De Parintins para o mundo ver
O jornal The New York Times publicou uma reportagem especial sobre Parintins. O texto destacou como a centenária rivalidade do Festival Folclórico divide a cidade, indo muito além da cultura e transformando o cotidiano dos moradores em uma intensa disputa de duas cores.
o maior plot twist da vida adulta é descobrir que aprender a se posicionar nem sempre melhora todas as relações. às vezes até aumenta a tensão porque revela o quanto a paz dependia de você abrir mão de si. perceber que o autorrespeito não garante respeito é babado.
deveria existir um mecanismo para que a própria população pudesse votar diretamente em pautas de interesse popular
é difícil entender como milhões de brasileiros podem querer uma mudança, mas ela nem sequer ser votada porque um único senador decidiu barrar a pauta
O Senado Brasileiro ganhou uma “folga informal”, para que os senadores possam curtir as festas juninas em seus estados.
Seu voto, meu voto, nossos impostos! 😏
Que fique muito claro: o fim da escala 6x1 não avançou porque Davi Alcolumbre sentou em cima da pauta e impediu que ela seguisse no Senado.
Não foi uma questão técnica. Foi uma decisão política, atravessada pela sua briga com o presidente Lula e pelo atendimento aos pedidos dos grandes empresários, que não querem abrir mão de um modelo que explora até o limite a classe trabalhadora.
E nós também nos dispersamos. Ficamos perdidos entre mil assuntos enquanto uma das pautas mais importantes para quem trabalha era enterrada diante dos nossos olhos. Uma pauta que significa mais tempo com os filhos, mais descanso, mais saúde e mais dignidade não pode ser tratada assim.
Agora o Congresso entra em um “recesso informal” por causa das festas de São João. Depois vem o recesso parlamentar e, na sequência, o período eleitoral. Enquanto Alcolumbre e boa parte do Centrão passam dias longe das votações, o trabalhador continua preso a uma escala que lhe rouba a vida.
Alcolumbre impediu milhões de brasileiros de terem a possibilidade de conquistar um dia a mais de descanso. Fez isso em pleno ano eleitoral, para atender quem tem dinheiro e poder.
Falta indignação. Essa gente se comporta como uma casta, cercada de privilégios, viagens e conforto, enquanto trata o povo como se não tivesse direito nem ao próprio tempo.
O trabalhador brasileiro não merece uma escala tão desumana. E também não merece um Congresso tão distante, tão insensível e tão comprometido com os interesses dos grandes empresários.
@lucasfresno Ele não está de licença. Está com mandato ativo, e vai trabalhar 40 dias home office. Depois, quando acabar a Copa, ele já emenda com o recesso parlamentar. O melhor dos mundos pra ele, e chicotada 6x1 no lombo do trabalhador.