No papel, Homem-Aranha pedia uma jornada heroica luminosa. Na tela, subverte o texto num terror visceral. A puberdade é mutação excruciante; a mente de Norman, um abismo. No sangue da luta final, a câmera recusa a glória e filma o peso físico de se carregar o mundo nas costas.
@clarimdiario@ghuilherme_616@Lucas_Azedi Pior que eu acho a execução bem plástica — assim como o contexto que geral concorda. Tanto no gibi quanto no desenho, você sente o esmagamento físico e psíquico, o esforço dos músculos como que se partissem e por aí vai. No filme tem o peso de um coach motivacional.
@ghuilherme_616@clarimdiario@Lucas_Azedi É filmado como se fosse o pai dele. Assim como Tony perdendo o Peter, foi como perder um estagiário que na perder sente como a perda de um filho.
Tony e Peter era construído como algo indissociável. E pra dissociá-los teve que fazer uma malabarismo tão forte que ainda há...
Filme bom, mas preso à própria contradição: quer a grandeza de um épico clássico, mas teme a dor que essa grandeza exigiria encarar. A forma quer permanência; o blockbuster, conforto.
@clarimdiario@Lucas_Azedi O Happy olhando p/ ele como se visse o Tony Stark nele.
@ghuilherme_616 lembro dos fãs do MCU se emocionando com essa cena fazendo edit com um paralelo daquela cena do Homem de Ferro 2 (dele descobrindo um novo elemento).