Tô enfurecida da vida aqui com um plágio feito de pesquisa nacional!
Uma diva acadêmica teve a genialidade de incluir Taylor Swift no ensino de botânica, fez ciência apesar de tudo neste País e simplesmente foi copiada na cara dura!
A mulher é simplesmente DOUTORANDA na área e um europeu qualquer se apropriou do conteúdo dela!
IOTRA, o Reitor da Universidade mandou o Reitor da UFRN dar uma segurada na Gláucia!!! Vê se pode, a mulher é plagiada e o problema está nela ter falado???????
Era papo dos #Swifties darem um apavoro.
Não achei ela aqui, mas na rede das fotos é Glaucia L Silva.
METI O TEXTÃO
Sério que vocês caíram na isca da Michelle?
Para, gente. Respira. A mulher do réi pôdi gravou e publicou no Instagram VINTE E SETE MINUTOS ora de lábio trêmulo, ora de olhar esperançoso, falou em punhalada, em humilhação, em desrespeito e metade do Brasil correu pra abraçar a coitadinha. A esquerda comemorando a rachadura, a direita em pânico, todo mundo discutindo se o Flávio foi ríspido demais no telefone. E ninguém parou pra perguntar a única coisa que importa: por que agora?
Porque há uma cronologia bem clara.
Michelle Bolsonaro passou anos jurando de joelhos que só queria ser primeira-dama. Que protagonismo era coisa do homem da casa e que Jair era a cabeça e ela o corpo obediente, a auxiliadora, a que cuida. Aceitou o papel de moldura: estava ali pra apenas para adornar o quadro, nunca pra ser o quadro. Ficou caladinha anos a fio, segurando o teto de vidro por baixo pra não cair na cabeça de ninguém, engolindo as labaxúrias enquanto performava transe em culto sempre que dava voto. Foi organizar as mulheres, que, ela mesma diz, não tinham atenção do PL. Ela sabia onde tinha se metido e que jamais teria o lugar de cima. Isso tinha ficado escandalosamente claro, e ela tinha aceitado.
Até o Flávio abatumar.
Porque o filho 01 solou que nem bolo que deu errado. Foi flagrado pedindo cento e trinta e quatro milhões ao dono de um banco que a Polícia Federal liquidou por lavagem de dinheiro e que o senador chamava carinhosamente de “irmão” nos áudios. Negou conhecer o homem. Chamou repórter de militante. Botou camiseta dizendo que o problema era do Lula. E desmoronou em questão de horas quando os áudios vazaram, porque os áudios sempre vazam. A cada aparição pública uma contradição nova, a cada contradição uma trinca a mais no copo de cristal. Até bispo/pastor aliado já anda dizendo que evangélico não engole mentira e que tem debandada no rebanho.
E olha que coincidência: a espinha dorsal da boa moça com uma “missão” brotou exatamente aí.
Por que não um mês antes, quando ela ainda era a vice cogitada, a peça obediente do tabuleiro? A dignidade dela despertou no segundo exato em que a dignidade ficou eleitoralmente lucrativa, no instante preciso em que o nome que a atravancava começou a apodrecer no nicho que é dela, o evangélico, o feminino, o conservador devoto. Que timing divino, hein. Quase um milagre, uma daquelas missões que Deus, segundo ela, eventualmente lhe confia depois de muita oração e de uma conversa com o marido. Atenção à escolha de palavras: MISSÃO.
Aqui mora a parte que me diverte (e me dá ódio): a confissão escondida no meio da choradeira. Reparem em como ela se defende. Não diz “eu lidero as pesquisas, eu tenho mais de trinta por cento, eu mereço”. Diz que foi apunhalada, humilhada, que o enteado mandou ela ficar de fora das decisões do partido porque ela “chegou ontem e não entende nada de política”. A mulher mais bem posicionada da direita nas urnas se apresentando ao país como madrasta magoada. E mesmo a revolta ela ancora no macho: rompe com o filho jurando fidelidade ao pai, invoca a “ordem do líder”, denuncia “traição contra o Jair, venha de quem vier”. Até pra se rebelar precisa do aval do marido preso. A insubordinação dela é, ela mesma, um ato de obediência.
Mas essa palhaçadinha toda denuncia mais do que pretendia. Sem querer, Michelle legitimou uma narrativa que a esquerda repete há décadas e que o bolsonarismo nega de boca cheia: o conservadorismo não tem lugar pra mulher no poder. Não diretamente, não por mérito próprio, não sem um homem por trás assinando a procuração. E o detalhe trágico, quase bonito de tão cruel, é que a prova viva disso é ela. A mulher que fez carreira pregando a submissão feminina descobriu, ao vivo, em rede social, que a submissão também valia pra ela.
Oh! Que surpresa!