Mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro citam Andrei Rodrigues, chefe da PF, e Paulo Gonet, chefe da PGR, para impedir que alguém “de baixo” fizesse uma “sacanagem”. Segundo nova apuração, a PF concluiu preliminarmente que a mensagem foi destinada a Alexandre de Moraes.
Agora, o Estadão revela mais: registros eletrônicos indicam que Moraes teve acesso e editou a minuta do contrato milionário entre o Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes - informação confirmada pelo próprio escritório. O acordo poderia chegar a R$ 131 milhões.
Some as mensagens, o contrato, os encontros com Vorcaro e as referências aos chefes da PF e da PGR.
A situação tornou-se insustentável. Alexandre de Moraes deveria se afastar imediatamente. Um ministro do Supremo não pode continuar julgando, condenando e impondo decisões ao país enquanto sua própria conduta exige esclarecimentos. A autoridade de um juiz começa pela imparcialidade - e Moraes precisa responder às investigações sem o poder da toga.
André Mendonça já pediu manifestação da PGR sobre mensagens de Vorcaro que a PF suspeita terem sido destinadas a Moraes. A possibilidade de o ministro ser formalmente incluído na investigação está em discussão.
Reprodução: @auriverdebrasil
Malu Gaspar diz que é “bomba atômica, guerra nuclear” entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.
“Quem parece ter defendido os interesses de Vorcaro é o ministro Moraes. A PF recuperou mensagens trocadas entre os dois, nas quais Vorcaro menciona que precisaria da proteção de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e do PGR Paulo Gonet. Isso coloca todos numa situação difícil.”
Nesta segunda-feira, 24 de agosto, durante palestra magna no Congresso Nacional de Direito Público e Controle Externo, em São Paulo, o ministro Alexandre de Moraes atribuiu o descrédito do Jornal Nacional e da grande mídia a uma “lavagem cerebral” promovida por influenciadores.
A tese é conveniente - a velha mídia seria vítima inocente, enquanto o público seria incapaz de pensar sozinho. O que Moraes omite é que nenhum influenciador destruiu essa confiança; foi o próprio sistema político-midiático, com manchetes seletivas, silêncios calculados, dois pesos para fatos semelhantes, informações recortadas e opiniões vendidas como verdades.
A internet simplesmente abriu os arquivos e revelou vídeos completos, documentos, contradições e versões omitidas pela TV.
Moraes tenta desqualificar o comunicador digital, com ataque pessoal para fugir do conteúdo. Muitos são jornalistas, analistas e repórteres independentes que vivem de informação, apresentam documentos e entregam fatos sem o filtro das redações.
Alguns erram ou mentem? Claro, assim como emissoras erram, jornalistas manipulam e juízes falham. Na internet, porém, o cidadão confronta fontes, compara versões e forma seu juízo; o velho sistema exigia que aceitasse uma edição noturna como resumo autorizado da realidade.
A lavagem cerebral não está na multiplicação das vozes, mas na tentativa de monopolizar a informação, repetir enquadramentos, esconder o contraditório e carimbar como “fanático”, “extremista” ou “desinformado” quem rejeita a narrativa oficial.
Moraes não apontou uma mentira e a refutou; mostrou incômodo porque um influenciador alcançou mais audiência que o Jornal Nacional. O sistema destruiu a credibilidade e agora chama de “lavagem cerebral” a liberdade de quem aprendeu a viver sem sua tutela.
@AntonioCEvan Você tem que se informar antes de acusar. O PL não votou para ele ser eleito, votou para ter acesso as comissões, o Alcolumbre ganharia a eleição com o PL ou sem ele de qualquer forma. Sem a participação que teve o PL não teria as presidências de importantes comissões que teve.
Radsley fala após goleada sofrida pelo Paysandu: "Acontece futebol" e projeta estreia.
O Paysandu foi goleado por 4 a 0 pela Ferroviária na noite desta segunda-feira, em Araraquara, pela 17ª rodada da Série C.
Logo após o jogo, o meia Radsley, que ainda não estreou com a camisa bicolor, concedeu entrevista exclusiva a rádio Liberal no gramado e falou sobre o momento do clube e sobre sua volta aos gramados.
Visivelmente abatido com o resultado, Radsley reconheceu a dificuldade da partida e pediu calma.
"Já tava treinando um mês e aconteceu uma fatalidade. Infelizmente acontece no futebol. Mas agora já tô, graças a Deus, próximo jogo já tô apto pra poder treinar", declarou o meia.
O jogador vinha se recuperando de uma lesão sofrida nos treinos e ainda não pôde estrear pelo Papão. Questionado sobre a ansiedade para jogar, ele mostrou foco no coletivo:
"Galera do Papão tá na expectativa pra te ver estrear, irmão. Eu também tô doido pra ver essa torcida, pra mim fazer um bom jogo e a gente conseguir o objetivo que é o acesso", completou Radsley.
A derrota fora de casa complica ainda mais a vida do Paysandu na briga pelo G4 da Série C.
Com a liberação médica, o meia fica à disposição para o próximo compromisso do clube e espera ajudar o time a se recuperar na competição.
O Papão volta a campo no proximo sábado, em busca de reabilitação e Radsley pode fazer sua primeira partida com a camisa alviceleste diante do Ituano.
🎙️Rádio Liberal.