Contudo, como não há mal que dure para sempre, foi já no fim do seu penúltimo ano que Zé Diogo levantava este troféu que nunca tinha tido oportunidade de conquistar. Vitória na Final, em Famalicão, por 6-3 contra a Oliveirense. E como tudo parece mais fácil quando se ganha, o Sporting e Zé Diogo revalidaram esta conquista há 2 meses.
Mas o momento mais alto da sua carreira ficaria guardado para Outubro de 2025, bem longe da sua terra natal. Em San Juan, depois de dezenas de milhares de quilómetros percorridos, com 5 jogos em 6 dias, e uma Final frente ao maior Campeão da história da modalidade, o Sporting suplantou-se, agigantou-se e ficou nas bocas do mundo. Um Aldo Cantoni (maior arena de hóquei do mundo) a rebentar pelas costuras, com 8 mil vozes a cantar Sporting, presenciou um Zé Diogo a levantar uma Taça que colocava o Sporting no Olimpo. Uma história concluída que começou lá bem em baixo, e terminou no topo do Mundo. Um guião que muitos roteiristas e produtores invejam.
Zé Diogo Macedo não foi o melhor guarda-redes do mundo, não está entre os nomes das balizas que melhor dignificaram a modalidade. Porém, tem uma história de vida no hóquei que inveja muitos deles. Muitas lendas das redes não têm sequer o Palmarés que Zé Diogo tem para exibir.
Durante 14 anos nunca foi titular, e esteve uma década atrás de Ângelo Girão, provavelmente o melhor guarda redes português da história. Porém, sempre soube reconhecer a valia do seu colega, tornando-se um backup dele sempre que necessário. E foi sempre reconhecido pelo próprio Girão como um colega fiel e exemplar, que Girão nunca diminuiu e colocou várias vezes ao nível dos melhores. Quando Girão não estava, foi muitas vezes Zé Diogo a aguentar o barco, com exibições de grande qualidade para quem era tido como um “eterno suplente”. Não me lembro de uma única vez em que Zé Diogo tenha comprometido, pelo contrário, foram mais as vezes em que foi decisivo e até em jogos importantes, do que o contrário.
Sempre, sempre, mas sempre um elemento e uma pessoa que nunca deixou de trabalhar, de acreditar no seu valor, por saber que era possível realizar o seu sonho. A história de Zé Diogo no Sporting foi passada e construída em muitos pavilhões: desde a CERS em Igualada, à Champions no João Rocha, ao segundo campeonato no Dragão, à Taça de Portugal em Famalicão e Tomar, ao topo do Mundo em San Juan. Mas o seu lugar pertencerá eternamente nos corações dos sportinguistas. Um jogador à Sporting, um homem com valores do Clube, que se confunde na sua essência com a instituição que representou durante 21 anos.
Foram 426 jogos de Leão ao Peito. Mais umas boas centenas na formação. 2 décadas que passaram a correr. Um Senhor e um Senador do Hóquei em Patins do Sporting Clube de Portugal! Obrigado por tudo!
🎶 Zé Diogo,
Allez!
Zé Diogo,
Allez 🎶
🏑 Venceu, pelo Sporting:
🏆 1 Mundial de Clubes
🏆 3 Ligas dos Campeões
🏆 1 Taça CERS
🏆 2 Taças Continentais
🏆 2 Campeonatos Nacionais
🏆 2 Taças de Portugal
🏆 2 Supertaças
🏆 1 Campeonato 3.ª Divisão
🏆 2 Campeonatos Nacionais sub17
🏆 1 Campeonato Nacional sub15
🏆 1 Campeonato da Europa Seleções sub20 (Prémio Stromp)
José Diogo Macedo 💚💪🏻
🏑 José Diogo Macedo: da Casa do Gaiato ao topo do Mundo no Aldo Cantoni!
Uma história feita de sonhos, de perseverança, de muito trabalho, muita crença, nunca desistir, ousar o céu e nunca olhar para baixo. É esta a história de José Diogo Barreiros Macedo, que se confunde, e bem, com a história do Hóquei do Sporting Clube de Portugal.
Quando Zé Diogo chegou ao Sporting em 2005 ainda tinha idade de infantil, e à época a modalidade não era reconhecida pelo Clube, reinstaurada pelo Engenheiro Gilberto Borges, uma década depois do seu encerramento. Ainda tinha a designação de APSCP - Associação de Patinagem do Sporting Clube de Portugal. Só 2 nomes estão umbilicalmente ligados ao Hóquei do Sporting desde o seu regresso em 2005 até este dia: Gilberto Borges e Zé Diogo.
Era aquele miúdo franzino, natural de Alenquer e proveniente do Clube da sua terra, que vestia pela primeira vez as cores permitidas pelo Sporting. Tudo começou na Casa do Gaiato, em Sintra. Origens mais humildes seriam impossíveis para uma secção que foi restituída com muito amor e suor à mistura. O trabalho de muita gente mesmo, de centenas de pessoas, possibilitou que hoje Zé Diogo (também nesse lote) se despedisse com esta sua história quase de conto de fadas.
Dos infantis até aos juniores, fez e concluiu toda a sua formação de Leão ao peito.
E todos se lembram daquela mítica equipa dos tempos da Casa do Gaiato em que pontificavam nomes como Gonçalo Alves, Miguel Rocha, Diogo Neves, Pedro Delgado e André Pimenta, estando Zé Diogo na baliza.
Não tendo o reconhecimento oficial nem o apoio do Sporting, a APSCP foi obrigada a começar do zero nos seniores. Lentamente, foi subindo em todas as divisões, com muita entreajuda das camadas jovens. Em 2010/2011, Zé Diogo já era chamado aos treinos da equipa sénior, mas foi em 2012/2013, logo após a concretização da tão esperada e desejada subida ao Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, que se estabeleceu definitivamente nos seniores.
2 anos volvidos, finalmente o reconhecimento da modalidade como secção oficial do Sporting Clube de Portugal. Agora sim, promessa feita e cumprida por Bruno de Carvalho, o início da profissionalização.
E o “regresso” não podia ter tido melhor começo, com a conquista da Taça CERS em Igualada em Abril de 2015. A Glória europeia retornava ao Museu Sporting. Nesse mesmo ano civil, já em 15/16, a fabulosa conquista da Supertaça frente ao Benfica, com uma espetacular remontada para 4-2 depois de se começar a perder 0-2. Zé Diogo teve de entrar na segunda parte por exclusão de Girão, seu maior parceiro, e manteve a baliza fechada.
Consumando apenas 1 ano após o regresso, o Sporting já somava 2 títulos. Mas faltava agora o mais importante: uma casa própria, o lar e o centro de todo o hóquei sénior leonino. Depois de muitos anos divididos entre Casa do Gaiato, Parede, Livramento, Alverca, entre outros, chegou em Junho de 2017 o Pavilhão João Rocha. Finalmente sem casa às costas, finalmente com uma Arena digna e à altura das modalidades do Sporting, em especial do seu Hóquei em Patins. E foi mesmo o hóquei quem estreou o João Rocha no primeiro treino.
Como uma boa notícia nunca vem sozinha, no final desse ano Zé Diogo conquistou o seu primeiro Campeonato Nacional pelo Sporting. A garantia de que o Leão vinha para ficar! E como quando se está a subir, só se pode almejar cada vez mais coisas, em 2019 chega a primeira conquista da Liga dos Campeões de Zé Diogo, também no João Rocha, frente ao mesmo adversário.
Os anos que se seguiram foram de grande proveito para o guardião leonino, conquistando mais títulos europeus e nacionais. Mas faltava a Taça de Portugal, a prova enguiçada que parecia impossível. E Zé Diogo bem lutou para que viesse para cá em 2023, mas outros factores foram mais fortes.
I don’t think y’all understand the type of motion Kanye has in the hip-hop industry for him to convince THE Miss Lauryn Hill to perform with him in a stadium AND drop a brand new track.
@RFodilhao@cabelloxharmo Oq interessa a equipa jogar se tem um pino a ponta de lança que não faz um caralho? Estar lá o Ronaldo ou estar eu lá era igual
@brunomigueln@InesBacelo Especialmente atacar as irmãs burras dele que a única coisa que fazem é espalhar ódio aos colegas de seleção do seu tão armado e arcaico irmão
@InesBacelo E depois vêm pro Twitter dizer "quando Ronaldo parar de jogar nunca mais apoio Portugal." fds, então ele que pare de jogar rápido. Puta que pariu. São o maior cancro do futebol
Não há ninguém naquele federação, naquele equipa ou naquele STAFF que venha defender um puto de 21 anos que perdeu a mãe e recebeu 74 mil comentários de ódio numa foto em que lhe dedica o primeiro golo num mundial