A Zona Franca de Manaus deveria ser polo tecnológico.
Virou maquila: monta peça que vem pronta de fora, sem meta de exportar, sem subir tecnologia.
A gente chama de indústria o que é só embalagem.
O milagre chinês não foi sorte:
Zona econômica especial
Câmbio competitivo
Proteção seletiva de setores
Planejamento de décadas
Enquanto uns exportavam commodity, a China desenhou complexidade de propósito.
Por que o Nubank escalou:
Apostou em engenharia e produto
Complexidade em vez de licença bancária
Ambição de mercado global desde o dia 1
Virou o maior banco digital independente do mundo. Brasileiro. Dá pra fazer.
A China levou US$ 30 bi em chips nacionais depois das sanções e chegou aos 7 nanômetros sozinha.
O Brasil pôs US$ 28 bi em estatais e vendeu por US$ 16 bi.
Eles viraram potência tech. A gente importa o celular pronto.
Timing de liquidação: privatizaram a Vale no piso do ciclo de commodities. Anos depois, minério nas alturas e lucro histórico — no bolso novo. O contribuinte pagou a festa e saiu antes do bolo.
Todo país rico hoje fez política industrial pesada pra chegar lá.
Depois passou a pregar livre-comércio pros outros.
A América Latina acreditou no sermão.
Chutaram a escada. A gente agradeceu e ficou embaixo.
O aprendizado industrial sempre começou com cópia. A Suíça aprendeu farmacêutica copiando. O Japão aprendeu eletrônica copiando. Só o Brasil quis aprender pedindo licença.