado na camisa.
O que incomoda não é a opinião. É a falta de coerência. Se é aceitável defender uma abordagem mais cautelosa para seleção BRASILEIRA em um jogo importante, também deveria ser aceitável reconhecer o mérito do Arsenal que utilizava exatamente os mesmos princípios para competir em alto nível.
Ele claramente só tinha conteúdo para falar cinco minutos sobre o Arsenal.
Passou a temporada inteira acumulando opiniões rasas, falando abobrinha e criando narrativa em vez de fazer o básico do trabalho dele: analisar futebol com honestidade e profundidade.
Aí, quando o Arsenal finalmente foi campeão, depois de tudo o que ele falou durante o ano, o máximo que conseguiu fazer foi soltar um “os torcedores do Arsenal podem me xingar”. Nenhuma autocrítica séria, nenhuma análise sobre onde errou, nenhum reconhecimento real do trabalho do time.
Parece que preferiu passar meses torcendo para a própria narrativa dar certo do que realmente acompanhar o que estava acontecendo em campo.