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“O Santos é assim”.
Ultimamente tenho usado essa frase pra falar de coisa ruim. A gestão fraca, as dívidas, os aspones, os conchavos, a estrutura…
Mas o Santos é assim, gigante, também pelo poder de superar dirigente fraco, o bairrismo, o desdém da capital. É difícil entender como um clube em uma cidade de pouco mais de 400 mil habitantes segue tão grande.
O Santos é assim: da nossa Vila Belmiro, surrada, mas com uma energia que só quem é sabe. Dos nossos ídolos acessíveis. Do futebol de rua na frente da fachada. Dos meninos e meninas da Vila chegando de bicicleta pro treino. Ainda bem que o Santos é assim. Apesar de tudo.
O Santos “ser assim”, tão grande e tão acessível ao mesmo tempo, fez eu ir pra um monte de lugar, mas sempre voltar pra cá.
O moleque que sempre quis jornalismo teve medo de não ganhar dinheiro e foi parar em ciência da computação longe daqui. Óbvio que ia dar errado. Tudo só foi fazer sentido no primeiro treino no CT Rei Pelé.
Em 2013 (tô velho) cobri meu primeiro dia de Santos. E tive que ir ao banheiro chorar pra não passar vergonha publicamente. Afinal, era um menino de camisa polo tentando passar seriedade. Hoje eu sou quem a “garotada” chama de senhor. Pqp.
O Santos me deu notoriedade, tive que cobrir rival, fui pra seleção e percebi que meu lugar é aqui. Com o mesmo esforço e quase toda a seriedade de sempre, mas em Santos, com a camisa do Santos. Falando do clube que eu sempre amei.
O Santos ultimamente nos dá mais tristeza que alegria. E tem muita gente tentando que ele deixe de ser assim… Gigante desse jeito. Mas é impossível.
Te amo, Peixão. Obrigado por tudo.
#SANTOSFC114