Aqui ainda debruçada sobre papéis, contas, estatísticas, números, fatos. Nada faz o menor sentido.
𝐏𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐭𝐮𝐫𝐧𝐨:
- Maior bancada de direita da história na Câmara e no Senado.
- Maior número de governadores de direita.
- Flávio na frente. Lula o único candidato de esquerda.
(Votos da direita divididos entre 3 candidatos).
𝐒𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐭𝐮𝐫𝐧𝐨:
- Quase todos os votos dos outros candidatos de direita vão para Lula.
- Milhões saíram da abstenção em número histórico.
- Virada histórica de Lula 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬. Em apenas três semanas, quem elegeu o Congresso mais conservador/liberal da história resolveru votar no Lula.
- Lula cresceu em 5.838 municípios e Flávio apenas em 184.
𝐁𝐎̂𝐍𝐔𝐒 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋 𝟐𝟎𝟐𝟔:
- Pesquisas que sempre erraram para a esquerda davam vitória ao Flávio. Mapa do primeiro turno majoritariamente azul.
- 4º mandato de um presidente nada popular.
- Virada inédita do 1º para o 2º turno.
- Queda histórica de nulos e brancos.
- Ex-advogado do candidato (indicado por ele ao STF) atendendo pedido para interromper a possível vitória do oponente.
- Fiscais expulsos da sala-cofre.
- Usurpação de competência do TSE pelo STF.
- Suspensão da apuração após o início.
- Datafolha e mais 18 pesquisas e trackings errando o vencedor.
🤯Em poucas horas, Lula sai da maior rejeição em 30 anos como político para o maior fenômeno eleitoral da história do Brasil. Fenômeno absoluto em estados profundamente conservadores como GO, MT, SC, PR e RS.
🤡Mas tudo dentro da normalidade democrática, claro. A da Venezuela.
@Puflito___ Eu tomei leite cru durante toda infância.
Sempre que vou ao interior busco por leite cru que é saúde pura.
Infelizmente o leite cru está proibido e parece uma insanidade você fazer essa solicitação.
O extrato de Lula não paga a vida de Lula
Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancário e fiscal, e Flávio faria bem em aceitar antes do café. A pergunta sobre a origem do dinheiro dele é legítima e segue sem resposta decente. O desafio, porém, vem com um número de prestidigitação que convém apontar. O presidente exibe o próprio extrato como se ali coubesse a própria vida. Não cabe. A vida de Lula está lançada no Orçamento da União, onde ele nunca precisou ser correntista.
Comece-se pela casa: 7,3 mil metros quadrados, 74 funcionários segundo um levantamento de 2023, onze motoristas para oito carros, um sofá de R$ 65 mil e uma cama de R$ 42 mil. O povo, em nome de quem tudo isso se compra, fica de pé pagando o estofado. A casa, no entanto, é a parte barata.
O caro em Lula é o movimento.
Até junho deste ano, foram 46 viagens internacionais, 41 países e 158 dias fora do Brasil. Só em 2025, a agenda externa custou R$ 44 milhões. Na França, a comitiva levou 14 autoridades, oito delas ministros, e a hospedagem passou de R$ 6 milhões. Oito ministros em Paris é uma sucursal do Planalto despachando de hotel, enquanto Brasília aguarda instruções por WhatsApp.
E há Janja. A primeira-dama não tem cargo, não tem mandato e não presta concurso, mas tem passaporte, e o usa com uma assiduidade que faria inveja ao Itamaraty. Desde 2023, foram 38 viagens internacionais e 182 dias no exterior, segundo levantamento até junho. São 24 dias a mais que o próprio presidente, o que transforma o Brasil no raro país em que a representação diplomática viaja mais que o representado. Para uma conferência sobre educação no Catar, a Polícia Federal enviou oito agentes com passagens compradas de véspera, a até R$ 31,4 mil cada. A conta passou de R$ 280 mil. A educação do Catar agradece.
Em casa, a coisa muda de nome, mas não de natureza. De janeiro ao início de agosto deste ano, Lula fez 52 viagens pelo país, e 40 delas foram para São Paulo, Rio, Bahia e Minas, coincidentemente os quatro maiores colégios eleitorais. Em 2026, a agenda presidencial registrou uma entrega anunciada a cada três dias. Às vésperas do defeso eleitoral, Lula reuniu no Planalto uma cerimônia com transmissão simultânea para doze cidades, despachou ministros, secretários, parlamentares e o vice-presidente para cortar fitas em seu nome e chamou de "papagaiada desgraçada" a lei que restringia sua participação nas inaugurações. Impedido de inaugurar, passou a visitar. A obra pela manhã; o palanque, à tarde.
Não há uma conta pública consolidada do custo dessa coreografia. Quando a inauguração vira palanque, o comício já chega pago pelo contribuinte. Desloca avião, carros blindados e batedores. Mobiliza deputados, governadores e ministros. Arrasta um séquito de assessores e servidores para a liturgia do aplauso. Tudo para que o presidente discurse diante de uma plateia de convertidos, entre os quais não faltam os aloprados, palavra que, convém lembrar, o próprio PT incorporou ao vocabulário nacional.
Resta o cartão corporativo, e aqui a comédia se escreve sozinha. Lula fez campanha contra os sigilos de cem anos do antecessor. Mal subiu a rampa, mandou abrir a fatura de Bolsonaro e deixou o país se divertir com cada nota de padaria. Quando a curiosidade pública se voltou para as despesas de sua própria administração, a transparência perdeu o entusiasmo. Neste mandato, os gastos com cartões corporativos ligados à estrutura da Presidência somaram cerca de R$ 82,5 milhões até agosto de 2026. Segundo o levantamento citado, quase 99% dessas despesas permaneceram sob restrição de detalhamento. Não é o cartão pessoal de Lula. É a estrutura que ele comanda, custeada por quem não pode consultar a fatura. O homem que hoje cobra de Flávio a abertura dos extratos administra um sistema em que quase tudo é segredo.
Que Flávio abra o extrato. Lula pode retribuir o gesto com algo bem mais barato para ele: a senha da fatura que o contribuinte paga há quase quatro anos sem poder ler.
Fui um dos primeiros a trazer esse assunto pra cá. Essa semana o Peter do @ancapsu falou a respeito. Não sei se isso influenciou ou não a criação do programa de fiscais do PL, mas isso não importa. O importante de fato é intensificar essa fiscalização no segundo turno.
Querem um dado alarmante? A abstenção no Piauí e na Bahia, locais conhecidos pela precária infraestrutura de transportes, foi menor do que em São Paulo e em vários estados do Sul e do Sudeste. Não para por aí. Esses mesmos locais, com abstenção abaixo da média, estão entre os últimos a transmitir os votos, fato esse "justificado" exatamente pela dificuldade de transportar as urnas e transmitir os dados, ou seja, são dados conflitantes. Indo mais a fundo, a votação após as 17:00 horas em diversas seções eleitorais acontece massivamente em Lula.
São indicadores preocupantes demais para ignorar. O PL precisa analisar os locais com maiores indícios para focar a fiscalização. Há seções com 100% de comparecimento e outras com muitos votos após o fim do horário regulamentar (com liberação manual, sem biometria).
Novamente, o Peter criou um site para ajudar a identificar esses locais: https://t.co/QEcgUMSFfh
Se eles fizeram isso no primeiro turno, imaginem agora no segundo. Não ignorem isso.
Vejam que fofo: missas e cultos estão sendo "monitorados" para ver se estão sendo cometidos crimes de opinião (que eles chamam de "crimes eleitorais"). Não é na China, ou Coreia do Norte, ou Cuba. É aqui no Brasil mesmo.
Entenda como isso é bom.
Lula jogou a bandeira do Brasil diante das câmeras logo depois de votar neste domingo, 4 de outubro, em São Bernardo do Campo. A cena durou poucos segundos, foi transmitida ao vivo e rapidamente começou a circular pelas redes sociais em pleno dia de eleição.
Encerradas as fotos com Alckmin, Lula embolou a bandeira brasileira e a arremessou, diante de jornalistas e fotógrafos.
Depois de votar, Lula falou aos jornalistas sobre democracia, soberania popular e respeito ao resultado das urnas. Disse ainda que o brasileiro teria de escolher entre o “fortalecimento do regime democrático” e a “barbárie”.
Enquanto isso, as imagens de Lula jogando a bandeira brasileira começaram a ganhar força nas redes sociais.
Segundo informações que circulam nos bastidores, integrantes da campanha de Lula teriam entrado em “pânico” com a repercussão do vídeo. Um membro da equipe teria dito: “Ele não podia ter feito isso; tem milhões de pessoas votando agora, vai custar votos.”
Em pleno domingo eleitoral, Lula produziu sozinho uma das cenas mais bizarras do dia; abriu a bandeira do Brasil para a fotografia e, segundos depois, embolou o símbolo nacional e o lançou para longe diante das câmeras. E tudo isso diante de um país que ainda está votando.
A destruição do Brasil: um retrato entre 2022 e 2026:
📈 Dívida/PIB: 71,7% → 82,9%
🏢 Estatais federais: +R$ 4,6 bi → –R$ 6,5 bi
💰 Resultado primário: +R$ 54,1 bi → –R$ 94,9 bi
De 2022 para 2026, os três indicadores apontam na mesma direção: mais dívida, estatais no vermelho e deterioração das contas públicas.