@felipeneto Neto compra pra mim!
Eu li a poesia de Carlos Drummond certa vez na biblioteca da minha cidade e fiquei apaixonado, sempre quis um livro com a obra completa dele, geralmente são caros mas achei esse volume usado no enjoei, se você me presentear vou ficar bem grato Filipe obrigado
Quem é você alma metade? Quem é você estranha contraparte,
Que comete injúrias,
Não obedece a verdade,
Não tem pena dos inocentes,
Promove sempre o cinismo,
Acha graça da bondade
Quem é você que tem a mesma aparência no espelho
E diverge tão profundamente na sensibilidade?
A parte mais feia, grotesca e chula de mim emergiu de repente, tomou controle da carcaça e decidiu me colocar em um rumo de um homem amaldiçoado, julgamento sobre mim será eterno, mas a repetência ainda não está perdida
Em uma sociedade onde a informação é democratizara, devemos nos proteger de entidades que desejam manipular e alienar a massa de manobra através de sutis palavras tóxicas.
Teremos de admitir que ou é aceitável nos render à autoridade infame da liberdade da expressão e permitir que através dela a democracia cometa suicídio involuntário, ou então que dependemos o significado da palavra censura e a extirpamos do seu sentido negativo.
Enquanto nós dois brigamos para entender quem de fato comanda quem, um outro acima de nós se aproveita do tumulto causado para levar todos nós ao abismo.
De repente, olha se para as coisas com intenção de entender, uma espécie de pesadelo interminável, com o seu olhar traz a iluminação, o holofote da razão, e faz com que todas as coisas, e as pessoas que delas participam tomem uma pose de formalidade, seriedade e respeito.
Mas vem de poucos em poucos contribuindo para a sua inevitável implosão, um pouco de frustração aqui e ali, e a ocasional solidão, vozes de demônios desencorpados sussurrando a mesma ladainha, alimentando e alimentando ideias absurdas e sem nexo.