Essa discussão de PSOL e PT me lembrou de quando comecei a trabalhar na Câmara. A vereadora para quem eu trabalhava se recusava a assinar medalhas propostas para homens brancos e pastores porque, por princípio, discordava dos homenageados. Legítimo. Até chegar a vez dela precisar das assinaturas desses mesmos vereadores para aprovar as suas. Com o tempo, entendeu uma coisa que a prática ensina rápido: fazer política não é abandonar princípios, é aprender a construir maioria sem abandoná-los. Quem só aceita caminhar com quem pensa exatamente igual pode preservar a própria pureza, mas dificilmente consegue transformar seus princípios em política.