Só venho aqui para falar sobre coisas aleatórias e sobre o meu marido.
(Ela/Dela). 24y. Bi. Violoncelista.
Crente que odeia crente.
Neurodivergente sem diag.
Uma amiga minha parou de buscar a mãe no trabalho.
Não teve discussão.
Não teve ingratidão explícita.
Só teve um detalhe.
Durante quase dois anos ela saiu mais cedo do próprio serviço para buscar a mãe todos os dias.
Chuva.
Trânsito.
Cansaço.
Nunca reclamou.
Até o dia em que ficou presa numa reunião e não conseguiu ir.
A mãe precisou pegar um aplicativo.
Quando chegou em casa, ouviu:
"Você me deixou na mão."
Nem um "obrigada" pelos outros 700 dias.
Foi ali que ela percebeu uma coisa:
tem gente que recebe ajuda tantas vezes que para de enxergar aquilo como gentileza.
Passa a enxergar como obrigação.
E quando a gratidão desaparece, qualquer ausência parece uma traição.
Você acha que as relações acabam mais por falta de amor...
ou por excesso de costume?
normalizar deixar as pessoas para evitar o esgotamento da empatia. sim, eu te amo, mas estou cansado de ter que pedir para você me considerar, e estou cansado de você não ver onde errou.
a minha parte favorita de qualquer relacionamento é quando começamos a falar parecido, a dividir as mesmas manias e é como se uma linguagem secreta fosse criada, um universo habitado só por nós, que mais ninguém seria capaz de entender.