Cristo Jesus é o motivo pelo qual a minha vida tem base e sentido não é um programa de final de semana ou de domingo a noite sem ele eu em essência não haveria motivo para que estivesse neste lado da existência as misericórdias tem sido gigantescas na vida deste que vos escreve!
Somos um bando de moleques esquisitos. Não nos envolvemos com Vorcaro, não estamos no escândalo do INSS, não defendemos mensaleiro, não temos nada de escândalo.
Ser honesto na política brasileira hoje é ser esquisito.
Mano Nao tem um comentário sem ódio a ele muito complicado isso se fosse o contrário seria bom a bolha católica daqui não representa o catolicismo de verdade eu como protestante vejo Isso
Essa vigilância da leitura alheia é uma das características mais estúpidas de direitistas e esquerdistas.
Um dos grandes feitos editoriais relacionados ao “Mínimo” do Olavo foi a criação da lombada de livro mais identificável que eu já vi. Mesmo nas mais discretas prateleiras, era impossível não notar o “IDIOTA” roubando toda a atenção para si. E lembro que, tempos atrás, a esquerda zombava quando encontrava alguém com algum exemplar na estante.
Leu Olavo de Carvalho? Que absurdo! Com certeza é um fascista! Eu vi gente sendo cancelada por ler Jordan Peterson.
A direita não fica atrás. Certa vez recebi a visita de uma tia e, quando ela entrou no meu escritório e viu “O Capital”, ficou horrorizada, sendo até hoje crente de que eu voto no Lula. Para essa galera, ler Marx é sinal irrefutável de que o indivíduo é um comunista invasor de terras.
O quão irônico é que esse mesmo grupo fale tanto de vida intelectual, leitura e filosofia. Presos numa mentalidade binária, não se importam com a verdade, com o estudo sério, com a investigação filosófica
Este é um baita programa pra quem conseguir ter discernimento para entender oque o Uber está dizendo
(Na minha opinião deveria ter um programa de rádio).
Sobre a Direita e o Neopentecostalismo
Certamente Daniel Alves não aprendeu hebraico, latim, grego clássico ou koiné. Não sabe fazer a exegese de uma perícope e nunca estudou filosofia. Ainda assim, sente-se apto a falar em nome de Deus e a acenar para candidatos à Presidência.
Adianto que seixo de lado a questão de Flávio ser ou não um bom candidato. Meu ponto aqui é espiritual. O neopentecostalismo está destruindo para boa parte da população qualquer dimensão sagrada da realidade.
A lógica do neopentecostalismo é contratual: o fiel entrega o dízimo, a oferta, a "semente", e Deus fica obrigado a devolver em saúde, emprego, carro e casa própria. A fé vira técnica de aquisição, e a oração, uma forma de cobrar Deus. O Deus uno, ato puro, fonte de todo bem, é rebaixado a fornecedor celeste que dá e tira conforme a conveniência. Há algo de satânico nisso, no sentido mais preciso da palavra. No deserto, o tentador ofereceu a Cristo pães e todos os reinos deste mundo. O neopentecostalismo aceita exatamente aquilo que Cristo recusou.
Um movimento que supostamente se apresenta como trincheira contra o materialismo secular partilha com ele o mesmo pressuposto, o de que a realidade que importa é a que se mede, se possui e se conta. O milagre passa a ser comprovado no extrato bancário. E o sofrimento, que na tradição cristã tem sentido redentor (da Cruz a Jó e aos santos), aparece como sinal de pecado ou falta de fé. Isso é de uma crueldade imensa com o pobre: se ele continua pobre, a culpa é dele. Faltou fé, faltou oferta.
Cristo nos chamou a viver em meio às aflições, lembrou que seu Reino não é deste mundo e prometeu uma paz que excede todo entendimento, uma paz do espírito. Enquanto isso, pastores traçam paralelos diretos entre a realidade transcendente e a politicagem do dia a dia.
No culto neopentecostal vemos um vocabulário próprio: um inimigo espiritual nomeado; a batalha; a unção; a vitória e a promessa de restituição imediata. Agora curiosamente essa gramática agora migra quase intacta para a esfera pública. O adversário vira o demônio a ser combstido, a eleição se torna uma guerra espiritual, e o candidato vira ungido.
Voegelin descreveu esse movimento como a imanentização do eschaton, que nada mais é do que transferir para a história a esperança que pertence ao fim dos tempos. Quando a eleição emula o processo de salvação, o Reino imaterial se torna material.
O mecanismo funciona sobretudo entre os mais pobres porque fala diretamente à sua aflição concreta. O homem que ouve no domingo que Deus vai restituir tudo o que lhe tiraram ouve na segunda o candidato prometer a mesma restituição, com o mesmo tom, os mesmos bordões e a mesma voz embargada.
Quando o agente político fala e se comporta como o pastor, o fiel/eleitor conclui que, de algum modo, seu deus também está ali. O apoio político passa a ser prova de fidelidade, e a crítica ao candidato soa como uma espécie de blasfêmia.
A propósito, a estética dessas igrejas (estranhas e feias) é consequência direta dessa postura diante do cosmos e da presença de Deus no mundo. As catedrais tradicionais se orientavam para o oriente e erguiam o olhar para o alto, porque sua arquitetura confessava uma ordem que vem de cima. Sed contra, o galpão neopentecostal é plano, funcional e horizontal como um auditório de vendas, com palco, telão e iluminação de show. E é exatamente essa linguagem estética de espetáculo neopentecostal que hoje ocupa o discurso público na direita.
É isso que a direita vai se tornar? Um movimento apoiado num neopentecostalismo materialista importado dos Estados Unidos, que esvazia todo senso real do sagrado e manipula as massas com sentimentalismo barato? Antes de tudo, uma direita que se diz conservadora deveria guarda o sagrado. Ao trocar a tradição por um produto religioso de exportação, ela entrega ao povo um deus de palanque.
Isso é perversão. Isso é satanismo.