FIFA: “Somos contra o anti-jogo! Pior ainda é quem defende isso, que só prejudica o futebol”
Goleiro do Paraguai hoje antes de bater um tiro de meta aos 4 minutos do primeiro tempo:
Entenda, futebol de seleções tem uma mística que é só dele. Um goleiro que estava na segunda divisão de Portugal e hoje está sem clube consegue botar medo na campeã do mundo liderada por um dos maiores atletas da história. Que pilha, esse jogo já nasceu eterno
Além de se enfrentarem hoje na Copa do Mundo, Egito e Austrália têm mais uma coisa em comum: foram colônias britânicas.
Os britânicos também inventaram o futebol, e os egípcios logo se apaixonaram pelo esporte e o ligaram à própria identidade, ao contrário dos australianos que o ignoraram por décadas. Por que essa diferença?
A principal resposta é o período da colonização. A ocupação militar britânica no Egito começou em 1882, quando o país do norte da África era uma região autônoma do Império Otomano. Nessa época, havia o que se chamava de "protetorado velado", já que a presença militar europeia já era clara, mas não oficial. Em 1914, os britânicos oficialmente tomaram o Egito dos otomanos e o declararam um protetorado.
Britânicos no Egito eram principalmente militares e burocratas, sem uma migração em massa acontecendo.
A colonização britânica na Austrália começou um século antes, em 1788, primeiro com o estabelecimento de uma colônia penal, depois com assentamentos e a corrida pelo ouro em meados do século XIX. Já em 1901 foi formada uma federação com então seis colônias administrativas locais, iniciando já um processo de considerável autonomia.
E por que essa diferença temporal importa quando falamos sobre futebol? Bem, jogos de bola já eram praticados há tempos em vários pontos da Grã-Bretanha, mas não havia uma codificação, um conjunto de regras definido. O que hoje conhecemos como futebol tem o seu marco zero na Universidade de Cambridge, em 1863. Antes da colonização no Egito, depois do início da colonização na Austrália.
Os britânicos que levaram o futebol para o Egito, já o levaram pronto. Quem foi para a Austrália, levou formas variadas do jogo que se desenvolveram de forma diferente, formando o futebol australiano que é, junto ao rugby, o esporte mais popular do país. Tanto o futebol australiano quanto o rugby foram codificados antes do futebol.
As mesmas lógicas podem ser aplicadas a várias outras colônias britânicas.
No início do século XX, no Egito, já se formava o Al Ahly, um clube que em seu nome (O Nacional) já enraiza futebol e política. Na Austrália, o futebol só floresceria mais tarde, como um jogo de estrangeiros. O duelo entre sentimento nacional e sentimento cosmopolita também acontecerá quando os países se enfrentarem na Copa do Mundo.
A Seleção Francesa, historicamente, é formada por filhos de imigrantes ou nascidos em outros países com ligação colonial com o País.
Just Fontaine nasceu no Marrocos;
Raymond Kopa era filho de poloneses;
Michel Platini é filho de italianos;
Zinedine Zidane é filho de argelinos.
Sempre foi e é considerado normal, afinal, todos eles são franceses por direito. Por que agora o Zé Brasilóide tá incomodado com isso?
A resposta tá bem clara né? Mas a galera jura que não é isso.
Narrador da Caze Tv narrou com vontade o gol da Espanha, será que ele se esqueceu de que a maioria dos vizinhos do Brasil foram colonizados pela Espanha?
É nisso que dá não saber sobre colonialismo.
A última vez que alguém passou de 8 gols em uma Copa do Mundo foi há mais de 50 anos, em 1970, quando Gerd Muller fez 10 em 6 jogos.
De lá pra cá 6 gols tem sido a base, com o artilheiro fazendo 6 gols em 8 das últimas 13 edições. Com duas em 5, duas em 8 e uma em 7.
Estamos no quarto jogo da Copa pra quem segue vivo e simplesmente tem dois jogadores já com 6 gols, dois com 5 e mais dois com 4.
Esse ano tem que passar de 8 gols.
OPINIÃO IMPOPULAR: muita ansiedade e depressão desaparecem quando as contas estão pagas, o aluguel tá garantido e a geladeira tá cheia. Fingir que dinheiro não afeta a saúde mental é um privilégio.♟️
O futebol é o esporte mais bonito já inventado. E pelos motivos mais loucos.
Em primeiro e mais importante lugar, porque decidiu contrariar o corpo humano.
Parece exagero, mas não é. A nossa espécie passou milênios se gabando das mãos. Polegar opositor, ferramenta, escrita, espada, bisturi, controle remoto, celular. Quase tudo o que fazemos bem passa por elas. A mão é a arrogância anatômica do ser humano.
O futebol olhou para isso e disse que não.
No futebol, a parte mais habilidosa do corpo é quase proibida. As mãos ficam ali, inúteis, penduradas, como se fossem um acessório constrangedor. Só um sujeito pode usá-las, justamente aquele colocado para impedir a alegria dos outros. O resto precisa resolver a vida com os pés, com a cabeça, com o peito, com o ombro, com o improviso e com uma dose generosa de erro.
Isso muda tudo.
Com as mãos, o corpo obedece. Basta ver um jogo de basquete para entender. A bola parece extensão natural do atleta. Ela vai, volta, quica, gira, entra. Há beleza nisso, claro. Mas há também uma certa obediência do mundo. A mão manda e a bola aceita.
Com os pés, a bola negocia.
Ela escapa meio metro. Ela bate na canela. Ela quica no gramado ruim. Ela trai o craque e humilha o perna de pau. Ela transforma um domínio simples em pequena tragédia. Ela permite que um passe fácil vire lateral e que um chute torto entre no ângulo.
Essa é uma parte enorme da graça. O futebol é difícil porque é jogado contra a própria anatomia. Um drible perfeito vale mais porque não deveria ser tão limpo. Um lançamento de quarenta metros vale mais porque saiu de uma parte do corpo que, em tese, foi feita para caminhar. Uma bicicleta vale mais porque desafia a física, o bom senso e a lombar.
Com as mãos, muita coisa parece possível. Com os pés, quase tudo parece improvável. O futebol nasce desse quase.
O segundo motivo é igualmente insano. O futebol é o único esporte em que tudo foi pensado para ter o mínimo possível de pontos ou gols. Foi desenhado para torná-lo raro.
O impedimento existe para atrapalhar o gol. O goleiro existe para atrapalhar o gol. A defesa existe para transformar o caminho até a rede em um labirinto de pernas, faltas, desvios, tropeços e gritos de “sobe”.
Sem goleiro e sem impedimento, o futebol seria outra coisa. Talvez um esporte de placar alto. Talvez mais palatável para quem precisa de pontuação constante para acreditar que algo está acontecendo. Mas seria menos futebol.
O futebol vive da espera.
Boa parte da partida é feita de aproximações. Um passe que não entra. Um cruzamento alto demais. Um atacante que sai um segundo antes. Uma bola na trave. Uma defesa impossível. O jogo vai acumulando tensão. A torcida sabe que o gol pode não vir. E justamente por isso, quando vem, ele rasga tudo.
O gol não é apenas um ponto. É uma explosão, uma libertação de toda a tensão acumulada.
É gente abraçando desconhecido. É pai lembrando do filho. É filho lembrando do pai. É cerveja voando e todos achando razoável. É arquibancada virando corpo coletivo por alguns segundos. Ninguém comemora uma cesta de três pontos como comemora um gol aos 43 do segundo tempo. Não há equivalência possível. O gol é raro demais para ser tratado com educação.
Por isso o futebol incomoda tanto aqueles que se acostumaram a muitos pontos. Ele não entrega recompensa em intervalos regulares. Ele não promete justiça proporcional. Um time pode ter a bola o jogo inteiro, criar quinze chances, chutar na trave, obrigar o goleiro adversário a fazer a melhor partida da carreira e perder de um a zero em um escanteio mal defendido.
Isso não é falha do futebol.
É futebol.
A retranca pode ser feia, mas pode funcionar. A posse de bola pode ser elegante, mas nem sempre resolve. O time inferior pode se fechar, sofrer, gastar tempo, buscar uma falta lateral e achar um gol chorado no fim. O empate pode ser grande resultado. O zero a zero pode ser uma operação de sobrevivência.
Resto em
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E tinha idiota dizendo que era vexame o Brasil empatar com o Marrocos, estavam com medo da Holanda.
Toma aí a Holanda sendo eliminada pelo Marrocos.
Vocês sabem de porra nenhuma sobre futebol, bando de chupa rola de europeu.