Cozinhar bem e morar/namorar/casar com alguém que cozinha bem tbm, é o céu. Minha casa é um restaurante de alta gastronomia. É massa fresca, fermentados, produção de tofu, de vinagre, molho de tomate, iogurte, tem café especial, bife Wellington, tem kombucha, refri caseiro, TUDO.
O síndico mais odiado do prédio morreu. No inventário, descobrimos quem ele era de verdade.
Seu Aldo foi síndico do nosso prédio por 14 anos e era, sem dúvida, a pessoa mais detestada do condomínio. Multava por tudo: bicicleta no lugar errado, som depois das 22, cachorro sem coleira no elevador. Brigava em assembleia, cobrava boleto com aquela cara fechada.
Seu Aldo morreu em abril, sozinho no 302. Enterro rápido, meia dúzia de moradores por educação. Aí veio a assembleia para a transição de contas e a contadora, mexendo nos registros antigos, pediu a palavra. Ela estava com a voz estranha.
Nos livros, ela achou um padrão. Há anos, todo mês, os boletos de dois apartamentos eram quitados por depósitos avulsos, sem identificação. O 104 de dona Cida, viúva, pensão mínima, e o 507 da Marta, que criava três filhos sozinha desde que ficou desempregada.
Os depósitos saíram da conta pessoal do seu Aldo. 14 anos, ele pagou o condomínio das duas calado, enquanto cobrava todo mundo com cara feia, inclusive elas, na frente dos outros, para ninguém desconfiar.
Dona Cida chorou na assembleia. Ela achava que era um desconto antigo de viúva que existia no regulamento. O regulamento era dele e tinha mais.
O fundo de reserva de emergência que ele criou e defendia com unhas e dentes em toda a assembleia, aquele que a gente votava contra e ele mantinha por teimosia, foi o que pagou o telhado depois do temporal do ano passado. Sem rateio extra para ninguém.
O homem passou 14 anos sendo odiado para proteger gente que nunca soube que era protegida. Semana passada, colocaram uma plaquinha no salão, salão de festas Aldo Nogueira.
As crianças perguntaram quem era. Um pai respondeu a coisa mais certa que eu já ouvi: Era um homem bom que não fazia questão que soubessem.
Isso é loucura, né, gente? Porque hoje em dia, o normal é postar para 1 trilhão de pessoas verem nas redes sociais que você fez uma boa ação.
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Um amigo meu se afastou do grupo depois de uma viagem.
Não teve briga.
Não teve discussão.
Só teve um detalhe.
Ele dirigiu mais de 10 horas.
Pagou pedágio.
Resolveu problema de hotel.
Organizou roteiro.
Buscou gente atrasada.
Fez tudo.
Na volta, o grupo criou um álbum com mais de 200 fotos.
Ele apareceu em duas.
Nenhuma legenda mencionava o que ele tinha feito.
Nada.
Naquele dia ele percebeu algo desconfortável:
algumas pessoas gostam muito do resultado do seu esforço.
Mas quase nunca lembram da pessoa que carregou o piano.
Meses depois ninguém entendia por que ele tinha se afastado.
Mas às vezes o afastamento começa quando alguém percebe que é valorizado pelo que faz...
e não por quem é.
Você acha que as pessoas são ingratas...
ou simplesmente distraídas?
o uber que peguei agora 7 horas da noite mandando áudio pra cunhada falando que tá trabalhando desde 5h da manhã pra fazer um dinheiro extra pq vai passar no shopping e comprar um perfurme da boticario de presente pra esposa que conseguiu um emprego novo e um bolo de milho que ela adora.
🥹🤏🏻
Ontem peguei um Uber, Sérgio era o nome do motorista. O carro não era tão novo, mas estava muito limpo e cheiroso. Como sempre gosto de puxar assunto para evitar uma viagem fria e sem interação, comecei o papo:
— Bom dia! Eita, carro cheiroso! Parabéns, viu?
— Bom dia! Obrigado! Procuro sempre deixar o carro bem limpo e higienizado para manter a minha nota boa no aplicativo.
— Dessa forma, vai manter sempre.
— A gente passa o dia todo dirigindo, é como se fosse uma segunda casa, né? Tem que manter organizada.
— Dirige muitas horas por dia, Sérgio?
— Umas 10, 12 horas. Paro só para ir em casa almoçar, fazer um lanche e para deixar e buscar a minha filha na universidade.
— Tenho uma filha formada e outra na universidade também. E a sua filha, cursa o quê?
— Administração. Cursa em uma universidade particular mesmo, já está no terceiro ano. Ela veio de escola pública e, se não fossem os programas de financiamento do governo criados por Lula — desculpe, eu não sei nem em quem a senhora vota, estou dando só o meu exemplo... — Ele parou um pouco, preocupado.
— Nem se preocupe: votei e voto no Lula todas as vezes que ele se candidatar.
— Se não fosse por ele, ela nunca teria entrado em uma universidade particular, porque eu não teria como pagar. É o maior orgulho da minha vida ver a minha filha na universidade.
— Parabéns, Sérgio, pela filha!
— A senhora não imagina como é bom ver a minha filha sentada na mesma sala de aula do filho de um juiz, do filho de um médico, e com notas melhores que as deles! Se não fosse o Fies, a gente não estaria vivendo tudo isso. Tá vendo que filho de pobre teria chance? A minha família é grata demais ao Lula por isso.
— Eu também sou grata ao Lula por várias coisas. O maior presidente do Brasil de todos os tempos.
— Pois é. E a minha filha quer ter uma empresa. Diz que será uma empresária de sucesso no Brasil. E eu acredito demais nela; desde pequena ela é determinada. Uma danada mesmo!
— Pois desejo sucesso para sua filha e para toda a sua família. Parabéns pela consciência! Obrigada.
— Obrigado à senhora! Tenha um bom dia!
14 de 15 pênaltis convertidos.
Pênalti pro Bahia empatar o jogo. Everaldo tá em campo, já fez gol hoje, tá confiante, é claro que ele vai bater, né?
Não no brega chamado Esporte Clube Bahia.