Gato Curry Kuminga Lamar Gui State Warriors da Silva
-Dono da maior e mais bem sucedida conta da América Latina a mesclar gatos e golden state warriors
7x 🏆
Jaylen responde sobre o rumor de se achar o cara mais inteligente em todo lugar:
"Sem querer desrespeitar quem trabalha com esporte, mas o sarrafo é baixo pra c*ralho."
Victor Wembanyama me lembra um dos versos mais interessantes que o BK já escreveu, quando ele diz:
“Escrevo com o melhor e o pior que vem da alma.”
A escrita do BK também retrata aquilo que há de pior nele, e talvez seja justamente por isso que a sua arte seja tão interessante. Ele é um artista que, para além da superação e das vitórias da vida, também aborda inveja, raiva, orgulho, vingança, culpa, ressentimento e, principalmente, contradição.
Depois, ele completa o verso com:
“Como um ferreiro criando a mais letal espada.”
A temporada de 2026 de Victor Wembanyama revelou tudo que existe de bom e ruim nele. Como ele mesmo diz, é alguém que não tem medo de expressar seus sentimentos, não tem medo de falar o que pensa, e demonstrou, na frente das câmeras, que também não tem medo algum de ser sujo se isso for necessário para vencer.
“Faltas duras.”
Foi isso que ele cochichou no ouvido de alguns jogadores do Spurs quando eles estavam entrando em quadra contra o Oklahoma City Thunder.
Antes de enfrentar o Thunder, Wembanyama apanhou em muitos jogos nas séries anteriores. E, por ser um jogador com enorme vantagem de altura, a arbitragem por vezes é permissiva com isso, como se contra ele pudesse existir uma “dose a mais de fisicalidade”. Vimos muito disso na série contra o Wolves. Então ele devolveu. Bateu explicitamente, foi expulso e fez tudo isso na frente de todos, quase como se dissesse: “Já que é assim...”
Nas Finais da NBA, foi derrotado por 4 a 1, em uma série que ele aparentava ter muita confiança de que venceria.
Durante as Finais, mesmo perdendo por 3 a 1, não reconhecia o nível do adversário. Sempre que perguntado, insistia que eram melhores e que estavam perdendo para si mesmos.
Quando tudo acabou, saiu de quadra sem cumprimentar ninguém. Talvez tenha faltado espírito esportivo. Quem sabe da próxima vez ele reaja de outra forma. Mas era aquele o sentimento que existia nele após o apito final. Desceu diretamente para o vestiário sem nem olhar para o lado.
Foi um pouco vergonhoso.
O “pior que vem da alma” do Victor Wembanyama é explícito. E também é curioso o quanto ele é o que é, sem meio-termo. Talvez seja por isso que ele tenha ido de herói a vilão tão rápido. E, aparentemente, ele não busca ser nem uma coisa, nem outra.
No fim, talvez a vergonha também faça parte da trajetória. Uma carreira imaculada, sem críticas, sem contradições, sem nada a ser questionado ou reprovado, talvez fosse, no final das contas, um roteiro chato demais.
Se ele vencesse de primeira e dominasse por longos anos sem tropeçar, talvez faltasse justamente aquilo que torna uma história de carreira interessante, como a queda, a falha, a mancha e o ponto de ruptura. Muitas vezes, é isso que os maiores usam como motivação para chegar ao próximo nível.
Na entrevista pós-Final, pela primeira vez, ele reconheceu o nível do adversário. Elogiou Jalen Brunson e disse que ele servirá como inspiração de agora em diante.
Reconheceu as falhas, os erros, a culpa, e disse que se tornará melhor no futuro. Como deve ser.
“Neste verão, eu vou trabalhar ainda mais para ser mais sustentável em quadra e, acima de tudo, manter minha mente estável. Preciso melhorar em manter o controle sobre o jogo o tempo todo. Isso é o que é impressionante sobre Jalen Brunson, por exemplo. Houve muitos casos em que eu fiquei passivo. Muitos casos em que eu não tive o controle que gostaria de ter sobre o jogo. E isso nos custou caro...”
Em outras palavras, tudo que aconteceu na temporada de 2026 do francês, sejam os grandes feitos ou as grandes quedas, servirá para ele juntar esse quebra-cabeça e evoluir.
É como no verso do BK: juntar o seu melhor e o seu pior para, então, “criar a mais letal espada”.
Victor Wembanyama foi histórico nesta temporada. Liderou o Spurs em uma campanha incrível na temporada regular e nos playoffs, derrotou o atual campeão, foi campeão da Conferência Oeste, MVP das Finais do Oeste, eleito DPOY de forma unânime e terminou em 3º lugar na votação para MVP.
Tudo isso aos 22 anos.
Em sua primeira experiência jogando playoffs, foi derrotado nas Finais.
Fez 25 pontos de média na temporada regular, entregando o nível defensivo que o consagrou DPOY por 100 votos a 0.
Esteve acima da média histórica de jogadores lendários em sua primeira campanha de playoffs. E até mesmo acima da média para alguém da sua idade.
A temporada se encerra com uma grande campanha, grandes conquistas, choro pelo caminho, frustração e falta de maturidade quando próximo da linha de chegada.
Para quem não é aficionado por personagens puritanos, eis um dos roteiros de carreira mais interessantes de acompanhar que surgiram na NBA nos últimos tempos.
Comentário rápido e irrelevante como todos feitos pelo meu perfil. Eu acho q o jokic não cabe nessa conversa pq o cara genuinamente é aquele chatão msm, oq é diferente do shai que claramente vive uma persona. Pra mim a apatia do jokic é tão interessante quanto a euforia do wemby
Finalmente um jogador que ama o esporte.
Tava cansado das vagabundas de Shai Gilgeous Alexander e Nikolas Jokic indo para as finais com aquela expressões de PIRANHAS.