@luissimoes777@joaoflipflop@_20777@joaovale Já é titular de seleção à 9 meses, se não acompanha o melhor campeonato do mundo, uma das melhores seleções do mundo e até uma equipa que jogou este ano 3x contra portugueses mais vale dizer que não acompanha futebol internacional
Se se chamasse António, umas semanas antes do mundial e com o selecionador a ver ao vivo a deixar se papar assim e a desistir completamente do lance na pequena área nem sei o que daí viria...
Portugal é um país formador, mas será que há aposta por cá é real?
Há poucas semanas, nos principais campeonatos europeus, 28,3% dos titulares em Portugal eram portugueses.
Só Inglaterra está abaixo, 26,4%. Uma liga que gasta milhares de milhões anualmente, que importa todo o talento que quer e que nunca escondeu que o seu modelo é a aquisição. Portugal está ao mesmo nível. E não tem esse orçamento.
França 32,8%. Itália 32,3%. Alemanha 36,9%. Espanha 55,9%. Holanda 46,9%.
A Holanda é o exemplo que mais me interpela. É um país com dimensão semelhante à nossa, com uma liga que não tem os recursos das grandes, e tem quase o dobro da nossa percentagem de nativos em campo. E continua a ser um dos maiores exportadores de talento da Europa.
Portugal diz que é um país formador. Os dados dizem que os jogadores que formamos não jogam em Portugal.
Queremos ser competitivos na Europa e precisamos que os clubes da Conference acumulem pontos no ranking UEFA. Isso só acontece se tivermos mais clubes sólidos. E clubes sólidos formam-se com identidade, com jogadores que conhecem o clube, com investimento no talento nacional.
Não pode haver restrições a jogadores da União Europeia, a lei não o permite. Mas poderia haver um máximo de extracomunitários por onze. Poderia haver um mínimo de portugueses em campo. Alguma regra que fosse discutida.
E há outro problema que se avizinha. Com a centralização dos direitos televisivos vai haver mais dinheiro nos clubes pequenos. Se já com menos dinheiro não apostam nos seus, o que vai acontecer quando tiverem mais?
Se não temos dinheiro para comprar, temos de ter inteligência para formar. Mas para isso é preciso querer.
Artigo escrito por @GC_Scout_PT
BALANÇO DE ÉPOCA: SC BRAGA
Uma época difícil de classificar. Há muito de histórico nela. E há muito que custa.
O Braga começou esta época com Carlos Vicens, treinador espanhol de 38 anos, antigo assistente de Pep Guardiola no Manchester City. Era o seu primeiro projeto como treinador principal num clube europeu. Pouca gente acreditava no plano.
Na Liga Europa, o Braga fez 13 vitórias em 20 jogos. O segundo melhor registo de sempre de uma equipa portuguesa na prova, apenas atrás do FC Porto de 2010/11 de André Villas Boas. Começaram nas pré-eliminatórias e foram até às meias-finais. Pelo caminho ficou o Ferencváros e o Real Betis em Sevilha, num dos jogos mais memoráveis dos últimos anos do futebol português.
Mas na meia-final caiu contra o Friburgo. E doeu. Caíram com a expulsão precoce de Dorgeles a deixar a equipa em sofrimento durante quase 85 minutos. Uma final europeia ali ao alcance, e a sentir o sabor amargo de quem disputou à altura mas não conseguiu carimbar a viagem a Istambul.
E não foi a única frustração. Na Taça de Portugal o Braga tinha o caminho aberto até à final e foi eliminado pelo Fafe, da terceira divisão. Na Taça da Liga foram finalistas vencidos pelo maior rival. No campeonato estão atualmente a 28 pontos do FC Porto e ainda em risco de cair para o quinto lugar. Quatro frentes. Zero troféus.
É difícil olhar para isto e dizer que o balanço é positivo. Não é. Mas também não pode ser lido apenas pelos resultados finais.
Ficou uma meia-final histórica. Ficou um percurso europeu que vai marcar uma geração de adeptos. Ficou Rodrigo Zalazar com 23 golos. Ficou, sobretudo, uma identidade de jogo nova e vincada, construída em apenas um ano por um treinador que se estreou no clube. Vicens revolucionou o jogo do Braga.
E talvez seja por aí que o futuro se constrói. As épocas que ficam não são sempre as que se vencem. São as que deixam alicerces.
O Braga sai desta época sem troféus. Mas com algo que muitos clubes não conseguem em décadas: uma ideia clara do que querem ser.
O SC Beira-Mar ganhou a Taça de Portugal em 1999.
Jogou na Primeira Liga. Teve Eusébio na sua história. Encheu o Estádio Municipal de Aveiro.
Hoje está no Campeonato de Portugal, quarto nível nacional.
Não é a primeira vez. Em 2015, uma SAD insolvente e mal gerida derrubou tudo o que o clube tinha construído. Recomeçou da segunda divisão distrital. Do zero.
O Beira-Mar é um clube de Aveiro, não um projeto financeiro. E foi isso que o salvou. Quando a SAD colapsou, foram os sócios, os adeptos e a cidade que carregaram o clube aos ombros. As assistências no distrital triplicaram as que o clube tinha na Liga de Honra. As pessoas voltaram porque o clube voltou a ser delas.
Dez anos depois, ainda lá estão. Sem investidor. Sem SAD. Só com o clube.
Não há história mais portuguesa do que esta. Um clube que sobreviveu ao pior momento da sua história não por dinheiro, mas por identidade.
Era bom que se reergue-se. Por Aveiro. E pelo futebol português, que faz muita falta ter clubes com história e identidade de volta às divisões onde merecem estar. O campeonato ganha quando os clubes têm alma.
O futebol português fala pouco do Beira-Mar. Devia falar mais.
Texto escrito por @GC_Scout_PT
Carlos Espí. 20 anos. 8 golos esta época.
O Levante estava morto. Este miúdo apareceu e voltou a trazer esperança:
⚽⚽ vs Alavés → 3 pts
⚽ vs Girona → 1 pt
⚽ vs Rayo → 1 pt
⚽⚽ vs Oviedo → 3 pts
⚽ Getafe → 3 pts
Agora estão a 4 pontos da manutenção e dependem de si.
É para isto que serve o futebol.
O declínio do Vilaverdense FC
O clube foi, em poucos anos, do céu ao inferno
Em 2020, um grupo canadiano comprou 90% da SAD do Vilaverdense FC. Mudaram o nome. Mudaram o emblema. Prometeram uma academia, um estádio renovado e um futuro brilhante.
Em três anos, o clube subiu das distritais à Segunda Liga. Vila Verde festejou como nunca. Um clube fundado em 1953, com um estádio de mil lugares, a competir no futebol profissional pela primeira vez na história.
Durou uma época.
Na Segunda Liga, o Vilaverdense nem sequer conseguiu jogar no seu próprio estádio. Foi para Coimbra por falta de condições. Houve salários em atraso. Penalizações de pontos. Jogadores a rescindir. Desceu à Liga 3.
Em 2024, o grupo canadiano abandonou o projeto. Vendeu a SAD a novos investidores, deixando um passivo de 750 mil euros. O clube voltou a chamar-se Vilaverdense FC. Mas o estrago já estava feito.
Desceu outra vez. Da Liga 3 para o Campeonato de Portugal. E agora, em 2026, desce pela terceira vez consecutiva. Ruma às distritais.
De distritais à Segunda Liga em 3 anos. Da Segunda Liga às distritais em 3 anos. O ciclo completo.
Este caso ensina mais sobre futebol do que muitos jogos. Subir é difícil, mas pode acontecer com investimento externo. Manter é outra coisa. Exige estrutura, gestão, sustentabilidade. Sem isso, a queda é inevitável e pode ser mais rápida do que a subida.
O Vilaverdense não é o primeiro nem será o último. Em Portugal, há demasiados clubes reféns de investidores que entram com promessas e saem quando o negócio deixa de interessar. Quem paga a conta são os adeptos, os jogadores e a comunidade.
O futebol constrói-se de baixo para cima. Não há atalhos.
Artigo escrito por Guilherme Costa
There’s a PSG with and without João Neves. This kid is an extraterrestrial. He triggers almost all the pressings, he’s everywhere on the pitch without any clear weaknesses in his game — soon as he doesn’t play, you sense it right away.
Complete Midfielder
Al final con todo lo que ha pasado, ha quedado totalmente olvidado lo nefasto que fue el arbitraje.
Cómo a Carreras no le saca amarilla por este piscinazo, pero sí que luego se la saca a Prestianni.
Cómo no le saca roja a Valverde por el puñetazo.
Cómo tampoco le saca la segunda amarilla a Vinicius con la falta que le hace a Richard Ríos.
Al final todo queda en el olvido.