AFIRMAÇÕES MENTAIS PARA SUPERAR TRAUMAS PASSADOS
Liberte-se de traumas do passado com essas afirmações poderosas baseadas em neurolinguística.
Ouça 2 vezes por dia (ao acordar e antes de dormir), e aguarde resultados espantosos após algumas semanas.
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🔎Veja os principais indicadores às 6h55 (horário de Brasília):
🌏 EUA
Dow Jones Futuro: -0,06%
S&P 500 Futuro: -0,09%
Nasdaq Futuro: -0,05%
🌏 Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), +0,55%
Nikkei (Japão): +0,66%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,08%
Kospi (Coreia do Sul): +1,28%
ASX 200 (Austrália): -0,10%
🌍 Europa
FTSE 100 (Reino Unido): -0,31%
DAX (Alemanha): +0,05%
CAC 40 (França): -0,83%
FTSE MIB (Itália): -0,09%
STOXX 600: -0,25%
🌍 Commodities
Petróleo WTI, -1,04%, a US$ 82,60 o barril
Petróleo Brent, -0,81%, a US$ 86,68 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,23%, a 823,50 iuanes, o equivalente a US$ 114,38
🪙 Bitcoin
Os preços do Bitcoin caem 2,44%, a US$ 63.083,10
TIM vai distribuir R$ 200 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0826 por ação, com pagamento em 23/4; ex em 25/3.
WEG aprovou a distribuição de R$ 242,3 milhões em JCP, o equivalente ao valor líquido de R$ 0,0491 por ação, com pagamento em 14/8; ex em 25/3.
Bom dia
20/03/24
Em linha com o previsto, a China manteve o juro ontem à noite. As maiores emoções estão por vir, diante do potencial de surpresa reservado pelo Fed (15h), com coletiva de Powell meia hora depois, e pelo Copom, a partir das 18h30. A Selic será cortada hoje em mais meio ponto, de 11,25% para 10,75%. Mas o comunicado desperta muita expectativa e promete alta volatilidade se eliminar o plural da sinalização de novas doses de queda de 0,50pp do juro nas “próximas reuniões” (maio e junho). Nos EUA, também são os próximos passos do Fed que mais interessam. O mercado está fechado na aposta de que o juro será mantido pela quinta vez consecutiva na faixa de 5,25% a 5,50%, mas quer saber se a primeira queda virá mesmo em junho e quantos cortes mais o gráfico de pontos projetará até o final do ciclo.
… Junho ainda aparece como a precificação mais provável na ferramenta do CME (55,3%) para o início do relaxamento monetário, mas já disputa as chances de perto com julho (49,5%) como o pivô dovish do Fed.
Neste cenário em que o diferencial continua a beneficiar o lado americano, o iene não teve força para se contrapor ao dólar e caiu forte: -1,16%, a 150,90/US$.
… O índice DXY subiu 0,22%, a 103,827 pontos, basicamente influenciado pelo avanço do dólar ante a moeda japonesa, já que euro (-0,06%), a US$ 1,0865, e libra esterlina (-0,02%), a US$ 1,2723, ficaram estáveis.
EM TEMPO… VALE informou que “avaliará oportunamente” os termos de uma ação judicial movida na Holanda contra a sua subsidiária integral, a Vale Holdings BV, pela tragédia ambiental em Mariana (MG)…
… Os autores da ação pedem indenização de € 3 bilhões (em torno de R$ 18 bilhões) por danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015.
PETROBRAS assinou acordo com Mitsui para avaliação de oportunidades de negócios em baixo carbono.
MINERVA teve duas unidades na Colômbia habilitadas para exportar carne bovina para China.
JSL registrou lucro líquido ajustado de R$ 82,2 milhões no 4TRI, queda de 25,3% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 411,2 milhões, alta de 28,8% em relação ao mesmo período de 2022.
VAMOS. Citi manteve recomendação de compra para ação, com preço-alvo de R$ 16; para o banco, companhia apresentou resultados positivos no 4TRI, com destaque para o lucro líquido, que superou as expectativas.
MILLS registrou lucro líquido de R$ 81 milhões no 4TRI, alta de 70,3% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 190,9 milhões, avanço de 31,1% em relação ao mesmo período de 2022.
Lagarde (BCE) discursa em conferência às 5h45, após o PPI da Alemanha e CPI do Reino Unido de fevereiro, ambos às 4h. Nos EUA, os estoques de petróleo do DoE (11h30) têm previsão de -1,2 milhão de barris.
CHINA HOJE – Ficaram inalteradas as taxas de juro de referência (LPR) de 1 ano, em 3,45%, e de 5 anos, em 3,95%.
ESPERAR PARA VER – O clima de suspense para a dobradinha Fed-Copom foi denunciado ontem pelo volume baixo de negócios no Ibovespa, pelo dólar, que se protegeu na estabilidade, e pelo recuo limitado da curva do DI.
… Antes do desfecho das duas principais decisões de política monetária para o investidor doméstico, faltou coragem para se arriscar, porque é dos próximos passos nos juros dos EUA e na Selic que depende a dinâmica do fluxo.
… Na 6ªF passada, dado mais recente, os estrangeiros ingressaram com R$ 2,95 bi na B3, a primeira entrada de março. Mas no mês, com saída de US$ 3,8 bi, e no ano, com fuga de US$ 21,2 bi, o saldo segue bem negativo.
… Apesar dos ruídos, como os que envolvem a Petrobras, analistas ouvidos pelo Broadcast dizem que a bolsa brasileira segue atrativa entre os emergentes, o que deve se intensificar no 2º semestre com o Fed mais dovish.
… “Assim que os EUA começarem a cortar os juros, com certeza o fluxo de capital vai voltar para cá. Vai estar mais interessante para o estrangeiro assumir risco. Nossa bolsa está muito descontada”, disse Bruna Allemann (Nomos).
… Ontem, a entrada de fluxo comercial fez o dólar perder força, depois de ter tido uma alta mais firme pela manhã (máxima de R$ 5,0550), seguindo o exterior. No saldo do dia, ficou praticamente estável (+0,08%), a R$ 5,0297.
… Sob o alívios dos juros dos Treasuries, o DI registrou queda, mas tímida para o tamanho da alta recente (0,20pp).
REFORMA TRIBUTÁRIA – Lira disse que pode se reunir hoje à tarde com Haddad para tratar da regulamentação do texto e que quer aprovar as leis complementares ainda neste 1º primeiro semestre, antes do calendário eleitoral.
… Ele cobrou que a Fazenda envie os projetos de regulamentação da reforma tributária e rejeitou a hipótese de estabelecer um relator para intermediar as conversas sobre a proposta antes de receber o texto.
… Pela manhã (9h), Haddad se reunirá com Lula no Palácio do Planalto, juntamente com Tebet, Esther Dweck e Rui Costa. À noite (20h), o presidente da República deve ir ao jantar de aniversário de 44 anos do PT, em Brasília.
MAIS AGENDA – Único destaque entre os indicadores domésticos é a prévia do IGP-M (8h). Na temporada dos balanços corporativos, saem os resultados da Cogna, Allos, Equatorial Energia e Locaweb, após o fechamento.
Os valores que circulam na imprensa são de que a equipe econômica deve determinar na 6ªF um bloqueio entre R$ 5 bi e R$ 15 bi no Orçamento dos ministérios. O número ainda está sendo fechado.
… Mesmo no teto, o volume bloqueado ficaria abaixo dos R$ 25,9 bi previstos em trecho da LDO, mas que vem sendo contestado pela área técnica do TCU, já que configuraria infração à LRF e crime de responsabilidade.
… Tebet descartou recentemente a necessidade de um contingenciamento significativo neste início do ano, diante da surpresa positiva com a arrecadação federal. O governo corre o risco, porém, de estar superotimista.
… Levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, mostra que as receitas no 1º bimestre do ano ficaram R$ 12,2 bi abaixo do estimado no decreto de programação orçamentária e financeira.
… Apesar de a frustração de receitas não determinar o nível de contingenciamento necessário para cumprimento da meta fiscal de déficit primário zero, o dado revela que o governo terá um desafio ainda maior, observa a IFI.
… Para o Barclays, a Fazenda vai se valer da melhora da arrecadação para adiar o debate sobre o contingenciamento e a meta fiscal para maio ou julho, meses de divulgação de novos relatórios bimestrais de receitas e despesas.
… Ainda do lado fiscal, o governo fechou um acordo com a bancada evangélica do Congresso e conseguiu uma restrição aos benefícios na chamada PEC das Igrejas, que amplia a isenção tributária para templos religiosos.
100 dias de Milei na Argentina
Todos os começos de governo são diferentes. É o momento de ocupar espaços e de levantar bandeiras. 100 dias é o tempo usado como indicador antecedente do que pode ser um novo governo. Neste caso, Javier Milei apresenta o que é razoável esperar nos próximos anos: um tudo ou nada.
Foi o presidente que assumiu com a pior herança da história argentina: uma hiperinflação em gestação, a figura presidencial desacreditada, sem reservas internacionais, o dólar em alta, corrupção endêmica, investimento baixo, fuga de capitais, o governo sem capacidade fiscal e a “casta” – políticos e funcionários públicos com privilégios incabíveis.
A Argentina precisava reinventar-se urgentemente e é o que Milei está tentando fazer. Acertou com um gabinete de técnicos capazes, seguiu o ensinamento de Machiavel, de que o mal se faz de uma vez, e apresentou uma agenda transformadora com princípios liberais, evocando a política econômica argentina da segunda metade do século XIX.
Não tem apoio de governadores, nem de deputados e nem de senadores, mas não aceitou o toma lá dá cá tradicional na política argentina. Não conseguiu aprovar o projeto inicial de mudanças no Congresso Nacional. Em vez disso, propôs o Pacto de Maio. É uma convocatória para um acordo nacional de estabelecer 10 políticas de estado liberais.
É uma mudança de paradigma: equilíbrio fiscal, redução do gasto público a 25% do PIB, pacto federativo, reformas tributária, trabalhista, da previdência e política, e redução de privilégios da “casta”. Eliminou subsídios, está usando a inflação para reduzir dívida pública e salários reais, aposentadorias e funcionalismo, e cortando gastos públicos – obras e custeios.
O remédio aplicado está dando certo, por enquanto. O risco de hiperinflação desapareceu, as reservas internacionais aumentaram, o dólar paralelo se estabilizou, o risco país despencou, o país teve o primeiro superávit fiscal em doze anos, a bolsa de valores disparou e o apoio popular a seu governo se mantem elevado.
Está numa corrida do tempo econômico contra o tempo político. Mercados não se ajustam instantaneamente. Está numa zona perigosa com custos políticos aumentando e sem que os benefícios dos ajustes se consolidem. O objetivo é manter o apoio popular e ao mesmo tempo continuar a aplicar remédios amargos. É difícil, mas é possível.
Há uma série de “se” a superar. Se a recessão não se prolongar demais, se a abertura não quebrar muitas empresas, se o encolhimento do estado não tiver custos sociais muito elevados, se não houver um repique da inflação e se o desemprego não disparar. Se conseguir superar os “se”, será uma revolução. Se não o remédio para a Argentina vai virar veneno.
Todos torcemos para que vença Milei. Há indicações, não certeza, de que sim. Se ele conseguir, ajudará o Brasil de duas maneiras, uma é que a Argentina mais próspera importará mais bens e serviços brasileiros; outra é que como os desafios são parecidos, o exemplo lá ajudará a iluminar a política econômica aqui.