Sikêra Jr. foi condenado a três anos de reclusão e multa por ter chamado a comunidade LGBTQIA+ de “raça desgraçada” e por associar, de forma falsa e generalizada, a homossexualidade a crimes como pedofilia, abuso infantil, desvio moral e ameaça à família.
No entanto, como tantas vezes acontece no Brasil, a lei não se aplica de maneira igual para todos: a pena foi convertida em serviços comunitários e multa, e ele ainda poderá recorrer novamente.
O mais perturbador é que, em seu programa de TV, Sikêra reproduziu uma cena do quadrinho Deus Ama, o Homem Mata, na qual um pastor preconceituoso desumaniza o mutante Noturno, da mesma forma que ele desumanizou uma pessoa trans.
A vida, mais uma vez, imitando a arte.
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