Cara que gosta de desenhar e fica meio triste às vezes. Metido a palhaço e com opiniões fortes sobre algumas coisas. Designer, ensaísta e ilustrador. (ele/dele)
Não que ela esteja errada, mas assim... Qualquer filme do Hitchcock replica essa dinâmica... Não é algo novo, de hoje. Stepford Wives, Vertigo, Bebê de Rosemary, Repulsa ao Sexo, Mensageiro do Diabo...
O terror entendeu antes de muita gente que o verdadeiro monstro de 2026 não mora numa casa assombrada.
Ele passa horas consumindo conteúdo red pill, acha que mulher deve satisfação, transforma rejeição em perseguição, chama abuso de “natureza masculina” e culpa o mundo inteiro pela própria incapacidade de lidar com um “não”.
O horror deixou de perguntar “quem é o assassino?” e passou a perguntar “que tipo de masculinidade tóxica produz esse comportamento?”.
E essa é uma das melhores evoluções recentes do gênero.
Em cada uma dessas obras, e eu incluo o ótimo Backrooms (2026) nisso, temos personagens masculinos mostrando como homens aparentemente comuns podem ser monstros com mulheres ao seu redor, um medo real do mundo real virando filme de terror, e isso é ótimo.