Artigo pesado do Fernando Schüler, mas necessário. 😢
“O que me fica na cabeça é a imagem daquele quarto. Este tipo monstruoso chamado Jairinho levando um guri alegre, de 4 anos, com a vida pela frente, lá para dentro, trancando a porta, ligando a TV em volume alto para ninguém escutar e enchendo de pancadas. Depois o guri saindo, mancando, o olhar apavorado, o choro contido, indo pro colo da empregada, a Thayná.
No dia fatal, foram vinte e tantas pancadas. Na cara, na cabeça, no nariz, na barriguinha, hemorragia interna, edema cerebral. Peço desculpas por escrever estas coisas, em uma coluna onde geralmente trato do Brasil. Mas hoje não dá. Preciso falar sobre o menino Henry.
A verdade é que não me conformo. Tenho um filho pequeno, imagino a dor do pai do Henry, nestes anos todos, e acho que ninguém deveria ficar indiferente, diante disso. Não me conformo com uma pena de apenas 40 anos para este assassino monstruoso. Uma pena que vai se transformar em muito menos, pelas progressões e pela brandura de nossa legislação. E de jeito nenhum me conformo com o “perdão judicial” para a mãe do Henry, Monique.
Ela inequivocamente sabia de tudo. Sabia das agressões, viu os hematomas no filho e mantinha aquele sujeito dentro do apartamento. A Thayná avisou, mandou mensagem, mandou vídeo com o guri violentado. E ela estava lá, dentro daquele apartamento, quando o espancamento final aconteceu, e era de fato a única pessoa que podia salvar o Henry.
Ao invés disso, não fez nada. E diante do menino morto mandou a empregada ficar quieta para não incriminar o casal. É simplesmente um sintoma da nossa completa perda de valores sugerir que a culpa atribuída a Monique seja algum tipo de “discriminação de gênero”.
Há poucas coisas mais desprezíveis do que usar retórica ideológica para justificar a maldade e o crime. Monique era a mãe. Não se trata de ser perfeita, mas de fazer o mínimo. Ela tinha a guarda do filho, era responsável por ele. E sabia o que estava acontecendo. (…)
O caso do menino Henry está longe de ser um caso isolado. O Disque 100, nosso canal de denúncias, só em 2024 registrou 289 mil denúncias sobre violações contra crianças e adolescentes. 33 registros por hora, Brasil afora. Violência, maus-tratos, abandono, agressão sexual.
No caso de crianças de 0 a 6 anos, perto de 80% dos casos acontece dentro de casa. As mães são as mais identificadas como agressoras. Depois os pais, e ainda depois padrastos, madrastas e outros parentes. Há uma barbárie silenciosa espalhada pelo País. Por alguma razão, falamos pouco sobre isso. E a não-sentença dada a Monique diz algo bastante sombrio sobre tudo isso.
A melhor homenagem que podemos fazer ao Henry é sermos pessoas melhores. Melhores pais e melhores mães. Melhores padrastos e madrastas. Melhores avós e o que mais pudermos ser. Podemos prestar atenção, falar sobre este assunto e ajudar organizações que protegem crianças. E ainda agora podemos exigir que um crime bárbaro como este não seja perdoado ao sabor de alguma retórica.
A ideologia é um tipo perverso de indiferença. O ato soberbo de quem no fundo não se importa que o menino Henry não terá uma vida para viver. Que morreu aterrorizado, em um apartamento com a mãe e o padrasto, espancado, fruto da displicência criminosa de quem deveria ter cuidado para que ele pudesse viver, e não morrer daquela maneira.”
Gigante no passado e no presente. ⭐️
Inspirada na conquista de 1966, a nova camisa away do Cruzeiro homenageia um capítulo inesquecível da Raposa! 🦊
#adidasFootball
10 coisas para fazer com seus pais antes que seja tarde demais:
1. Grave a voz deles. Um dia, ouvir uma história simples contada por eles poderá ser tudo o que você gostaria de escutar novamente.
2. Filme o riso deles. O riso espontâneo preserva a essência de quem eles são de uma forma que nenhuma fotografia consegue capturar.
3. Fotografe as mãos deles. Essas mãos trabalharam, cuidaram de você e ajudaram a construir o mundo em que você vive.
4. Guarde a letra deles. Peça que escrevam um bilhete ou uma carta. A caligrafia é uma das marcas mais pessoais que alguém deixa.
5. Pergunte sobre os sonhos que tiveram. Antes de serem seus pais, eles tinham planos, ambições e desejos próprios.
6. Pergunte sobre as batalhas que enfrentaram. Muitas dificuldades foram carregadas em silêncio para que sua infância fosse mais leve.
7. Pergunte sobre os arrependimentos que têm. Não para julgá-los, mas para compreender com mais profundidade a humanidade por trás deles.
8. Cozinhem juntos. Mais importante do que a comida é o tempo compartilhado e as memórias criadas no processo.
9. Assistam ao filme favorito deles. Cada obra querida carrega lembranças, emoções e histórias de outra época.
10. Sentem em silêncio. Nem sempre são necessárias palavras. Às vezes, a simples presença é a forma mais profunda de conexão.
No fim, o que permanece não são apenas as grandes conversas ou ocasiões especiais, mas os detalhes aparentemente comuns: a voz, o riso, as histórias, os gestos e a presença de quem ajudou a moldar sua vida.
Enquanto ainda é possível, registre, pergunte, escute e esteja presente, porque um dia essas pequenas coisas se tornarão algumas das lembranças mais valiosas que você terá.
Tão importante quanto a vitória ontem foi a resposta anímica do time.
Artur Jorge está trabalhando muito a parte mental.
Ontem a conversa de time frouxo não foi ventilada em momento nenhum.
Este é o espírito de time CAMPEÃO!!!
Esse é o @Cruzeiro!!!
🦊💙⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️💙🦊
@ivanildoiii Já tive esse desprazer com o entregador do @iFood que jurava que estava na portaria me esperando, sendo que eu estava na portaria. O pilantra estava há uns 100 metros do local e não quis completar o percurso. Dito isso fiquei sem meu dinheiro e sem meu almoço.
Que diferença absurda. Credo. Ganhando de 3. Pressionando a saída de bola. Dominando o jogo por completo. Que diferença absurda. Creeeeeedddooooo. Bem vindo Artur