No Brasil, morar de aluguel é sinônimo de pobreza.
Ter um carro velho, ou nem ter carro, é sinônimo de fracasso.
Mas viver uma vida falsa, ostentando coisas que você não pode pagar, é considerado sucesso.
É por isso que a liberdade financeira é para poucos.
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sacrifico pra mim é escala 6x1, estar doente é não poder faltar, maternidade solo sem apoio, pegar três conduções lotadas por dia, escolher entre pagar o aluguel ou comprar comida…
Breno Bidon precisa ser testado na seleção!
Breno Bidon sempre foi apontado como um jogador diferente nos bastidores do Corinthians.
Companheiros de elenco nunca economizaram elogios ao garoto, especialmente pelo que ele mostrava nos treinos, quando atuava solto, confiante, com a personalidade que parecia desaparecer nos jogos oficiais.
Talvez esse fosse justamente o freio de sua explosão: a timidez.
Em campo, por muito tempo, Bidon parecia acuado, escondido do jogo, como se tivesse medo do próprio talento.
Mas essa fase, ao que tudo indica, ficou para trás.
A virada simbólica aconteceu, aparentemente, naquele drible memorável sobre Barros, do Vasco, na final da Copa do Brasil.
Lance que iniciou a jogada do gol do quarto título corintiano na competição.
A sensação que dá é que ali nasceu outro jogador.
E o que se viu ontem, contra a Ponte Preta, pode ter sido confirmação disso.
Bidon jogou com moral, confiança e atrevimento.
Teve dribles, tabelas, giros rápidos sobre os adversários…
Mas o lance que mais chamou atenção foi o domínio de uma bola que parecia cair do teto da Neo Química Arena.
Um controle absurdo, ganhando no corpo de um zagueiro com o dobro do seu tamanho.
O menino é diferente!
E o Corinthians precisa fazer de tudo para não perdê-lo tão cedo.
É claro: ele ainda é jovem e não dá para exigir que, neste momento, mude o patamar da seleção brasileira às vésperas de uma Copa do Mundo.
Seria uma responsabilidade pesada demais para quem só agora começa a assumir protagonismo no clube do Parque São Jorge (tanto que o torcedor já vai ao estádio mais curioso para ver Bidon do que Memphis, Garro ou Yuri Alberto).
Mas, diante da escassez quase constrangedora de meio-campistas no futebol brasileiro, é impossível ignorá-lo.
Breno Bidon merece, sim, ser testado por Carlo Ancelotti.
No mínimo, pode se tornar um reserva de luxo, capaz de entrar e mudar jogos travados.
Com sorte, pode ser a peça que faltava.
O arco para municiar as boas flechas que o Brasil tem do meio para frente.
Olho vivo, Ancelotti!
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