Um rato cheirou o braço do meu irmão no mieo da madrugada. Ele acordou toda a casa aos gritos hauahsusu Eu preciso eternizar esse momento dele no pátio enrolado no edredom com medo ♡
ninguém é obrigado a sorrir no Natal. Nem mesmo tentar ignorar as dores do mundo, a guerras e noticias trágicas. Ninguém precisa sorrir por pressão das festas e vivas, como se pelas trocas de presentes - às vezes sem troca de dádivas - houvesse uma suspensão da tristeza e um reinado absoluto da alegria.
Isso não acontece aqui. O Natal real acontece no mundo real. O nascimento é precedido por dores absurdas, que nós homens jamais saberemos. Da mesma forma que o nascer do dia é um movimento que parte da escuridão para a luz, o Natal é a esperança de que finalmente essa vidinha será mais Vida!
A esperança é coisa séria, não me canso de repetir. É simples: esperança não é otimismo. Pensar positivo e tilelê, ter uma causa política, religiosa ou identitária. A esperança é uma linguagem e um jeito de pensar esse mundo de dores como se fossem dores de parto. É desse ventre que surgirá a nossa redenção.
Quando eu olho o Natal de Jesus, eu penso nessas coisas. A gente querendo ver Deus e Deus querendo virar gente. Porque é impossível encontrar Deus se antes Ele não encontrar a gente. Por isso caiam os ritos, desabem os templos feitos por mãos humanas, Deus escolheu habitar nos templos que Ele fez com suas próprias mãos: os homens.
Ninguém é obrigado a sorrir, mas eu duvido que isso não aqueça o seu coração. O Natal de Jesus é o choro de Deus de dentro das dores humanas. Porque Ele chorou eu também posso chorar em paz. Mas, porque Deus chegou eu, também, posso ter esperança. Porque Ele sabe transformar o pranto em riso, a água em vinho, a sede em fonte e a fome em fruto.
Que assim seja. Amém!
Feliz Natal!