Até agora na Copa do país da liberdade já tivemos:
Delegações de países muçulmanos sendo revistadas e tratadas como suspeitas
Delegação do Irã proibida de DORMIR em território dos EUA
Árbitro da Somália IMPEDIDO de entrar nos EUA para apitar
Uma ótima escolha de sede 🔥🔥🔥
Agora é a vez de um árbitro, eleito o melhor de todo um continente em 2025, ser proibido de trabalhar na Copa do Mundo pelos Estados Unidos. Surpresa zero, porque ali não há mais limites.
Quanto à FIFA, a vergonha da subserviência só aumenta. No Brasil era "Lei da Copa", exigências e ameaças mil. Na Rússia e no Qatar, vistas grossas e um ou outro pedido de ajuste. Nos EUA, é "não podemos interferir", uma arfadinha amigável e uma abanada de rabo.
Fifa lavou as mãos e disse que Omar Artan, árbitro somali que teve sua entrada negada nos Estados Unidos, ficará fora da Copa do Mundo. Entidade disse que não tem envolvimento no processo de liberação de vistos.
Senegal passou por “inspeção extra” no aeroporto.
África do Sul adiou viagem surpreendida com “problema” nos vistos.
Marroquinos estão tendo vistos cancelados a dias do jogo.
Nenhum país africano participa do programa especial de vistos e as embaixadas habilitadas foram reduzidas em +50%.
“Copa do Mundo”
Jurriën Timber misses the 2026 World Cup.
The 24-year-old defender has not recovered sufficiently from a groin injury to take part in the World Cup in a medically responsible manner. In consultation with the medical staff, it has therefore been decided that Timber will leave the national team’s pre-camp in New York after the game against Uzbekistan.
We’re with you, Jurriën. 🧡
Com vistos incompletos para a comitiva da seleção do Irã e mantendo um atacante do Iraque sob interrogatório por 7 horas na chegada, os EUA iniciam a semana da Copa do Mundo mostrando-se um dos anfitriões mais hostis da história do esporte.
Se ela sempre teve algum papel na política estadunidense, a xenofobia hoje é normalizada no país. Há pouco mais de 10 anos, Donald Trump iniciou sua carreira política dizendo que era preciso construir um muro na fronteira com o México, porque eles estavam “mandando seus estupradores” para os EUA. A partir daí, só piorou.
O curioso é que o país não parece ter feito nenhuma questão de relaxar suas regras pra Copa do Mundo, um período excepcional. O resultado é que, em vez de projetar uma imagem positiva, como se costuma fazer durante grandes eventos esportivos, os EUA atraem antipatia.
A notícia de que o atacante iraquiano Aymen Hussein ficou sob interrogatório durante 7 horas ao chegar no país, por exemplo, mostra que nem mesmo um atleta de alto rendimento está livre de ser maltratado se ele não for da etnia, do país ou da religião correta.
O Irã, país atacado pelos EUA por duas vezes nos últimos 12 meses, não teve membros importantes de sua comitiva liberados pra entrar no país até agora. Mesmo a seleção iraniana está liberada só para entrar e jogar, devendo deixar os EUA na sequência, sem sequer poder passar a noite.
É algo que afeta até a isonomia do torneio: como se espera que o Irã possa competir em igualdade com seleções que terão mais tempo de descanso?
A FIFA, que acreditava numa Copa mais tranquila após os desmandos do Catar, se deparou com alguém pior. Há algumas semanas, Trump chegou a ameaçar “matar toda a civilização iraniana numa noite”, uma frase tão bizarra que foi pouco levada a sério.
Mas, ao permitir que esse clima de violência e preconceito afete o seu torneio quase centenário, a FIFA pisa no próprio produto.
O que resta à entidade é torcer pra que o torneio em si seja espetacular e mude o assunto, algo que o Catar conseguiu. Resta saber se a Copa de Donald Trump se assemelhará ao que houve há 4 anos, ou se será lembrada mais como uma nova Olimpíada de Berlim-1936…