Para certos liberais de salão e conservadores de banho tomado, ou seja, aquela ala chamada “direita limpinha” que sonha com os votos de Bolsonaro sem o incômodo de Bolsonaro, Flávio, no momento, representa o instante preciso em que o movimento trocou a fúria antissistema, reformista e moralmente inflamada de 2018 pela mera sobrevivência política e jurídica. E isso é muito perigoso, é bom que se diga. Não o veem como herdeiro das virtudes originais, mas como o artífice das pontes com o Centrão, como se fosse um crime, ou o diluidor pragmático que desidratou as bandeiras e as transformou em arranjos de governabilidade. A questão que se impõe, cruel e inescapável, é se essa fratura interna conseguirá, afinal, impedir a vitória de Flávio. Pode impedir, sim. Eis o verdadeiro perigo: o chamado “fogo amigo”, essa especialidade nacional da direita brasileira, que tantas vezes atira em si própria com mais precisão do que contra o adversário, alijando Flávio do 2º Turno. Por outro lado, se o segundo turno se materializar e se nele estiverem Flávio e Lula, ou Flávio e outro qualquer, assistir-se-á, quase por fatalidade histórica, à união forçada de todos os espectros da direita: dos bolsonaristas mais duros aos liberais mais hesitantes e envergonhados. Essa união se cristalizará em torno de dez razões substantivas, suficientes para justificar o voto de todos. Vejamos.
1. Herança e continuidade do legado
Filho mais velho, o “01”, Flávio encarna a transmissão sanguínea e política do capital acumulado por Jair. Votar nele não é mero gesto sentimental: é a forma mais direta de fazer perdurar, nas instituições, a visão de país que o pai representou.
2. Lealdade inquestionável
No Senado, durante e após o governo, Flávio foi dos mais ferrenhos escudos do pai. Essa lealdade familiar e ideológica funciona como garantia quase contratual de que as pautas originais não serão traídas por conveniência.
3. Alinhamento aos valores conservadores
Defensor explícito do lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, Flávio não foge da guerra cultural. Oposição ao aborto, à ideologia de gênero e à dissolução dos modelos tradicionais de família permanece, nele, intransigente e isso, para a base, é bom lembrar, é critério não negociável.
4. Perfil de articulador
Diferente dos temperamentos mais inflamados da família, Flávio revela-se o mais diplomático e pragmático. Sua capacidade de dialogar com o Centrão e demais forças do Congresso é vista não como traição, mas como habilidade para aprovar agendas e garantir mínima estabilidade institucional.
5. Defesa do enxugamento do Estado
Fiel à retórica antipetista de contenção de gastos, Flávio tem atuado no Senado em favor de privatizações, redução de impostos, desburocratização e diminuição da interferência estatal na economia e na vida privada. Pautas liberais clássicas que deverão ecoar nas mentes mais obtusas do momento, como o autoproclamado “liberal dos liberais”, Rodrigo Constantino.
6. Oposição frontal à esquerda
Uma das vozes mais ativas contra o governo petista no Senado, Flávio oferece à militância a imagem reconfortante de quem confronta diariamente o adversário no coração do poder.
7. Experiência parlamentar consolidada
Não é um novato. Deputado estadual por vários mandatos no Rio e senador da República, conhece os meandros do Legislativo como poucos. Essa familiaridade com a máquina é vista como antídoto contra o amadorismo que tantas vezes comprometeu a direita.
8. Prioridade à segurança pública
Herdeiro da linha dura bolsonarista, Flávio defende as polícias, o excludente de ilicitude em operações, o direito à legítima defesa e o acesso a armas para CACs, bandeiras que, para grande parte do eleitorado, definem o próprio DNA do movimento conservador.
9. Apoio ao agronegócio e ao livre mercado
Próximo da bancada ruralista e do setor produtivo, Flávio encarna a defesa de um Brasil que cresce sem as algemas regulatórias excessivas do Estado, sustentando o argumento de que o campo e o empreendedorismo são motores insubstituíveis da economia.
10. Representação do antissistema institucionalizado
Ainda que inserido no jogo parlamentar, Flávio mantém o discurso de insatisfação com o Judiciário ativista e com a velha mídia. Para os bolsonaristas, ele simboliza a possibilidade de combater o sistema usando as próprias regras do sistema, sem romantismos golpistas, mas sem rendição.
Essas dez razões, se devidamente assimiladas, deveriam bastar para calar as divergências internas e unir a direita em torno de um objetivo concreto: derrotar Lula e o PT. São argumentos robustos o suficiente para justificar a convergência. Resta, porém, o grande risco, já mencionado: o fogo amigo. Se a direita, ainda imatura em sua cultura política, persistir em fuzilar o próprio candidato, poderá simplesmente impedir que Flávio chegue ao segundo turno. E, nesse caso, o resto será silêncio. Ou, pior, será o triunfo previsível da esquerda. Convém pensar nisso agora, antes que seja tarde.
Para certos liberais de salão e conservadores de banho tomado, ou seja, aquela ala chamada “direita limpinha” que sonha com os votos de Bolsonaro sem o incômodo de Bolsonaro, Flávio, no momento, representa o instante preciso em que o movimento trocou a fúria antissistema, reformista e moralmente inflamada de 2018 pela mera sobrevivência política e jurídica. E isso é muito perigoso, é bom que se diga. Não o veem como herdeiro das virtudes originais, mas como o artífice das pontes com o Centrão, como se fosse um crime, ou o diluidor pragmático que desidratou as bandeiras e as transformou em arranjos de governabilidade. A questão que se impõe, cruel e inescapável, é se essa fratura interna conseguirá, afinal, impedir a vitória de Flávio. Pode impedir, sim. Eis o verdadeiro perigo: o chamado “fogo amigo”, essa especialidade nacional da direita brasileira, que tantas vezes atira em si própria com mais precisão do que contra o adversário, alijando Flávio do 2º Turno. Por outro lado, se o segundo turno se materializar e se nele estiverem Flávio e Lula, ou Flávio e outro qualquer, assistir-se-á, quase por fatalidade histórica, à união forçada de todos os espectros da direita: dos bolsonaristas mais duros aos liberais mais hesitantes e envergonhados. Essa união se cristalizará em torno de dez razões substantivas, suficientes para justificar o voto de todos. Vejamos.
1. Herança e continuidade do legado
Filho mais velho, o “01”, Flávio encarna a transmissão sanguínea e política do capital acumulado por Jair. Votar nele não é mero gesto sentimental: é a forma mais direta de fazer perdurar, nas instituições, a visão de país que o pai representou.
2. Lealdade inquestionável
No Senado, durante e após o governo, Flávio foi dos mais ferrenhos escudos do pai. Essa lealdade familiar e ideológica funciona como garantia quase contratual de que as pautas originais não serão traídas por conveniência.
3. Alinhamento aos valores conservadores
Defensor explícito do lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, Flávio não foge da guerra cultural. Oposição ao aborto, à ideologia de gênero e à dissolução dos modelos tradicionais de família permanece, nele, intransigente e isso, para a base, é bom lembrar, é critério não negociável.
4. Perfil de articulador
Diferente dos temperamentos mais inflamados da família, Flávio revela-se o mais diplomático e pragmático. Sua capacidade de dialogar com o Centrão e demais forças do Congresso é vista não como traição, mas como habilidade para aprovar agendas e garantir mínima estabilidade institucional.
5. Defesa do enxugamento do Estado
Fiel à retórica antipetista de contenção de gastos, Flávio tem atuado no Senado em favor de privatizações, redução de impostos, desburocratização e diminuição da interferência estatal na economia e na vida privada. Pautas liberais clássicas que deverão ecoar nas mentes mais obtusas do momento, como o autoproclamado “liberal dos liberais”, Rodrigo Constantino.
6. Oposição frontal à esquerda
Uma das vozes mais ativas contra o governo petista no Senado, Flávio oferece à militância a imagem reconfortante de quem confronta diariamente o adversário no coração do poder.
7. Experiência parlamentar consolidada
Não é um novato. Deputado estadual por vários mandatos no Rio e senador da República, conhece os meandros do Legislativo como poucos. Essa familiaridade com a máquina é vista como antídoto contra o amadorismo que tantas vezes comprometeu a direita.
8. Prioridade à segurança pública
Herdeiro da linha dura bolsonarista, Flávio defende as polícias, o excludente de ilicitude em operações, o direito à legítima defesa e o acesso a armas para CACs, bandeiras que, para grande parte do eleitorado, definem o próprio DNA do movimento conservador.
9. Apoio ao agronegócio e ao livre mercado
Próximo da bancada ruralista e do setor produtivo, Flávio encarna a defesa de um Brasil que cresce sem as algemas regulatórias excessivas do Estado, sustentando o argumento de que o campo e o empreendedorismo são motores insubstituíveis da economia.
10. Representação do antissistema institucionalizado
Ainda que inserido no jogo parlamentar, Flávio mantém o discurso de insatisfação com o Judiciário ativista e com a velha mídia. Para os bolsonaristas, ele simboliza a possibilidade de combater o sistema usando as próprias regras do sistema, sem romantismos golpistas, mas sem rendição.
Essas dez razões, se devidamente assimiladas, deveriam bastar para calar as divergências internas e unir a direita em torno de um objetivo concreto: derrotar Lula e o PT. São argumentos robustos o suficiente para justificar a convergência. Resta, porém, o grande risco, já mencionado: o fogo amigo. Se a direita, ainda imatura em sua cultura política, persistir em fuzilar o próprio candidato, poderá simplesmente impedir que Flávio chegue ao segundo turno. E, nesse caso, o resto será silêncio. Ou, pior, será o triunfo previsível da esquerda. Convém pensar nisso agora, antes que seja tarde.
The political persecutions by sanctioned human rights abuser Alexandre de Moraes continue, as he and others on Brazil's supreme court have unjustly ruled to imprison former President Jair Bolsonaro.
The United States will respond accordingly to this witch hunt.
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