@Haddad_Fernando Expectativa: “vamos acabar com o crime pelo andar de cima”
Realidade: “estamos impondo sigilo de 100 anos sobre o caso do Vorcaro”
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A essa altura, cai quem gosta de ser corno de político.
⚠️Segue abaixo a fórmula científica, testada em laboratório e provavelmente criada por alguém que estava bêbado, para inventar um ditado popular:
Escolha um animal.
Dê um adjetivo para ele.
Use a palavra “não”.
Escolha um verbo.
E, para finalizar, jogue qualquer lugar, situação, evento ou veículo no meio.
Exemplo:
Tatu ansioso não atravessa carnaval.”
“Pombo arrogante não estaciona foguete.”
“Bode desconfiado não dança em casamento.”
“Cachorro preguiçoso não pega ônibus lotado.”
“Galinha nervosa não pilota submarino.”
Pode testar!
O adesivo de sinalização dos ônibus está nesse estado. Já o cartaz da propaganda da casa de apostas está TININDO de novo nos pontos.
Prioridades completamente invertidas na lógica da privatização.
Com apenas 14 anos, Lucas Tadao, estudante de Curitiba, chamou atenção ao criar uma solução sustentável que pode ajudar no combate à poluição.
O jovem desenvolveu uma bandeja biodegradável feita a partir de cascas de mandioca e grimpas de araucária. Enquanto o isopor pode levar até 700 anos para se decompor, a invenção desaparece em cerca de 30 dias.
O mais impressionante é que Lucas utilizou resíduos que seriam descartados pela indústria e aproveitou a própria fécula da mandioca como cola natural, eliminando a necessidade de plástico e aditivos químicos.
O projeto ganhou destaque em feiras de ciências, rendeu prêmios e até uma bolsa de estudos na UFPR para o estudante.
É extremamente grave que o ex-líder do governo Jaques Wagner usasse seu gabinete de senador como o lugar “mais protegido e discreto” para organizar reunião entre o empresário e seu amigo Augusto Lima, sócio de Vorcaro e hoje investigado por corrupção, e o AGU Messias.
Isso também torna mais claro - e mais grave - por que o Senado negou, ilegalmente, pedido do jornalista @RafaMoraesMoura, da coluna da @MaluGaspar, para ter acesso aos registros de entradas de Vorcaro nos gabinetes.
A sociedade brasileira jamais pode aceitar que o Senado Federal seja uma casa “protegida e discreta” para encontros de empresários corruptos com autoridades públicas.
Lula foi filmado convidando Alexandre de Moraes para tomar um café, assim como Jair e Flávio Bolsonaro tomavam com Gilmar Mendes.
Um dos requisitos de Jair para indicações ao STF, como as de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, era “tomar tubaína comigo, pô”. E Flávio, o sabotador da Lava Toga e louvador do “garantismo” de Cristiano Zanin, relatou várias vezes seu tour em gabinetes do Supremo.
A diferença é que Moraes foi o relator que votou pela condenação do ex-presidente à prisão, enquanto Gilmar votou para aliviar Lula da cadeia e de suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, ajudando também a blindar Flávio com foro privilegiado retroativo e veto à reabertura das investigações de rachadinhas.
O irmão de Gilmar, Chico Mendes, ainda foi eleito prefeito de Diamantino-MT com apoio presencial de Jair Bolsonaro e R$ 300 mil do fundo partidário do PL.
O advogado de Gilmar, Rodrigo Mudrovitsch, foi indicado por Jair Bolsonaro em 2020 para concorrer a uma vaga de juiz na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) do qual assumiu a presidência para o biênio 2026–2027.
Gilmar é blindado por baixo com seu amigo e ex-sócio Paulo Gonet na PGR e, graças a Jair Bolsonaro, também por cima, com seu amigo e advogado Mudrovitsch na Corte IDH, caso alguém recorra a ela contra o STF. “Esqueça qualquer crítica ao Gilmar”, resumiu o ex-presidente a seu filho Eduardo.
Algumas das confidências entre Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo foram reveladas sem constrangimento pelo próprio Gilmar, como no caso do lamento da indicação do ex-juiz Sergio Moro como ministro da Justiça e da satisfação do decano com o então presidente por “tê-lo devolvido ao nada” (embora Moro seja hoje o líder das pesquisas para o governo do Paraná).
Já Moraes virou um aliado mais próximo de Lula em maio de 2023, quando, depois de outro cafezinho, o petista indicou ao TSE dois de seus camaradas: Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares. Fora uma pequena desavença em relação à indicação de Jorge Messias para o STF, Moraes e Lula têm agendas e interesses comuns, como a regulação das redes sociais a pretexto de combater “fake news”.
As reuniões informais entre autoridades da cúpula dos Três Poderes, cada qual interessada em decisões da outra (não raro tomadas logo após esses encontros), são sintomas de um patrimonialismo cruzado, ou seja, da utilização do Estado como propriedade pessoal de ocupantes temporários de cargos públicos, alinhados entre si para satisfazer mutuamente suas ambições de poder e blindagem.
Os efeitos, no entanto, são distintos em cada episódio. A aliança entre bolsonarismo e gilmarismo contra a Lava Jato ajudou o lulismo, enquanto a aliança de lulismo e alexandrismo contra os alegados golpistas atrapalhou o bolsonarismo.
Como os Bolsonaro conseguiram ser aliviados no caso das rachadinhas, mas Jair e Eduardo acabaram condenados por tentativa de golpe e coação no curso do processo, eles usam as extrapolações de Moraes para conservar um discurso de vítima do sistema - o mesmo que alimentam desde 2019. Sem falar no apoio a Hugo Motta e Davi Alcolumbre no Congresso, e a outros candidatos do Centrão, como André do Prado e Arthur Lira, queridinho de Gilmar.
As tensões específicas entre bolsonarismo e Moraes, bem como entre lulismo e Mendonça (nos casos do INSS e do Banco Master), não escondem a realidade mais ampla de que ambos os lados, com seus enormes rabos presos, só querem um sistema para chamar de seu, à base de muito café e alguma tubaína.
@NabilBondukiSP Péssima obra do ON, árido, feio, inútil. Encomenda do Quércia que nunca cumpriu a sua função, no video está bonito, mas ao vivo é um deserto de cimento no meio de São Paulo.