Doutrinação de jovens, textos repletos de generalizações e inconsistências. Objetivam criticar: materialismo, identidade, progressismo e evolucionismo. Não há possibilidade para diálogo, temas polarizados, fomentam extremismos. Essa é uma das bases do neofundamentalismo.
Em muitos contextos religiosos, o ideal de Reino de Deus simplesmente desapareceu, substituído pelo império dos homens. Valores eternos, tais como: amor, graça, perdão e misericórdia estão invertidos, dando lugar ao ódio, à ganância e ao poder terreno. E o nome de Deus em vão.
Religiosos esbravejam discursos neoliberais, assumem o capitalismo como divino e acusam seus opositores de “comunistas”. A ideologia os impossibilita de perceber que isso não passa de uma religião que culpabiliza a maioria oprimida e celebra poucos, considerados merecedores.
O ser humano é inerentemente religioso, tem ânsia pelo Eterno, desejo de transcender. Mas a religião pode se tornar instrumento de manipulação. A serviço dos poderosos, torna-se neurótica. Um ópio que anestesia a consciência, alienando os sujeitos, contra eles mesmos.
As derrotas contribuem para forjar nossas forças, reafirmar nossa identidade. Vencer, a qualquer custo, e por motivos escusos, é vergonha. Se em prol dos vulnerabilizados, melhor ser contado entre perdedores. Continuar na luta, investir na esperança, jamais desistir de acreditar.
A rejeição de Messias é sintomática de uma realidade em alguns contextos. Não adianta ser evangélico, é preciso ser de ultradireita. Defender pautas como justiça social, e principalmente estado laico, não agrega valor ideológico. Essa é a lógica que impera, nas perseguições.
A família se tornou tema central dos assuntos de algumas igrejas, mas Jesus tinha uma visão realista em relação à essa. Ele mesmo foi desacreditado pelos irmãos, um pai ausente nas narrativas, sendo acolhido apenas pela mãe. Talvez, por isso, amava famílias como a de Lázaro.
Assisti Valor Sentimental, em seguida, Foi apenas um acidente, pretendo ver A única saída. O cinema se tornou um bastião de resistência política. Ainda estou aqui e O Agente Secreto confirmam essa premissa. A arte pode salvar o mundo, a religião, tenho dúvidas.
No laboratório, no contexto de uma universidade pública, uma mulher. Pesquisas de ponta, mudam vidas, realizam milagres, trazem esperança. Instituições nem sempre valorizadas, ofuscadas pelo obscurantismo. Reconhecimento ao trabalho da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ.
O anseio de substituir o "marxismo cultural" por um "cristianismo cultural" é disputa de narrativas. A pergunta vrucial é: substituir por qual tipo de cristianismo, o de Cristo ou o dos homens? Pautado em amor e graça ou em moralismo enlatado? É preciso saber pelo que se luta.
Há quem recorra aos salmos imprecatorios, para desejar o mal aos opositores. Mas Jesus interditou esses textos, ao ensinar a amar os inimigos. Aqueles que assim se expressam desconhecem a mensagem do Evangelho. A crise em muitas igrejas é resultado de um cristianismo sem Cristo.
Alguns que se dizem conservadores deveriam ler Roger Scruton, a tradição inglesa, e suas bases filosóficas. Muitos dos que assim se identicam não são conservadores, são fundamentalistas. A vertente predominante do 'conservadorismo' nestas terras vem do moralismo do norte.
@andrevaladao Jesus amava uma família na aldeia de Betânia, bastante diferente desse modelo, no meio evangélico existem muitas outras, como aquela, a graça é saber que Cristo as aceita, simplesmente do jeito que são.
A família retratada nos textos bíblicos é bastante complexa, predomina a graça, que suplanta diferenças. Há modelos ideais, mas a prática é aceitação, convivência com o real, demonstrada em amor. A família mais próxima de Jesus, morava em uma aldeia em Betânia, longe do padrão.
@gutsiqueira Em relação à família em conserva, é preciso reconhecer que predomina um discurso familiarista, em alguns contextos, a serviço do moralismo.
Ed Rene Kivitz é uma voz dissonante no meio cristão, um profeta entre os entulhos. É uma centelha que resta, em meio as cinzas do fundamentalismo. A religiosidade moralista apagou a luz do evangellho. Um projeto de poder terreno suplantou valores eternos: justiça e misericórdia.