Que diferença entre JDM e os Noronhas!
Perdeu!
Não festeja derrotas.
Não se desculpa com o Rui Costa.
Continua a defender o Benfica dentro das suas possibilidades.
Este era o meu candidato!
Bruno Lage queixava-se de que jogavam sempre os jogadores com maior valor de mercado para evitar desvalorizações numa eventual venda. Desde que chegou, José Mourinho tem mantido um discurso semelhante, a conversa dos “ativos” e da falta de empenho.
Confesso que pensei que a grande diferença com a chegada de Mourinho seria precisamente essa, uma grande mudança de mentalidade, uma rutura com esse tipo de lógica, apostando verdadeiramente em quem estivesse em melhor forma, independentemente do nome ou do estatuto. Mas afinal não é bem assim. Continuam a jogar os que têm mais valor de mercado e maior estatuto, e isso, sinceramente, deixa-me desiludido e com algumas reservas em relação ao próprio Mourinho.
Se há jogadores que demonstram falta de intensidade, de “sangue nos olhos” e de vontade de competir, então por que razão não dar oportunidades a outros que, muito provavelmente, entrariam em campo com tudo para provar o seu valor? Jogadores com fome de jogo, que aproveitariam cada minuto como uma oportunidade única.
Nomes como Gonçalo Moreira, Banjaqui, José Neto, Miguel Figueiredo, Gonçalo Oliveira, Prioste, Gil Neves, Coletta, Umeh ou Edokpolor são apenas alguns exemplos que poderiam trazer essa energia e essa atitude competitiva que o próprio Mourinho diz faltar à equipa. Às vezes, mais do que o valor de mercado, o que faz a diferença é a vontade de vestir a camisola e dar tudo dentro de campo.
No fundo, o futebol vive muito de meritocracia, ou pelo menos deveria viver. Quando essa lógica é colocada em causa, a mensagem que passa para dentro do balneário também se torna perigosa; o rendimento deixa de ser o principal critério e dá lugar ao nome, ao preço e ao estatuto. Isso não só desmotiva quem trabalha diariamente para ter uma oportunidade, como também retira competitividade interna à equipa. E sem essa competitividade, dificilmente se criam equipas fortes, intensas e comprometidas. Exatamente aquilo que José Mourinho diz procurar.
O que aconteceu em Outubro e em Novembro é absolutamente inacreditável. É surreal a todos os níveis. Nós temos mesmo a fanbase mais burra, doente e insana da história do futebol.
Estes gajos comem merda todos os dias, podem mudar e preferem continuar a comê-la, eu não percebo.