Qualquer pessoa que estude a década de 50 e 60 no Brasil sabe que isso aqui é meramente estética e nostalgia. A realidade é que nunca houve futuro nenhum, esse país sempre foi um motor de caos trabalhando contra si mesmo.
Basta abrir um orçamento da Novocap, ler as colunas do Eugênio Gudin (uma muito boa é de quando tentaram, em 1966, impedir a existência de café solúvel aqui) ou olhar que esse país tinha coisas como imposto sobre documentos, taxas de câmbio específicas para café e leis medievais contra usura em um país com hiperinflação.
Estudando nossa história de reformas e saltos de normalidade que retornam ao fundo do poço tenho cada vez mais certeza que o período de 1994 a 2010 foi um rasgo dimensional no espaço-tempo que nos jogou em uma linha paralela, mas já estamos de volta a dimensão normal.
Sério, eu fico depressiva toda vez que eu penso que o agro conseguiu estragar toda a diversidade musical que tínhamos até os anos 2000, qualquer artista que tente fazer algo que não seja sertanejo e funk é tratado como bicho