A Anthropic acabou de soltar um PDF gigante catalogando as coisas mais surreais que tentaram fazer com o Claude.
Nos últimos oito meses eles pegaram e derrubaram gente usando o modelo pra coisa que parece inventada. Tem espionagem, malware que se reescreve sozinho quando o antivírus pega, fábrica de exploit rodando o dia inteiro, vigilância em massa, drone kamikaze, pedido de arma biológica e até app de namoro falso. No meio disso, labs chineses usando o Claude no lugar do modelo deles.
Hacktivista com chave roubada e grupo de Estado estão rodando o mesmo esquema de ataque com IA.
Um grupo russo botava agentes pra reconstruir o malware até limpar do antivírus. Sequestrava DNS em WiFi de hotel, roubava SDK de visão de drone, exportava WhatsApp em massa. Numa brecha de governo no Norte da África saíram mais de 300 mil documentos de identidade e o registro de mais de meio milhão de empresas.
Do lado chinês, tinha gente com loops ligados o tempo todo dissecando equipamento de segurança, juntando mais de uma dúzia de possíveis zero-days num mês só, com 13 agentes de coleta e memória de campanha rodando 24/7.
Descompilaram 1,8 milhão de apps Android, roubaram mais de 1 TB com identidade e milhões de cartões, entraram em sistema de companhia aérea com dezenas de milhões de passageiros e, em cerca de 34 horas, puxaram uns 2.100 conjuntos de token Azure em mais de 40 empresas. Numa de energia, ainda alegaram que conseguiam controlar de longe o carregador de carro elétrico na casa do cliente.
Outro grupo veio de extorsão pedindo entre US$ 1,5 e 2,5 milhões. Injetou prompt num sandbox de avaliação, roubou chave de API de cliente e, em uns quatro dias, bateu em cerca de 30 empresas de IA caçando um Claude que ainda nem tinha saído. Não conseguiu. Os sistemas da Anthropic não foram invadidos.
Tem plataforma de monitoramento com cerca de 25 milhões de chips de celular. Tem operação ligada à China catalogando dissidente. Tem desenho de enxame de drone kamikaze na Rússia. Tem fábrica de app de namoro com personas do Claude.
A Alibaba, do Qwen, rodou cerca de 151 milhões de conversas entre maio e julho, com pico de quase 3 milhões por dia, pra sugar o raciocínio do Claude. A Moonshot, dona do Kimi, serviu Claude no lugar do Kimi. O usuário achava que falava com o Kimi. Em uns dez dias, quase 300 mil pedidos de cliente foram pro Claude, quase tudo Opus, por cerca de 5.380 contas falsas.
Eles salvaram as conversas e montaram um pipeline pra treinar no raciocínio do Claude, inclusive com tráfego sensível. A Anthropic cita pedido ligado ao Exército chinês e a câmeras de Chengdu. A DeepSeek fez a mesma coisa com os próprios usuários, inclusive mandando tráfego de Claude Code e OpenCode pro Opus, com documento de defesa russo e tráfego de polícia chinesa no meio. O cliente provavelmente nunca ficou sabendo.
Simplesmente surreal.
Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes.
O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada.
Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise.
As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições.
Em um contexto de grave tensão institucional, intensa circulação de desinformação e crescente instrumentalização política das investigações, especialmente durante o período eleitoral, a máxima transparência dos procedimentos torna-se ainda mais necessária e deve ser tratada como prioridade por todas as autoridades envolvidas.
Já estão em pleno curso as mesmas táticas que, no passado, foram empregadas com sucesso para enterrar investigações que alcançaram os mais altos níveis do poder no Brasil: a disseminação massiva de desinformação, a manipulação do debate público e a divisão da sociedade, impedindo que ela se una em defesa de seus próprios interesses. O Brasil precisa resgatar as lições do passado e impedir que a corrupção sistêmica volte a operar seus mecanismos de impunidade.
O que está em risco agora é muito mais do que a destruição das investigações sobre o maior caso de corrupção financeira da história brasileira. O que está em jogo é um colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça, com potencial para contaminar o processo eleitoral e favorecer sua captura por forças populistas e autoritárias, em diferentes níveis, valendo-se da indignação popular.
A sociedade e as instituições precisam agir com responsabilidade, firmeza e respeito à ordem constitucional para conter a escalada da crise e preservar a integridade do Estado Democrático de Direito.
@lucas_montano Po, to num processo seletivo e a proxima etapa é pair programming. Nao vai ter IA. Peguei pra reestudar como escreve codigo sem auto complete. Doidera
O @Estadao ouviu 13 dos maiores escritórios de advocacia do País para avaliar se os serviços listados por Viviane Barci de Moraes valem um contrato de R$ 129 milhões. Nem no melhor cenário, com o valor/hora mais caro, a bolada acordada com Daniel Vorcaro, para atender o Banco Master, é compatível com valores de mercado. Trabalho cinco estrelas de @weslley_galzo@Cris_Barbieri @eijenne e Carlos Eduardo Valim
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Conseguimos! Já alcançamos 224 de 171 assinaturas necessárias para dar andamento à PEC. Agora ela seguirá para a instalação da Comissão Especial, onde poderá ser emendada, discutida e votada.
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