Vou trazer uma questão honesta: mulher não é só a genitália, mas mulher também não é só identificação, como querem convencer. Mulher é um conjunto. É um mundo biológico à parte, e só quem vive na pele sabe o quanto cada parte dele importa. Diluir essa realidade pra forçar inclusão é que não é honesto.
Como dizer que o susto de uma primeira menstruação, a cólica, a sensibilidade inata que temos e a pressão social pela maternidade não são o bastante para definir o que é mulher, sendo que essas pequenas coisas carregam um peso gigantesco no nosso dia a dia?
Como dizer a uma menina, que desde a infância aprendeu a cuidar, a baixar a voz, a ajudar na casa enquanto os irmãos brincam e sentiu a dor de ver os olhares mudando quando os seios cresceram, como dizer a ela que suas experiências (essas que a maior parte de nós passamos) não tem peso na hora de definir o que é uma mulher?
A realidade biológica tem muito peso na realidade social. Só quem passou por isso entende. Dizer que o fardo dessa experiência não é relevante na hora de definir o que é uma mulher dilui a sua essência, e não é honesto conosco.