Carlos Bolsonaro "zerou o jogo" da vida material sem nunca ter precisado trabalhar. O pai o colocou para ser vereador aos 17 anos de idade. Exerceu sete mandatos consecutivos sem ter contribuído em absolutamente nada para o Rio de Janeiro. Agora vai se 'aposentar' como senador em Santa Catarina. É de causar inveja a qualquer 'coach' de prosperidade ou pastor neopentecostal
Um desembargador decide negar pensão a uma mulher vítima de violência doméstica, e ainda justifica dizendo que é para “não estimular a ociosidade”.
Percebe o nível?
Uma mulher que sofreu violência, que muitas vezes tem sua autonomia destruída, sua segurança abalada e até sua independência financeira comprometida, é tratada como alguém que está tentando “se aproveitar”. A vítima vira suspeita, e violência vira detalhe.
Isso é misoginia escancarada!!!!
Porque esse tipo de discurso parte de uma lógica muito conhecida, a de que mulheres precisam provar o tempo todo que merecem ajuda, que não estão exagerando, que não estão “se encostando”. É a desconfiança automática direcionada a quem já foi violentada.
E mais, ignora completamente o contexto da violência doméstica, onde muitas mulheres dependem financeiramente do agressor justamente porque foram colocadas nessa posição ao longo da relação.
Chamar isso de “ociosidade” é cruel. É culpabilizar a vítima e proteger, ainda que indiretamente, a estrutura que mantém mulheres em situação de vulnerabilidade.
Depois perguntam por que precisamos falar em criminalizar a misoginia.
É por isso. Porque não se trata apenas de agressões físicas. É também sobre discursos institucionais que deslegitimam, humilham e dificultam o acesso das mulheres a direitos básicos.
Quando até quem deveria garantir justiça reproduz esse tipo de visão, fica ainda mais evidente que a misoginia não é exceção, é estrutura.
MISOGINIA É CRIME SIM!
OPINIÃO! 🚨 A detenção absurda do @tiagosantineli revela um impasse grave na nossa democracia.
Para quem não soube: grupos católicos (e evangélicos) foram para a porta do teatro em BH, onde aconteceria o show do Tiago, gritando para ele se converter, empurrando terços em cima dele e dizendo que a peça era “do diabo”.
Detalhe importante: o espetáculo (“Olodumare”) era sobre religiões de matriz africana (umbanda, candomblé etc.) e eles sabiam disso. Mesmo assim, se fizeram de sonsos, confundindo o público, alegando ligação com o show anterior chamado “Anticristo”, o que, de qualquer forma, não justificaria censura alguma.
O show foi um sucesso, mas no meio da confusão, Tiago empurrou um cara e foi detido. Tirando o fato de que esse caso tem uma particularidade — ele só foi detido porque empurrou um playboyzinho que chamou o papai importante em BH —, cada vez mais esses grupelhos descobriram uma tática eficaz de desmobilização social.
Eles não estavam ali para debater nada. Era só empurrar terço, perguntar por que Tiago “odeia Deus”, assunto vazio, sem base na realidade.
Ou seja: seja no teatro, na USP, nas manifestações ou no Congresso com o Glauber Braga, a estratégia dessa direita é sempre a mesma: falar do que não é o assunto, perguntar o que não é a pergunta e desviar do que realmente importa no debate.
Comparando, é exatamente o que o Neymar fez a vida inteira: ficar ciscando, se fazer de para-choque, colocar o corpo na frente e esperar o contato. Quando o contato vem, fazem um caminhão disso.
O que fazer? Dobrar a aposta e bater de verdade nessa gente? Contratar seguranças como eles fazem? Pagar na mesma moeda?
Resumindo: qual o antídoto contra a covardia?
Esta estátua está localizada na cidade de Zaragoza, Espanha, e é chamada de "A Mulher que Não Faz Nada", como uma crítica à falta de reconhecimento do trabalho doméstico. Chamá-la assim é, na verdade, revelar o quanto o mundo ainda não aprendeu a enxergar o essencial. Porque o trabalho doméstico não faz barulho, mas ele sustenta o barulho dos outros. Não aparece, mas permite que tudo apareça. Não é celebrado, mas é o que torna possível qualquer celebração.
Como uma força invisível que organiza o caos, como mãos que, sem aplauso, mantêm o cotidiano em ordem, como um altar onde se cultua o cuidado. Ela carrega mais que objetos, carrega o mundo. Cada panela, cada roupa, cada gesto repetido é um pequeno ritual de permanência da vida. Os filhos que a tocam na escultura não são apenas crianças, são o futuro que se apoia no invisível.
🚨 Aparecida de Goiânia: carnes são lançadas de helicóptero em ação de Natal com adesivos de Flávio Bolsonaro e Gusttavo Lima.
Crianças e famílias pobres correndo por um pasto, olhando para o céu, disputando pedaços de carne lançados de um helicóptero. Não é metáfora. Não é exagero retórico. É literal. Foi filmado, editado e publicado como “Natal solidário”.
A cena não choca só pelo método. Revela uma lógica. Quem distribui não desce. Não caminha. Não olha nos olhos. Permanece no ar, acima, protegido. A carne não chega como direito. Chega como prêmio. Não organiza dignidade. Organiza disputa.
É a pobreza transformada em espetáculo. Administrada de cima para baixo, sem escuta, sem pacto social, sem responsabilidade com o que vem antes ou depois do gesto. Me deu nojo.
O Frigorífico Goiás não é ingênuo. A marca já associa seus produtos a figuras públicas e eventos políticos. Nesta ação, os kits traziam estampas de Gusttavo Lima e Flávio Bolsonaro. Nada ali é neutro. Quando comida carrega rosto, nome e projeto de poder, deixa de ser solidariedade. Passa a ser uso político da miséria.
Se há inferno bíblico, é para quem faz da fome um palanque. Nojo!
"Uruguai não comemora o Natal há mais de 100 anos. Em 1919, houve a separação entre igreja e Estado. O Natal virou Dia da Família, a semana santa virou semana do turismo e o Dia da Virgem virou das praias.Crucifixos foram retirados de hospitais públicos."
toda notícia que eu vejo sobre esse país só confirma o ponto desse vídeo. os estados unidos são o maior exemplo de fracasso humano enquanto sociedade... precisamos normalizar o desprezo de brasileiros por esse país maldito
Afastamento de conselheiras em SC expõe negligência e reacende alerta sobre disputa política nos Conselhos Tutelares
O afastamento definitivo de quatro conselheiras tutelares em São Francisco do Sul (SC), Pamela Correia Kamckem, Gilmara Rodrigues dos Santos, Rozelei Antunes da Paixão e Marliza Jungles da Conceição, escancara um cenário alarmante que o Ministério Público de Santa Catarina classificou como um padrão de negligência, não simples falhas ocasionais.
A Justiça apontou 92 casos documentados de omissão, envolvendo situações graves de vulnerabilidade infantil.
Entre os episódios ignorados estavam denúncias de violência sexual contra menores, abandono escolar sem acompanhamento, e até chamados urgentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que não receberam resposta.
Moradores também relataram episódios de descaso, conselheiras que se recusavam a sair para atender crianças em risco, que alegavam falta de “competência técnica” para agir em casos de violência familiar e que simplesmente ignoravam escolas, famílias e profissionais de saúde.
Antes dessa decisão, as quatro já haviam sido afastadas em abril de 2025, mas retornaram ao cargo por força de liminar.
Agora, o afastamento passa a ser definitivo, e os conselheiros suplentes assumem imediatamente as funções.
O pano de fundo que não pode ser ignorado, foi a campanha organizada da extrema direita
Esse caso não ocorre no vácuo. Ele surge depois de uma mobilização nacional sem precedentes realizada pela extrema direita para ocupar Conselhos Tutelares em todo o país.
Nos últimos anos, o processo de escolha dos conselheiros, que deveria priorizar preparo técnico e compromisso com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi transformado em uma verdadeira eleição paralela, comandada por redes evangélicas conservadoras e por políticos e influenciadores bolsonaristas.
A estratégia incluiu:
✔️campanhas massivas em igrejas;
✔️apoio explícito de parlamentares de extrema direita;
✔️coordenação nacional de grupos moralistas;
✔️difusão de discursos inflamados sobre “proteger as crianças da ideologia”.
Entretanto, o caso de São Francisco do Sul mostra o resultado concreto quando conselheiros eleitos por pauta ideológica assumem sem preparo, sem compromisso e sem responsabilidade,
crianças vítimas de abuso, violência e abandono ficaram literalmente sem socorro.
O discurso de “salvar as crianças” ruiu na prática quando as próprias conselheiras que deveriam protegê-las se recusaram a agir.
Um alerta urgente ao Brasil!
O caso reacende discussões essenciais:
✔️Quem está ocupando os Conselhos Tutelares?
✔️Com qual formação?
✔️Com qual compromisso real com a infância?
✔️E até que ponto interesses político-religiosos estão interferindo em um órgão que deveria ser exclusivamente técnico?
O Conselho Tutelar é uma das ferramentas mais importantes de defesa dos direitos da infância.
Mas sua efetividade desaparece quando os eleitos priorizam agendas ideológicas em vez de atendimento às vítimas.
A consequência é dura e está documentada:
➡️ casos de estupro de vulnerável ignorados,
➡️ violência física e psicológica recorrente sem intervenção,
➡️ abandono escolar sem resposta,
➡️ comunidade desamparada.
O episódio reforça a urgência de:
✔️repensar o processo de escolha dos conselheiros tutelares;
✔️aumentar a fiscalização;
✔️exigir capacitação real;
✔️e blindar o órgão de disputas partidárias e religiosas.
Enquanto o Conselho Tutelar seguir sendo usado como trincheira política e não como instrumento de proteção, casos como o de São Francisco do Sul continuarão a acontecer, e quem paga o preço são as crianças.
Houve um tempo no Brasil em que a civilidade e o respeito estavam mais presentes no debate público — e foi nesse tempo que Roberta Close pôde ser reconhecida, com justiça, como a mulher mais bonita do país. Um marco não apenas de beleza, mas de coragem, representatividade e ruptura.
Muito antes de Érika Hilton ocupar seu lugar histórico na política, Roberta Close já abria caminhos. Sua consagração trouxe orgulho, inspiração e um avanço simbólico enorme para pessoas trans e para todos que defendem uma sociedade mais plural e digna.
Hoje, quando setores intolerantes tentam espalhar ataques vazios, homofóbicos e ignorantes, é importante lembrar: o Brasil já foi maior do que isso. Já aplaudiu Roberta Close sem medo, sem ódio e sem pânico moral — e isso diz muito mais sobre o país que podemos voltar a ser.
Roberta Close não foi apenas um ícone de beleza.
Foi, e continua sendo, um símbolo de liberdade e respeito.
Uma pessoa mata outra, leva o corpo até uma delegacia, confessa o crime e relata sua versão sem qualquer averiguação. Qualquer pessoa esperaria que isso bastasse para uma prisão imediata. Só que não foi o que aconteceu na Bahia.
Depois de estrangular e matar Rhiana Alves, jovem trans de 18 anos que trabalhava como profissional do sexo, o homem de 19 anos foi simplesmente liberado pela polícia. Assim como a justiça mineira segue protegendo os assassinos de Alice Alves, a polícia baiana reafirma que nossas vidas continuam tratadas como descartáveis.
É revoltante. É doloroso.
O caso de Renata Cardim tornou-se um símbolo das dificuldades enfrentadas pelas famílias que buscam justiça em crimes de feminicídio no Brasil.
Renata morreu em 27 de maio de 2015, no apartamento onde vivia com o marido, Hélio Gueiros Neto, em Belém.
A primeira versão oficial afirmou que ela havia sofrido um aneurisma na aorta abdominal.
A família, porém, sempre contestou essa explicação, apontando inconsistências no laudo e no comportamento do marido.
A insistência da família levou à exumação do corpo e a uma nova perícia, que mudou totalmente a direção do caso, o laudo independente apontou que Renata morreu por asfixia mecânica direta, ou seja, que não se tratava de morte natural, mas de possível homicídio.
A partir disso, o Ministério Público denunciou Hélio por homicídio triplamente qualificado, enquadrado como feminicídio.
Mesmo com sucessivas tentativas da defesa de excluir o novo laudo, o Judiciário manteve sua validade.
O STF reconheceu o exame como prova legítima e o STJ confirmou que Hélio deve ser levado a júri popular.
A família reforça, publicamente, que a versão de morte natural é falsa e que os laudos reconhecidos pelos tribunais apontam claramente para asfixia.
Passados quase dez anos, o caso permanece como uma ferida aberta.
Para uns, trata-se de uma investigação que demorou demais para corrigir falhas iniciais. Para outros, é um exemplo de como mulheres vítimas de violência podem ter suas histórias distorcidas ou silenciadas.
O julgamento, aguardado pela família e por movimentos sociais, representa a esperança de que Renata finalmente tenha justiça, e de que casos semelhantes recebam a atenção e o rigor que merecem desde o início.
PAREM DE NOS MATAR
》Camille Claudel, nascida em 1864 e falecida em 1943, foi esquecida por todos em um hospital psiquiátrico.
“O que ela havia feito?
Chegou a Paris em uma época em que a Escola de Belas Artes era aberta apenas para homens. Por isso, teve que estudar em ateliês de artistas que aceitavam mulheres. Foi assim que conheceu e se tornou amante do escultor mais famoso da época: Auguste Rodin. Eles viveram uma relação intensa, tanto amorosa quanto artística, trabalhando e esculpindo juntos. O Museu Rodin e o Museu d’Orsay ainda preservam belíssimas obras desse período.
No entanto, Rodin a abandonou, pois já vivia há anos com outra mulher. Enquanto ele era amado e respeitado, Camille foi humilhada, esquecida e marginalizada — até mesmo no meio artístico. Passou a viver sozinha, sem confiar em ninguém, e suas obras deixaram de ser vendidas. Seu irmão era o famoso poeta, escritor, diplomata e acadêmico Paul Claudel.
A família decidiu interná-la, considerando que aquela mulher, “moderna demais” para o seu tempo, era uma vergonha. Há cartas escritas por ela a amigos e familiares pedindo ajuda. Durante 30 anos, Camille tentou explicar aos funcionários do hospital a injustiça que sofria.
São testemunhos comoventes, que revelam a lucidez de uma mulher confinada injustamente. Camille Claudel praticamente morreu de fome em 19 de outubro de 1943, em um hospital público francês. Nenhum membro da família compareceu ao seu funeral. Seus restos foram enterrados em uma vala comum.
Hoje, a figura de Camille Claudel foi totalmente reabilitada. Suas obras são expostas ao lado das de Rodin, e um museu dedicado inteiramente a ela — localizado a poucos quilômetros de Paris — mantém viva a memória de uma das escultoras mais extraordinárias de todos os tempos.”
Esse caso é a prova mais cruel de como o “não” ainda é tratado como ofensa por homens que se acham donos do corpo e da vida das mulheres.
Uma mulher foi arrastada por quase 1 km porque um homem não suportou ouvir o que qualquer pessoa deveria respeitar os limites.
É revoltante, é nauseante e é um retrato fiel de uma realidade que a gente denuncia há anos, a masculinidade frágil e violenta que transforma rejeição em tentativa de feminicídio.
Não é um caso isolado, é um padrão, uma epidemia de homens que acreditam ter direito ao controle, ao corpo e ao destino das mulheres.
Enquanto o Estado segue omisso, nós seguimos enterrando, cuidando, torcendo para sobreviver.
E seguimos gritando, porque caladas eles acham que podem tudo.
Esse Brasil que normaliza a violência masculina precisa acabar.
A viúva do gari Laudemir, assassinado por um empresário em Minas Gerais, vive agora uma segunda violência, a da Justiça que tenta silenciá-la.
Mesmo sendo a pessoa que mais tem direito de acompanhar o caso, Liliane França foi impedida de participar da audiência.
Sua carta expõe a dor, a revolta e o racismo estrutural que atravessa essa decisão.
A seguir, a carta completa:
“Hoje eu venho aqui, com o coração apertado, explicar o motivo pelo qual eu e meus advogados não estaremos presentes na audiência sobre o caso do Laudemir, meu companheiro amado, que foi tirado de mim de forma brutal, covarde e inesperado.
Mesmo sendo sua viúva, mesmo tendo vivido ao lado dele até o último dia, tive novamente o meu direito negado. Nosso pedido para que eu pudesse acompanhar a audiência foi indeferido.
É muito doloroso perceber que, além de perder o amor da minha vida, eu ainda enfrento barreiras que me impedem de participar de um processo que diz respeito diretamente a nós, à nossa história e à nossa busca por justiça.
Já foram apresentados recursos e novas provas pelos meus advogados, e seguimos lutando para que minha representação seja reconhecida. Mas, até que o Judiciário aprecie esses pedidos, meu lugar foi, mais uma vez, retirado.
Eu não queria expor nada disso, mas também não posso me calar diante de mais essa injustiça.
Eu nunca deixei de participar dessa luta. Todos os dias batalho para que o meu Lau não seja apenas mais um. Cada manifestação, cada ato, cada culto em sua memória carrega em si o meu respeito, a minha dor e a minha resistência.
Continuo firme. Continuo buscando justiça. Continuo honrando o Laudemir.
Obrigada a todos que têm me apoiado. Essa luta é pesada, mas eu não vou desistir. E, se for preciso, recorrerei quantas vezes forem necessárias, enquanto eu tiver forças.”
É devastador saber que mais uma mulher trans teve sua vida arrancada de forma brutal, em plena Savassi, em Belo Horizonte. Alice Martins Alves, de apenas 33 anos.
O relato de seu pai, dizendo que ela estava evitando sair de casa com medo de ser violentada, é um sintoma da barbárie cotidiana a qual somos submetidas fisica e psicologicamente.
O nome de Alice vai ecoar, como o de tantas outras que o Brasil insiste em silenciar. Nenhuma de nós deveria morrer ou ter medo de morrer por existir. Nenhuma.
A violência transfóbica não é um caso isolado, é um projeto de exclusão, de desumanização.
Que a investigação de feminicídio aberta vá até o fim e que os responsáveis sejam punidos. Nós estaremos acompanhando todo esse processo.
O Brasil precisa parar de normalizar o extermínio das pessoas trans. E nós, que conseguimos permanecer vivas, temos a missão de seguir lutando para que nossas vidas, arrancadas com requintes de crueldade, deixem de ser uma estatística .