Não sei se vocês terão a mesma impressão que eu, mas queria compartilhar uma reflexão que me acompanha há muitos anos.
Sempre tive a sensação de que o brasileiro, especialmente nas décadas de 1980 e 1990, encontrava em alguns símbolos um sentimento de pertencimento muito forte. Éramos um povo que enfrentava inúmeras dificuldades, e havia poucas coisas capazes de fazer o país inteiro esquecer, mesmo que por algumas horas, os problemas do dia a dia.
Ayrton Senna aos domingos. O clube do coração. A Seleção Brasileira.
Não era apenas esporte. Era um ponto de encontro. Era um momento em que milhões de pessoas vibravam, choravam e sonhavam juntas. Havia a sensação de que aquelas vitórias pertenciam a todos nós.
Com o passar do tempo, o Brasil mudou. A sociedade mudou. Surgiram novas prioridades, novas formas de entretenimento, novas referências e uma realidade muito mais fragmentada. Hoje cada pessoa acompanha conteúdos diferentes, vive em grupos diferentes e se identifica com causas diferentes. Ao mesmo tempo, muitos passaram a sentir que as instituições e até os próprios ídolos deixaram de representar tão bem o povo quanto antes.
Na minha percepção, isso enfraqueceu aquele sentimento coletivo que existia em torno da Seleção. Não acredito que seja a única explicação para o distanciamento entre o brasileiro e a camisa amarela, mas acho que ela ajuda a entender parte desse fenômeno.
Quando vejo vídeos como este, imediatamente volto àquela época. Vejo o rapaz em cima do parapeito cantando pela sua seleção e lembro de quando nós também éramos assim. Não importava a classe social, a profissão ou a região do país; por alguns instantes, todos pareciam fazer parte da mesma história.
Talvez seja isso que mais me chama atenção quando olho para a Argentina hoje. Sempre foram apaixonados por futebol, mas tenho a impressão de que, diante de tantos anos de dificuldades econômicas e políticas, esse sentimento de pertencimento ficou ainda mais forte. A seleção passou a representar muito mais do que um time de futebol. Ela se tornou um símbolo de orgulho, resistência e esperança.
Não acho que isso aconteça apenas porque um povo sofre mais do que o outro. Acho que acontece quando uma sociedade consegue enxergar em determinados símbolos algo que realmente a representa.
Sinto falta dessa conexão que um dia tivemos. Da sensação de que a Seleção era uma extensão do povo brasileiro e de que, quando ela entrava em campo, todos nós entrávamos junto.
Talvez eu esteja romantizando o passado. Talvez existam dezenas de outros fatores para explicar essa mudança. Mas, toda vez que vejo cenas como essa, é exatamente essa lembrança que me vem à cabeça: a de um Brasil que, por alguns instantes, esquecia suas diferenças para cantar, torcer e sonhar como um só povo.
Olá Luciana, obrigado pelo seu comentário.
Sim, é uma análise e opinião minha sobre o movimento do clube. Fiz um estudo sobre cada um dos contratados e levei também em consideração as falas dos gestores ao longo dos anos para poder tecer isto. Acredito firmemente que este é o caminho que eles estão buscando. Se de fato será isto e se vai dar certo, só o tempo dirá.
O CRB está mudando sua filosofia de futebol?
Na minha visão, o @CRBoficial não está apenas mudando nomes. Está mudando sua filosofia de futebol.
A contratação de Fábio Matias, a chegada de PC Gusmão como Executivo de Futebol, a inclusão de Gum como coordenador técnico e a efetivação de Felipe Lucena na comissão permanente parecem fazer parte de um mesmo projeto.
Fábio Matias talvez ainda não tenha uma trajetória consolidada como treinador na Série B, mas construiu sua reputação na formação de atletas. Seu trabalho nas categorias de base, especialmente no Flamengo, mostrou sua capacidade de desenvolver jovens e prepará-los para o futebol profissional.
Felipe Lucena permaneceu no clube mesmo após a saída de Barroca, o que demonstra o reconhecimento do trabalho realizado. Foi um dos profissionais envolvidos no desenvolvimento de Wallace, que se tornou a maior venda da história de um atleta formado na base do futebol alagoano.
Para compensar a menor experiência de Fábio Matias no cenário da Série B, o CRB buscou PC Gusmão. Um profissional experiente, com passagens por grandes clubes do país e que pode oferecer exatamente o suporte necessário para esse novo momento. Gum completa essa estrutura trazendo experiência de campo, liderança e proximidade com os atletas.
O que mais chama minha atenção, porém, é o perfil desses profissionais.
Todos, de alguma forma, possuem ligação com a formação, desenvolvimento ou acompanhamento de jovens jogadores. Isso me faz acreditar que o CRB está finalmente colocando em prática um objetivo que esta gestão sempre demonstrou ter: transformar a base em uma fonte real de oportunidades para o elenco principal e, principalmente, em um patrimônio esportivo e financeiro para o clube.
Se essa for realmente a ideia, considero essa uma das decisões mais acertadas desta gestão. O futebol moderno exige resultados dentro de campo, mas também exige formação de atletas, valorização de ativos e geração de receitas. O CRB parece, enfim, estar estruturando um departamento de futebol pensando não apenas no próximo jogo, mas nos próximos anos.
O problema do torcedor regatiano não está, necessariamente, nos resultados dentro de campo.
O CRB de hoje, em muitos momentos, é igual ou até melhor do que equipes do passado que arrastavam multidões, enchiam arquibancadas e mobilizavam a torcida durante toda a semana. O afastamento de parte da torcida tem causas mais profundas.
Ao longo dos últimos anos, consolidou-se um sentimento crescente de distanciamento entre clube e torcedor. Falta transparência, faltam explicações, faltam respostas. Vendas de jogadores sem os devidos esclarecimentos, contratações questionáveis, silêncio nos momentos de crise e ausência de comunicação direta com a torcida alimentam uma sensação constante de afastamento entre quem administra o clube e quem o sustenta com sua paixão.
A impressão que fica é a de que os erros nunca são reconhecidos. As responsabilidades quase sempre são transferidas para terceiros, para gestões passadas ou para fatores externos. Enquanto isso, críticas são tratadas como ataques, críticos são desqualificados e o debate é substituído pela defesa incondicional da gestão.
O resultado é um desgaste emocional que vai muito além das quatro linhas.
E isso não é a percepção isolada de um torcedor ou de um pequeno grupo de inconformados. Os reflexos desse distanciamento estão cada vez mais visíveis. Estão nas arquibancadas vazias, jogo após jogo. Estão na perda do entusiasmo, na diminuição do engajamento e na quantidade crescente de regatianos que já não acompanham o clube com a mesma paixão de antes.
O torcedor não abandona um clube por causa de uma derrota. O torcedor se afasta quando deixa de se sentir ouvido, respeitado e representado. Quando percebe que sua paixão é tratada apenas como obrigação, nunca como parceria.
Talvez o maior desafio do @CRBoficial hoje não seja montar um elenco melhor ou conquistar uma vitória a mais. Talvez seja reconstruir a confiança de uma torcida que, aos poucos, vem perdendo o entusiasmo, o sentimento de pertencimento e a conexão que sempre fizeram do Clube de Regatas Brasil uma instituição tão forte.
Porque títulos aproximam. Vitórias empolgam. Mas transparência, humildade, diálogo e respeito são o que mantêm uma torcida ao lado do clube nos bons e, principalmente, nos maus momentos.
#CRB #GaloDeCampina #Regatas
PARABÉNS, CRB! A PROFISSIONALIZAÇÃO AGORA É SEM PROFISSIONAL!
O @CRBoficial fez um Planejamento Estratégico falando em gestão profissional, transparência, processos modernos, indicadores de desempenho e profissionais qualificados nas áreas esportivas.
No Desafio Estratégico C, o clube colocou como meta:
“Ser referência em gestão esportiva.”
Bonito no papel.
Mas, na prática, depois de um início ruim no Brasileiro, da demissão do executivo de futebol e de mais de 40 dias sem substituto, a diretoria informa que não pretende contratar um executivo neste momento.
A solução apresentada?
Gestão colegiada.
Diretoria, comissão técnica e coordenação decidindo em conjunto.
Ou seja:
No papel, gestão profissional. Na prática, futebol sem executivo.
No papel, processos definidos e profissionais qualificados. Na prática, uma janela de transferências se aproximando e ninguém sabe exatamente quem responderá se der errado.
E aqui cabe lembrar: quando qualquer cobrança mais firme aparece, sempre surge o discurso de que querem “transformar o CRB em um CSA”.
Mas quem está aproximando o CRB de modelos confusos, colegiados e sem responsabilidade clara não é a torcida que cobra.
É a própria gestão.
Ouvir pessoas é correto. Trabalhar em conjunto é necessário. Mas comandar o futebol profissional sem um responsável claramente definido é outra coisa.
Quando todo mundo decide, quem responde?
E o Conselho Deliberativo está vendo isso?
Concorda com esse modelo?
Vai fiscalizar?
Vai pedir explicações?
Vai exigir da gestão quem será o responsável pelo planejamento da janela, pelas contratações e pelos eventuais prejuízos esportivos?
Porque o papel do Conselho não pode ser apenas assistir aos fatos acontecerem. Se há uma decisão estratégica sendo tomada no futebol profissional, sem executivo e com responsabilidade difusa, o Conselho precisa cumprir sua função de acompanhar, questionar e cobrar transparência.
A Nação merece respeito.
Planejamento não pode servir apenas para apresentações e documentos institucionais. Se a profissionalização é um compromisso real, ela precisa aparecer justamente nas decisões mais importantes.
E responsabilidade, no futebol profissional, precisa ter nome, sobrenome e função.
Recentemente vi um texto falando sobre “senso comum”, “certezas apressadas” e “torcedor que torce contra o time para manter sua crítica”. Será que isso realmente se sustenta? Veremos abaixo.
O CRB iniciou 2026 cercado de desconfiança. Após um fim de 2025 ruim, o clube perdeu peças importantes, não repôs no mesmo nível e ainda trouxe jogadores sem ritmo ou lesionados. Alguns atletas chegaram sem atuar há três, quatro e até cinco meses, enquanto outros, contratados para serem soluções, sequer conseguiram completar uma partida até hoje por questões físicas.
Mesmo com uma folha salarial próxima dos R$2 milhões, o clube fez um Campeonato Alagoano muito abaixo do esperado diante de adversários com folhas de R$150 mil — ou até menos. Na Copa do Nordeste, acumulou atuações frustrantes e chegou ao ponto de abdicar de partidas sob a justificativa de preservar jogadores. Na Série B, o início foi ainda mais preocupante: cinco jogos sem vencer, com quatro derrotas e um empate.
Diante desse cenário, a crítica da torcida à direção do clube — especialmente ao diretor de futebol — era totalmente compreensível e pertinente. Cabia ao clube reconhecer os erros e tomar providências. E elas vieram.
O diretor executivo foi desligado, o treinador foi mantido, alguns jogadores voltaram a ser utilizados e, sem coincidência alguma, o time imediatamente voltou a vencer. Hoje, o CRB acumula quatro vitórias consecutivas na Série B, mostrando que o problema não estava necessariamente nas críticas da torcida, mas sim em decisões equivocadas que precisavam ser corrigidas.
O torcedor não “torcia contra” o clube. O torcedor apenas enxergava, antes de muitos, que algo estava errado. E os resultados recentes acabam reforçando exatamente isso.
Agora, naturalmente, o torcedor está ao lado do clube. As mudanças aconteceram, os resultados começaram a aparecer e o ambiente voltou a ser positivo. Mas isso não significa fechar os olhos para os problemas que ainda existem. Seguimos atentos.
É visível a necessidade de contratações. Não é porque o time está vencendo que, de repente, tudo passou a estar perfeito. Se o CRB realmente deseja brigar pelo acesso, o elenco ainda precisa de, pelo menos, quatro ou cinco jogadores que cheguem para disputar posição ou assumir titularidade.
Além disso, existe uma preocupação que não pode ser deixada de lado: a ausência de um executivo de futebol. Já se passaram dois meses desde a saída do antigo profissional e o clube segue sem alguém ocupando uma função essencial para o planejamento da temporada.
Quem está planejando? Quem está negociando? Quem está monitorando o mercado e buscando reforços? Não dá para centralizar tudo na figura do presidente. O presidente entende de gestão, administração e construção de patrimônio. Mercado de futebol é outra área, exige dedicação exclusiva, leitura de cenário, contatos e planejamento.
Aliás, um “Galo de Campina” me contou que um certo rapaz — muito competente, por sinal — estaria de volta ao clube, exercendo justamente a função de executivo de futebol. Mas dizem que ele prefere não aparecer.
Será?
A ver.
De toda forma, o CRB precisa resolver isso antes da abertura da janela de transferências. Caso contrário, corre o risco de repetir o discurso que o torcedor já conhece bem: “o mercado está difícil”.
E talvez aí esteja a maior prova de que a crítica feita anteriormente fazia sentido. Criticar no bom momento é fácil. Difícil é criticar no momento certo, sustentar a crítica, apontar os problemas e, posteriormente, ver o próprio clube adotar soluções que acabam refletindo diretamente nos resultados. Foi exatamente isso que aconteceu. O torcedor, naquele momento, fez o que precisava ser feito.
O roteiro de sempre.
Sete jogos sem vencer.
Lanterna na Copa do Nordeste.
Zona de rebaixamento no Brasileiro.
Mas calma… está tudo sob controle. Pelo menos é isso que a diretoria parece querer convencer o torcedor — aquele mesmo que, segundo o presidente, é “abestalhado e sem noção”.
Enquanto isso, o departamento de futebol segue firme na sua missão de garimpar talentos — especialmente aqueles que estavam parados há meses ou que já chegam lesionados. É quase um projeto social de reintegração ao mercado de trabalho. Recentemente, trouxeram um jogador que não atua há quatro meses e outro que, além de machucado, divide seu tempo entre o futebol e a vida de influencer digital. Polivalência é tudo.
O presidente? Esse é um personagem interessante. Durante o Campeonato Alagoano, está sempre presente, sorridente, acessível. Mas basta começar a temporada de verdade que ele adota uma tática eficiente: desaparece. Talvez esteja estudando novas formas de chamar o torcedor de “sem noção” à distância.
A diretoria, por sua vez, é incansável… em criar desculpas. Sempre há uma explicação pronta: o calendário, o gramado, a arbitragem, o clima, os resultados de outros clubes… qualquer coisa, menos a própria incompetência.
E o conselho? Esse segue em sua função essencial: aplaudir. Um trabalho consistente, regular e sem falhas. Fiscalizar? Pra quê, se está tudo “dentro do planejado”?
O mais impressionante é que nada disso é novidade. É um ciclo. Um looping infinito.
Ganha o Alagoano.
Comemora como se fosse potência nacional.
Ignora as carências do elenco.
Desdenha do torcedor.
Começa o Brasileiro.
A realidade chega.
Demite treinador.
Contrata no desespero.
Nada resolve.
E no final… o já tradicional 8º lugar, como prêmio de consolação.
Ano após ano, a mesma história.
Só mudam os discursos.
As desculpas ficam mais criativas.
E o torcedor… esse continua sendo tratado como figurante de um roteiro ruim que nunca acaba. Seja sócio.
Mas fiquem tranquilos: o importante é que o time será poupado e somos penta.
Esse é o @CRBoficial na sua essência.
O PREÇO DO PENTA.
O futebol tem dessas ironias que só o tempo consegue explicar.
O CRB fez história. Primeiro penta do futebol alagoano. Um feito que não se apaga, que ninguém tira, que entra para a eternidade. Mas, como quase tudo no futebol, a glória também cobra seu preço.
E talvez ele esteja chegando agora.
O penta não trouxe só a taça, histórias, orgulho e glórias. Trouxe também uma sensação perigosa: a de que estava tudo certo. De que o caminho era esse. De que bastava manter, ajustar aqui e ali, e o resto viria naturalmente.
Mas o futebol não funciona assim.
O CRB praticamente manteve a base do ano passado — um time que já não havia empolgado. As contratações foram pontuais, tímidas, quase protocolares. E isso, por si só, já dizia muito sobre o planejamento.
Ou sobre a falta dele.
No estadual, vieram os sinais. Ignorados. Vitórias magras, dificuldades contra adversários mais fracos, uma classificação para as semifinais que quase não acontece. Mas, no fim, o título veio.
E título, no futebol, costuma silenciar qualquer dúvida.
Criou-se ali uma ilusão: a de um time forte, competitivo, pronto para voos maiores. Quando, na verdade, talvez fosse apenas um time que soube sobreviver a um campeonato de nível limitado.
A realidade, porém, sempre cobra.
Na Copa do Nordeste, um grupo acessível — ao menos no papel — e uma campanha constrangedora. Lanterna. Sem vencer. No Brasileiro, a mesma dificuldade. Um time que até cria, mas não resolve. Que falha atrás. Que não impõe respeito.
E aí o discurso muda.
Ou melhor: desaparece.
A diretoria, tão presente nas vitórias, tão à vontade nas entrevistas, nas resenhas e nas celebrações, silencia nas derrotas. Some quando o clube mais precisa de liderança. Fica a sensação de que o comando só existe quando o cenário é favorável.
E quando a crise bate à porta?
O futebol brasileiro já conhece esse roteiro.
Sem reforços até julho, sem respostas claras, sem mudanças estruturais… a solução mais fácil costuma aparecer — e é iminente: demitir o técnico.
Ele tem sua parcela de culpa, claro. Mas também é inegável que, jogo após jogo, vinha tentando tirar algo além do que o elenco oferece. Um coelho aqui, outro ali. Segurando o que dava.
Transformá-lo em solução seria, mais uma vez, fugir do problema real.
Arrumar um culpado é mais simples do que admitir erro de planejamento.
Enquanto isso, toda aquela animação do início do ano — as falas sobre acesso, sobre um CRB forte, protagonista — vai se desfazendo. Aos poucos. Em silêncio. Como um castelo de areia diante da maré.
O clube com maior investimento de Alagoas hoje parece menor dentro de campo.
E o que se vê no horizonte não é animador.
Dias difíceis se aproximam. E não por acaso, mas por escolhas.
Talvez o penta tenha sido mais do que uma conquista. Talvez tenha sido um ponto de acomodação.
E agora fica a pergunta, dessas que incomodam:
Será que a glória do penta começa a ser desmanchada por uma lanterna na Copa do Nordeste… e pelo risco real de queda na Série B?
O futebol ainda vai responder.
Mas os sinais já estão todos aí — só a diretoria e seus asseclas não vislumbram, ou não querem vislumbrar.
Enquanto isso, a torcida sofre.
Sofre vendo o mesmo roteiro se repetir, jogo após jogo. Sofre acreditando, se iludindo, apoiando… para, no fim, sair frustrada de novo.
E, mesmo assim, volta. Porque o amor de torcedor não acaba — mas a paciência, essa, já esgotou o limite.
Todos que se envolveram na montagem desse time são irresponsáveis e deveriam vir a público pedir desculpas a torcida.
R$2 milhões por mês, pra ter um time alternativo(Time B) que não consegue vencer um time de série D e ainda está tomando uma tunda.
É o lanterninha da CN, o time bônus.
Dia desses, depois de eu tanto criticar a maneira bisonha com que esse time do @CRBoficial vinha jogando o “grandioso” Campeonato Alagoano, me perguntaram o que eu entendia de futebol. Disseram que eu deveria apenas curtir o “penta inédito”.
Inclusive, vale lembrar: após esse “penta inédito”, o presidente do clube passou praticamente uma semana inteira dando entrevistas em rádios e TVs. Nesses momentos felizes, ele sabe muito bem aparecer. Agora, curiosamente, ninguém aparece. Mas pode ficar tranquilo… daqui a pouco começam a surgir os porta-vozes da diretoria para falar por ele.
Logo depois vieram os jogos da Copa do Brasil. E, para surpresa de ninguém, continuamos jogando de forma bisonha contra times de Série D. Mas, segundo os especialistas, o importante era a classificação — nada de críticas a quem nos deu o tal “penta inédito”.
Aí chegou a Copa do Nordeste. Como um time “ultra superior”, resolveram entrar com reservas contra o Itabaiana. Resultado? Mais uma atuação bisonha: não vencemos e, por sorte, não perdemos. Critiquei de novo. Dessa vez, me mandaram prints de jogos do Vitória e do Ceará, que também não venceram suas partidas. Disseram que era “normal na estreia” e que minha opinião era baseada no senso comum do torcedor.
Na sequência, levamos um vareio do Vitória em casa. Hoje, somos lanternas do grupo na Copa do Nordeste. Voltei a criticar. A resposta? “Calma… o Vitória é time de Série A.”
Então começa a Série B. Empatamos com um Vila Nova em crise, eliminado na Copa do Brasil e no estadual. E, ontem, conseguimos perder para o Avaí, em Maceió, em mais uma partida bizarramente bisonha.
Mas, pelo visto, o crítico aqui é quem não entende de futebol.
Eu é que tenho que aplaudir David Braw em campo, porque é o queridinho do presidente. Tenho que ficar calado quando o clube contrata um meio-campista machucado que vive como influencer. E, claro, aceitar a chegada de um volante que está há quatro meses sem jogar.
Sem contar os tantos jogadores que estão aí encostados.
É isso. Vou ali estudar futebol…
…e aprender a curtir o “penta inédito”.