A proposta de @RenanSantosMBL publicada hoje no Brazil Journal é uma das mais honestas e estruturais que apareceram nesta eleição.
Pontos positivos mais fortes:
1. Diagnóstico correto
Ele parte do ponto que quase ninguém quer admitir: o problema fiscal do Brasil é político. Quem manda de verdade não é a Faria Lima. São as oligarquias do Norte e Nordeste, que controlam a maior parte do Senado e boa fatia da Câmara, e vivem de clientelismo e emendas. Enquanto esse arranjo existir, qualquer ajuste será cosmético.
2. PEC do Equilíbrio Fiscal
Desindexa Previdência e BPC do salário mínimo, desvincula os pisos de saúde e educação da receita, revisa o abono salarial e corta renúncias fiscais. Estimativa: R$ 1,1 trilhão de economia em cinco anos. É o tipo de medida que a maioria dos candidatos evita falar em público.
3. Mudança radical no sistema de emendas
Em vez de a emenda ser uma fatia da receita, ela passa a ser um percentual do gasto discricionário abaixo do teto. Ou seja: quanto mais o Congresso cortar, mais sobra para emenda. Isso alinha o interesse do parlamentar com o interesse do país. É a proposta mais inteligente de reforma de incentivos que apareceu até agora.
4. Frentes Cidadãs no lugar do assistencialismo puro
Troca o Bolsa Família como fim em si mesmo por um modelo em que o beneficiário trabalha em projetos de zeladoria e infraestrutura urbana, recebe e se reintegra à economia formal. Meta clara: até 2030 nenhum estado ter mais dependentes do governo do que trabalhadores formais.
Impacto potencial..
Se implementada com disciplina, essa agenda consegue três coisas ao mesmo tempo:
1) Estabilizar a trajetória da dívida
2) Abrir espaço fiscal real para investimento em infraestrutura e desfavelização
3) Quebrar o ciclo de compra de apoio político via emenda
É uma proposta que ataca a raiz, não o sintoma.
O que os outros estão fazendo?
Lula: Mantém o arcabouço atual, defende o crescimento como solução principal e critica as emendas, mas sem mexer nas indexações e vinculações que explodem a despesa. Continua priorizando a expansão de programas sociais.
Flávio Bolsonaro: Fala em “tesouraço” e corte de cerca de 1,5% do PIB, mas preserva e até reforça o Bolsa Família. Não apresenta uma proposta clara e pública de desindexação da Previdência nem de mudança estrutural no sistema de emendas. O discurso econômico ainda é secundário em relação à polarização.
Zema e Caiado: São os mais próximos de uma agenda liberal clássica (privatizações, redução do Estado, ajuste fiscal). Zema é o mais radical em privatizar. Caiado também fala em corte de emendas e ajuste duro. Porém, nenhum deles foi tão explícito e detalhado quanto Renan na mudança dos incentivos políticos do Congresso e na substituição estrutural do assistencialismo.
Senhores...
A maioria dos candidatos ainda trata o ajuste fiscal como um problema técnico ou contábil. Renan trata como um problema de poder. E por isso a proposta dele incomoda mais, e tem mais chance de mudar alguma coisa de verdade.
A foto do Centrão de Arthur Lira se lavando na piscina do amigo de Flávio Bolsonaro e advogado agora alvo da PF, Willer Tomaz, com a presença alegre do lulista Weverton Rocha e do bolsonarista Alexandre Ramagem, retrata o Brasil.
Eles se lavam juntos, enquanto o povo se divide.
🏫 🪖 Plano de governo de Renan Santos propõe a adoção do modelo cívico-militar em escolas localizadas em áreas violentas como forma de combater o "excesso de indisciplina, desordem e desrespeito à hierarquia".
Eu tenho uma pergunta pras jornalistas defensoras da "Democracia®" da Globo News.
Ser guardião da Constituição é estar acima dela?
Tipo... a Constituição veda explicitamente pena de morte. Cláusula pétrea e coisa e tal.
Se um Ministro ou até mesmo o plenário do STF decidir condenar um cidadão à cadeira elétrica, o presidente @RenanSantosMBL deve "democraticamente" executar a sentença?
Jeffrey Chiquini quer ser deputado. Então observem bem o tipo de sujeito que está pedindo o voto de vocês.
Um advogado criminalista experiente pressiona Felipe Cestaro para responder “sim ou não” se Lula é corrupto, sabendo perfeitamente que as condenações de Lula foram anuladas e que afirmar publicamente que alguém cometeu crime, como fato, pode trazer consequências jurídicas. Em tempos em que políticos e comunicadores respondem na Justiça pelo que publicam, todo cuidado é pouco.
Cestaro fez o responsável: criticou duramente Lula e seus governos, mas não caiu na armadilha de fazer uma acusação categórica que poderia se virar contra ele.
Chiquini sai do estúdio e pouco depois aparece um corte explorando justamente esse momento.
Para mim, isso é atitude de verme. Rasteira, oportunista e covarde.
E esse sujeito quer ser deputado.
Antes de entregar seu voto a Jeffrey Chiquini, observe como ele age quando o debate aperta. Se é assim antes de ter mandato, imagine depois que tiver poder.