Estava voltando da UERN hoje bem cedo, onde havia deixado a minha filha mais velha, quando vi dois meninos guiando uma carroça bem cheia.
Eu parei, na saída da universidade, para que eles passassem com o seu veículo.
Mais na frente lembrei que a minha filha mais nova havia separado umas roupas que não cabiam mais nela, e que a sacola com as roupas estava no carro, justamente para situações assim, inesperadas e de encontros felizes.
Dei uma buzinada e acenei para que eles entendessem que era pra encostar a carroça, que tinha algo para lhes dar. Encostaram, encostei também, liguei o pisca-alerta e desci do carro para ir ao encontro dos dois. Eram dois irmãos, lindos. Os cabelos louros e os rostos bem delicados. Um tinha os olhos bem claros, o mais
novo. O outro, mais velho, segurando a rédea, com a cara de desconfiado para mim (não arredio, apenas com a cara de quem queria saber o que uma mulher estava querendo com eles naquela hora da manhã).
– Oi, tudo bem?
– Tudo bom.
– Vocês são irmãos?
– Somos.
– E essa carroça tão pesada, homem, não tá ruim de guiar não?
– Não, a gente já é acostumado demais!
– É o que que tem aí nesses sacos pesados na carroça?
– Resto de comida e coisas plásticas que esse prédio aí separa pra gente – falou, apontando para um condomínio de luxo que tem bem em frente onde havíamos parado.
– E vocês fazem o que com esse material?
– É assim, a gente cria porcos lá onde a gente mora, ali no Santo Antônio, aí a gente separa a comida para os porcos e os plásticos a gente vende. Os porcos da gente são bem gordinhos. Quando a gente vende eles, tira um dinheirinho bom danado.
– Entendi. Mas vocês estudam?
– Estuda, sim, a gente estuda de tarde, e nunca falta não, viu? Vem com a carroça pegar essas coisas só essa hora de manhãzinha mesmo.
– Ah, que bom! Vocês têm irmã?
– Temos. A gente é três homens e duas mulheres.
– Eu estou com umas roupas de menina aqui no carro e queria saber se vocês aceitariam.
– A gente quer, sim, senhora.
Fui ao carro, peguei a sacola de roupa e uma nota de vinte reais, que era o que tinha comigo naquele momento. Entreguei a sacola para o mais novo e a nota para o mais velho.
– Como vocês se chamam?
– Meu nome é João Paulo, respondeu o mais velho.
– E o seu? – perguntei ao mais novo, que era também mais calado.
– João Paulo.
– João Paulo também? Vocês dois se chamam João Paulo?
– É, os dois. Foi pai e mãe que quis botar assim.
Sorri para eles, achando curioso e ao mesmo tempo bonito, por que aparentava que eles tinham orgulho de ter o mesmo nome.
– Olhe, aqui tem vinte reais, veja o que vocês acham melhor fazer com o dinheiro, tá?
– Dona, obrigada! A gente vai dividir dez pra mim e dez pra ele. A gente vai guardar pra usar depois, né, João Paulo? – falou o mais velho, olhando para o mais novo, que agora sorria olhando para a nota.
Desejei boa sorte aos Joões Paulos, voltei para o carro e eles seguiram pelo caminho para o destino deles.
Sei não, a cada dia que ouço, vejo e vivencio histórias de pessoas grandiosas, travestidas de seres humanos normais, como esses dois irmãos tão novos e tão fortes, eu agradeço a Deus a possibilidade de aprender com eles mais sobre educação, humildade, força, fé e gratidão.
(Crônica escrita em 2019)
@deltanmd Você já respondeu à pergunta do @reinaldoazevedo :
Em quais páginas do processo de condenação estão as provas do crime? Ou o juiz condenou apenas por ter forte convicção? Onde está previsto, no código penal, a condenação por convicção?
@SF_Moro "Nobre Senador" mostre o senhor as provas que condenaram o atual presidente, pois o @reinaldoazevedo te desafiou e até agora o senhor não respondeu.
@Tiago05184604 @deltanmd@reinaldoazevedo Mostre as PROVAS, convicção não está previsto no código penal brasileiro para condenação de um cidadão. Você é o próprio GADO bolsonarista, que desconhece as leis e fica repetindo bobagens.
@deltanmd@FlavioDino@deltanmd , o @reinaldoazevedo está aguardando até agora vc dizer em quais páginas do processo de condenação do Lula estão as PROVAS? Você poderia, por favor, responder?
@Tiago05184604 @deltanmd@reinaldoazevedo Portanto isto NÃO É PROVA de benefício. Mas se vc quer considerar termo de intenção de compra como prova de propriedade, só tenho que alertá-lo sobre sua total subserviência ao ódio que o faz aceitar qualquer coisa.
@Tiago05184604 @deltanmd@reinaldoazevedo Já li, mas não encontrei as provas, mas você, que é mais inteligente que o @reinaldoazevedo e eu, mostre as páginas do processo onde estão as provas, sabendo a sentença "Condenado por atos de oficio indeterminado"
@heitorbonfim Você não tem as provas, assim como o Juiz e Procurador Ladrões! Aceita que dói menos, você acreditou em um embuste, mas há tempo de aprender.