Como carioca, a partir de agora é o seguinte:
Vai reclamar de segurança? Foda-se.
Vai reclamar que milícia e facção acaba com sua vida? Foda-se.
Vai reclamar de mobilidade, saúde, estado entregue na mão de bandido? Foda-se.
Merecem se fuder. População de merda. Lixo de lugar.
🚨😱 URGENTE, Flávio Bolsonaro comete crime eleitoral:
"Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já dêem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno"
Never forget when UEFA banned Legia Warsaw’s ultra section for their Conference League game with Molde after fan trouble…
The ultras weren’t having it and got tickets in another section of the stadium and pulled out this banner 🤣👏
Se me perguntassem antes do jogo de quinta-feira se eu gostaria de vencer por 2 ou 3-0 sem sustos, obviamente responderia que sim. Mas agora, aliviado depois do susto, não voltaria no tempo pra desfazer o enredo dramático dessa classificação.
Penso que alguns jogos fazem parte de um contexto que vai muito além das críticas (necessárias) à péssima atuação do time. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Não estou falando apenas sobre o campo, mas sobre nós, torcida do Flamengo. Quinta-feira nos proporcionou algo importante coletivamente, que se Deus quiser lá na frente olharemos pra trás e daremos o devido valor. Marco, exemplo. Algum dia cantaremos mais alto e mais forte em momentos de extrema dificuldade também graças à recordação dessa experiência.
Geralmente destacamos que nos tornamos gigantes na Libertadores quando conquistamos vitórias maiúsculas, títulos, mas é em momentos como esse de “quase merda que não deu merda” que percebemos que incorporamos um diferencial crucial. Nos acostumamos a ver “esse Flamengo” vencer pq é muito bom, pq tem jogadores de elite, pq atingiu determinado patamar financeiro etc, quase que como se tivéssemos nos tornado uma torcida paralela a isso tudo, e nesse pacote recente talvez estivesse fazendo falta sentirmos na pele de novo que nós somos gigantes pq temos uns aos outros, pq somos uma torcida que GANHA JOGO, que sustenta as adversidades no grito, o 12º jogador.
Vencer, vencer, vencer, mas nossa glória sempre foi lutar, na época das vacas magras ou agora bilionários. Apesar de muita coisa ter mudado, eu tinha medo de não sermos mais algo próximo daquilo que já fomos um dia, de termos perdido tudo aquilo que nos trouxe até aqui, que forjou e pavimentou a nossa história.
Resgatamos algo que estava guardado, adormecido. De tempos em tempos, isso é bom. Muito bom.
Grato por ter vivido quinta-feira.
Somos gigantes, graças à nossa gente.
Sobre o jogo de hoje:
1. Péssima partida do Flamengo, que parece render muito menos quando está confortável. Seja contra adversários teoricamente mais inofensivos, seja quando tem vantagem em jogos de mata-mata;
2. Paquetá e laterais muito mal. De novo.
3. Leonardo Jardim mexeu mal no time;
4. Bruno Henrique perdeu um gol que não perde. Léo Pereira cometeu um erro que não se comete. Jorginho levou um cartão que não se leva. Quando três jogadores que não costumam errar tanto erram ao mesmo tempo, há um preço;
5. O que houve com Saúl? Começou tão bem no Flamengo, mas parece que nunca se recuperou da lesão;
6. Nunca mais ousem falar mal do Rossi;
7. Que bom que esse susto e esta atuação ruim vieram nas quartas de final;
8. Libertadores sem perrengue não é Libertadores;
9. A torcida deu outra aula esta noite;
10. Seremos.
#FLAxIDV