O álcool sempre foi meu maior afrodisíaco.
Em mim, ele desperta uma versão mais atrevida, mais eriçada, mais corajosa e safada. Não cria fantasias, porque elas já existem dentro de mim. Apenas parece diminuir as barreiras entre o desejo e a ousadia de realizá-las. É como se cada gole me aproximasse daquela mulher que não tem medo de explorar o próprio lado mais safado.
E talvez seja por isso que a mitologia de Baco faça tanto sentido para mim.
Deus do vinho, da fertilidade, das festas e do êxtase, Baco simbolizava a libertação dos desejos e a ruptura com as convenções. Seus rituais celebravam os sentidos, a embriaguez e a entrega aos prazeres.
Para mim, beber é quase um ritual de passagem: um brinde a Baco antes de dar voz às fantasias que já habitam na minha mente.
Mas a bebida não inventa uma versão da Mila, ela apenas me faz perceber o quanto ela já está ali.
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