A análise da Economist reforça o que disse no parlamento há dias e tenho dito em várias conferências. Portugal tem as melhores circunstâncias económicas desde a entrada na CEE. Podia dar um salto tremendo de desenvolvimento nos próximos anos se houvesse coragem para isso e nos focássemos nos temas certos.
Para que não restem dúvidas, a minha posição sobre a questão do aborto.
1. As pessoas devem ter acesso a todos os meios contraceptivos e educação para evitar uma gravidez não planeada.
2. Havendo uma gravidez não planeada, devem existir todos os meios possíveis para que, mesmo sendo não planeada, a gravidez possa ser levada até ao fim e a criança possa ter uma vida feliz.
3. Se mesmo assim, a mulher escolher não levar a gravidez até ao fim, deve poder fazer a interrupção de forma legal e segura, o mais cedo possível na gestação, dentro dos limites da lei.
A questão política e legislativa termina aqui. A questão filosófica mantém-se e sobre essa é impossível ter certezas. Sim, considero possível que possamos vir a ser julgados eticamente pela desvalorização enquanto sociedade do direito à vida intra-uterina, tal como poderemos ser julgados pelo oposto, pela forma como limitamos excessivamente o direito das mulheres. Nós hoje julgamos gerações passadas por opções éticas que eram largamente consensuais na altura em que foram tomadas e não é improvável que isso venha a acontecer no futuro com esta ou outra questão que temos por consensual.
Esta dúvida sempre me atormentou pessoalmente. O que me conforta nesta opção é a realização de que a diferenciação entre o direito à vida com poucas semanas de gestação e depois do nascimento é transversal na sociedade, incluindo nos meios mais conservadores. Mesmo os mais ardentes opositores ao aborto legal nunca defendem a prisão de mulheres que abortem, mas não teriam qualquer hesitação em defender a prisão de uma pessoa que matasse um bebé de 1 ano. Esta posição tem implícita uma diferenciação clara na valorização da vida e da sua proteção legal nos dois casos. Sendo aceite genericamente esta diferenciação, a questão passa a ser de grau e não binária.
Eu nunca terei de tomar essa opção diretamente porque não sou mulher, nem me atrevo a dar recomendações não solicitadas sobre o tema. Mas se alguma vez a minha opinião pessoal for solicitada para a decisão de alguém, será sempre no sentido de não o fazer. No entanto, quem o desejar fazer, deve poder fazê-lo de forma legal e segura. Perante a dúvida filosófica e ética, deixar ao indivíduo a escolha, parece-me ser a opção certa.
Bad debate nights happen. Trust me, I know. But this election is still a choice between someone who has fought for ordinary folks his entire life and someone who only cares about himself. Between someone who tells the truth; who knows right from wrong and will give it to the American people straight — and someone who lies through his teeth for his own benefit. Last night didn’t change that, and it’s why so much is at stake in November. https://t.co/Tn2TQu5Djo
Isto vale o que vale porque a abstenção foi demasiado alta para se retirarem grandes conclusões, mas é interessante olhar para a lista dos 10 países europeus no topo do índice de liberdade económica e ver a posição da IL no respetivo consulado.
Todos estes países tiveram partidos liberais no governo nos últimos 15 anos (a liderar ou na coligação).
How is it that one person can produce all of this?
That person lived 500 years ago — so why hasn't humanity produced another talent like him in all the time since? 🧵
Queres mais 20 anos de estagnação socialista e bloquista? Ou queres Portugal a Crescer?
Crescimento do salário médio 2000-2021 (OCDE):
🇮🇪 37.4%
🇱🇺 19.3%
🇳🇱 10.5%
🇵🇹 3.7%
Nos países mais liberais - com regimes fiscais atrativos para empresas - os salários crescem mais.
A frustração de cairem sempre por questões judiciais, nunca pela incompetência reiterada e desrespeito pelas instituições. Fica aberto o caminho para que, mais cedo ou mais tarde, apareçam outros igualmente incompetentes, mas com a ficha limpa.
Uma notícia positiva: na Polónia, um país “perdido para o populismo”, uma Direita Moderada lutou e provou que não estamos condenados a entreter o extremismo e o populismo.
Que as pessoas querem menos rancor, mais liberdade e mais europa. Há luz ao fundo do túnel, sempre.