🚨🔵 “Todo esforço foi em vão.” O desabafo de uma mãe de Joinville (SC) expôs a frustração de ver o filho de 17 anos, com nota alta no Enem, ficar fora do Prouni enquanto candidatos com pontuação menor foram pré selecionados por critérios de cota. Foram anos de estudo, trabalho desde cedo, noites mal dormidas e dedicação total ao sonho da universidade. Mesmo assim, a vaga não veio.
A história ganhou repercussão em meio à polêmica lei de Santa Catarina que discute o fim das cotas raciais e de gênero nas universidades estaduais. Segundo o governo, a mudança ampliaria vagas para alunos pobres. Críticos apontam que o modelo atual ainda gera sensação de injustiça e falta de transparência. A lei segue suspensa por decisão judicial, e o debate está longe do fim.
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A VINGANÇA DE DANIELA LIMA
Depois de inúmeras críticas, Daniela Lima decidiu reagir!
Esse fio - meu 3º sobre a @DanielaLima_ - é um resumo de tudo que está acontecendo agora envolvendo a fofoqueira profissional 🧶👇🏼
Maior traficante de armas da América do Sul é alvo de operação da PF do Brasil; cerca de 43 mil armas vendidas para facções brasileiras ao longo dos anos
Diego Hernan Dirísio [foto 1 e 2] é considerado pela PF como o maior traficante de armas da América do Sul.
Diego foi alvo de uma operação da PF hoje. Ele realizava a venda das armas através de sua empresa, a IAS, sediada no Paraguai.
Os armamentos eram fornecidos para facções brasileiras como o PCC e CV.
O esquema rendeu cerca de 1,2 bilhões de reais para os envolvidos.
Diego importava armas e munições da Europa, sobretudo do Leste Europeu; Croácia, República Tcheca e Eslovênia, além da Turquia.
A investigação começuo em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas em Vitória da Conquista, na Bahia.
67 outras apreensões foram feitas, totalizando cerca de 659 armas apreendidas nos estados do RS, SC, PR, MS, SP, RJ, MG, ES, BA e CE.
O esquema também utilizava doleiros e empresas de fachada no Paraguai e em Miami, nos EUA.
A IAS importou, segundo investigação, cerca de 7,720 pistolas da Croácia, 2,056 fuzis da República Tcheca, mais de 5 mil rifles, pistolas e revólveres da Turquia e 1,200 pistolas da Eslovênia.
Diego não foi encontrado em sua residência no Paraguai, se tornando foragido desde então.
Três perguntas para as pessoas da extrema esquerda ao redor do mundo:
1ª: Quantos judeus precisam morrer antes que vocês parem de culpar Israel por tudo o que acontece? Porque naquele sábado, há duas semanas, 1.400 foram assassinados. Quantos mais vocês precisam? Dez mil? 6 milhões?
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Zeitgeist
Merval Pereira, O Globo (12/09/2023)
O Supremo Tribunal Federal (STF) está abusando do direito de errar por último. Alguém tem de avisar às excelências que a frase de Rui Barbosa tem o sentido de que o STF tem a palavra final. Mas e se a palavra final de um mesmo juiz muda como biruta ao vento? Muda o Zeitgeist (espírito do tempo, em alemão), muda o voto?
O então ex-presidente Lula foi para a cadeia por uma decisão do Supremo de permitir a prisão depois de condenação em segunda instância. Ficou preso 1 ano, 7 meses e 1 dia, período em que vários habeas corpus em seu favor foram recusados pela maioria do Supremo. Um belo dia, ministros mudaram de ideia e de voto, permitindo que se formasse a maioria para liberar Lula: Rosa Weber, que sempre fora contra, mas seguira a maioria na votação anterior, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, alegando que havia abuso na prisão em segunda instância.
O ministro Dias Toffoli, ao tomar a decisão drástica de anular todos os processos da Lava-Jato, mostrou quão volúvel é. Umbilicalmente ligado ao PT, de quem foi advogado, e a Lula, foi cruel ao impedi-lo, preso, de assistir ao funeral de um irmão. Ao assumir a presidência do STF, inovou ao convidar para assessorá-lo o general Fernando Azevedo, um militar tão próximo ao então presidente Bolsonaro que acabou nomeado ministro da Defesa. E passou a chamar o golpe de 64 de “movimento militar”.
O ministro Gilmar Mendes, fluente em alemão, sabe o que é isso. Classificou de cleptocracia o governo petista, com base nas descobertas da Operação Lava-Jato. Mudou o Zeitgeist, mudou sua visão. Classificou de “organização criminosa” o grupo de Curitiba que desnudou a “cleptocracia”, depois que conversas entre os procuradores e o então juiz Sergio Moro foram vazadas devido ao hacker, hoje preso, Walter Delgatti.
O ministro Gilmar alega, com razão, que não se pode combater a corrupção cometendo ilegalidades. Mas por que os processos contra os corruptos não continuaram até o final, escoimados das ilegalidades? A velha máxima jurídica de que “o que não está nos autos não está na vida” já não vale mais. As provas obtidas de maneira ilegal pelo hacker contra os procuradores de Curitiba e Moro foram usadas em diversos votos por variados ministros, até liberadas para a defesa de Lula.
O advogado Alberto Toron, de muitos dos envolvidos na Lava-Jato, aplaudiu a decisão de Toffoli e alegou que não se pode saber a legalidade das decisões sobre o acordo de leniência da Odebrecht porque há “incertezas quanto à veracidade das informações que constam dessas plataformas” (referindo-se aos sistemas MyWebDay e Drousys, que guardavam os nomes, codinomes e quanto cada corrompido recebeu).
Por acaso foi atestada a veracidade das mensagens hackeadas dos celulares dos procuradores no Telegram? Também lhes faltam a “cadeia de custódia”, até por terem sido conseguidas de maneira ilegal. Além do mais, as confissões foram fartas, os bilhões devolvidos são reais, assim como reais são os bilhões de dólares que o governo brasileiro pagou a investidores estrangeiros da Petrobras e de outras estatais. A cleptocracia foi comprovada vastamente, e agora, com a liberação geral de todos os condenados, viveremos a esdrúxula situação de ter que devolver dinheiro a corruptos.
Veja-se o caso atual da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Bolsonaro. Não é preciso ser bolsonarista para estranhar que nenhum ministro do Supremo tenha se levantado contra a prisão preventiva alongada do militar, método denunciado como “tortura psicológica” pelo ministro Toffoli contra a Lava-Jato.
Outra questão que a volubilidade do Supremo pode provocar: até quando as consequências da delação do assessor de Bolsonaro valerão? Bolsonaro continuará inelegível ou, se mudar o Zeitgeist, mudarão também os votos de nossos ministros? Se eventualmente a direita ganhar a eleição em 2026, as joias acabarão legalizadas? Qual será o Zeitgeist do momento? São dúvidas que parecem absurdas, mas pertinentes diante da insegurança jurídica que as mudanças de rumo do Supremo ensejam.
Eu queria saber como estaria hoje o Brasil caso fosse o Bolsonaro a sugerir que o voto dos ministros do STF deve ser sigiloso, se fosse o ministro de justiça dele a mentir sobre como isso funciona nos EUA, depois falasse que a Polícia Federal está inteira a serviço da causa do Presidente, e ainda terminasse o dia demitindo uma mulher do ministério dos Esportes pra colocar um deputado do centrão.
Eu aposto que ia ter pelo menos três pedidos de impeachment, uma reportagem no Fantástico, oito especialistas chamados pra comentar sobre como essas são típicas características do neofascismo, e até uns dois protestos contra a misoginia com direito a peito de fora na Paulista.