Bad Bunny Bom
Gene Simons, dos Kiss, declarou a morte do Rock em 2014. Na verdade, já os The Doors tinham feito o mesmo em 1969. É uma reflexão intemporal e continua.
Vem isto a propósito da estadia de Bad Bunny na Luz com dois concertos para cerca de 120 mil pessoas. Quando Portugal recebe estas estadias de dimensão global, as redes sociais e os grupos de WhatsApp agitam-se com os donos do gosto musical. Os que declaram o que é boa música e azeitice. Os que lamentam a histeria enquanto pregam o dogma do que “no meu tempo é que era bom”. A dificuldade em compreender a música de Bad Bunny, a tentação de ridicularizar e comparar com as sólidas bandas de rock das últimas décadas.
Foi igual com a residência de Taylor Swift na Luz e até, recentemente, com os concertos de Rosalía na MEO Arena.
Nem tentar compreender o que se está a passar em Lisboa não é sinal de inteligência porque vale muito a pena perceber o que é um Bad Bunny Bom.
O cantor de Porto Rico chegou ao reconhecimento universal, entre público e critica, com álbum mais recente. Um duplo disco, eu sei porque o tenho em vinil, que foi parar ao top de escolhas de publicações insuspeitas como a Pitchfork.
Não é substituir o rock, é um manifesto de resistência e transformar o desprezo e desrespeito pela cultura latina num enorme triunfo em jeito de de festa musical e colorida com as raízes de Bayamon. Benito tem 32 anos e conseguiu com DeBÍ TiRAR MáS FOToS dar canções irresistíveis mesmo para quem não percebe espanhol e deixa o corpo reagir ao rimo.
É tudo muito mais simples do que parece. As pessoas querem dançar, cantar, divertir-se. Pode parecer um conceito estranho em 2026 mas é muito básico. Os humanos precisam muito disto. Esta é a leitura mais básica do fenómeno. A isto temos que juntar a simbologia de uma resistência e revolta dos latinos em pleno regime trumpista. Aquele intervalo do Super Bowl foi um bálsamo contra o ICE.
Estamos nas bancadas da Luz rodeados de bandeiras da América Latina, com gerações tão diferentes, pais e filhos a dançarem, gente que veio de longe, turistas sorridentes que não percebem uma palavra de espanhol e sentimos que estamos do lado certo, estao do lado de Bad Bunny que entrega um belo espectáculo.
O rock não nos dá o frenesim rítmico dos singles de Bad Bunny mas não morreu. Brevemente temos os Iron Maiden no mesmo espaço e está tudo certo, Daqui a um ano, teremos, provavelmente, uma residência de uma banda rock/pop e vai estar tudo bem.
Não aproveitar para aderir à festança latina do Bad Bunny é que é um desperdício. O Pedro Adão Silva explica tudo isto muito melhor no artigo de hoje na última página do Público.
Longa vida a Benito!
O Estádio da Luz transformou-se num mar de emoções quando Bad Bunny decidiu pausar o ritmo frenético do espetáculo para falar diretamente ao coração dos fãs. Com fotografias do público a passar nos ecrãs ao som de “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, o cantor relembrou a importância de valorizar as memórias e o presente, desafiando a multidão a esquecer os erros do passado e a focar-se apenas no presente.
🎥: Vídeo amador
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Cada persona en Puerto Rico tiene memorias de hace 4 años de ese verano y de cuando salió este disco. La vibra fue diferente, el verano completo lo fue. Ni fue un álbum, fue una época🇵🇷
Gracias Benito, hoy “Un Verano Sin Ti” está de aniversario, que rápido🌴
A competição terá três fases e o clube vencedor será conhecido a 7 de junho! 🎮🏆
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#NuncaSeráSóUmJogo | #TaçaMastersDiogoJota
Lionel Messi é bizarro, o post que ele fez sozinho no Instagram teve mais engajamento e visualizações que a collab Vinicius Jr, Mbappé e Cristiano Ronaldo fizeram juntos.