O Julián Álvarez está dormindo na cama que ele mesmo arrumou. E o pior é que diante de toda essa situação, sequer teve coragem de levantar a cabeça.
Ele quis sair do Man City pouco depois de renovar o contrato porque queria mais minutos e protagonismo, justo. Simeone conversou com ele, apresentou o projeto do Atlético de Madrid e Julián decidiu aceitar. Poderia ter esperado por outra proposta, escolhido outro destino ou permanecido no City, mas foi ele quem decidiu ir para o Atlético.
O Atlético por sua vez fez um enorme esforço financeiro para contratá-lo. Julián assinou o contrato por vontade própria e aceitou todas as condições, inclusive a cláusula de rescisão. Ninguém colocou uma arma na cabeça dele. Foi uma escolha consciente.
Portanto, ele não é prisioneiro do Atlético. É um jogador profissional com um contrato em vigor. Quer sair antes do fim? Existem mecanismos para isso. Se alguém estiver disposto a cumprir a cláusula, como aconteceu quando o PSG pagou a cláusula de Neymar para tirá-lo do Barcelona, problema resolvido. Caso contrário, cabe ao jogador respeitar o compromisso que assinou e continuar sendo profissional. Criou-se no futebol moderno a idéia de que quando um jogador decide que quer sair, o clube automaticamente tem a obrigação de abrir as portas e aceitar suas condições.
Não funciona assim. Contrato estabelece obrigações para os dois lados. O clube precisa cumprir aquilo que prometeu ao jogador, mas o jogador também precisa respeitar aquilo que assinou com o clube.