🔴 Vamos por partes, deputada.
1️⃣ Ninguém aqui questiona se seus assessores fazem relatório, briefing ou respondem e-mails.
O questionamento é simples e jurídico: existe desvio de função.
Se eles são contratados formalmente como secretários parlamentares, qualquer atividade paralela, como maquiar, pentear ou produzir sua estética pessoal, é, sim, desvio de função.
Cargo público não é PJ de luxo.
2️⃣ “Mas eles também fazem maquiagem quando podem” não é argumento.
Isso apenas confirma o problema. Porque cargo público tem atribuição específica. Não existe no rol de funções de secretário parlamentar:
•Maquiagem,
•Produção de imagem pessoal,
•Design estético.
Isso não está na lei. Está na sua vaidade. E quem paga é o povo.
3️⃣ A senhora quer transformar crítica legítima em “perseguição”, mas na verdade o que existe aqui é fiscalização do uso de dinheiro público.
E se isso te incomoda, talvez você tenha esquecido que ocupar um cargo eletivo é estar sujeito à transparência total, inclusive dos próprios excessos e deslumbres.
4️⃣ Falar que foi perseguida porque “a extrema-direita replicou” não cola.
Se amanhã a extrema-direita diz que água molha, isso não faz a água secar.
Ter seus atos questionados por gente que você não gosta não anula a legitimidade do questionamento.
5️⃣ E aqui vai um lembrete básico de Direito Administrativo, que parece ter escapado:
O princípio da legalidade não é opcional.
Agente público só pode fazer aquilo que a lei permite expressamente.
Se não está na descrição do cargo “serviço de maquiagem”, então fazer isso com verba pública não é favor, não é mimo, não é carinho. É ilegalidade.
6️⃣ Não é uma questão estética, nem moral. É jurídica.
Se a senhora quer ter maquiador pessoal, tenha. Com o seu dinheiro. Não com verba pública.
Da mesma forma que qualquer trabalhador brasileiro que luta todo dia pra pagar suas próprias contas, sem cargo, sem privilégio, sem verba de gabinete.
7️⃣ A política não é palco.
Deputado não é influencer de luxo. O mandato não é camarim.
E o dinheiro público não é pra financiar nem estética, nem deslumbramento.
8️⃣ Por fim, deputada, não se engane:
Você pode tentar reduzir qualquer crítica a transfobia, racismo ou misoginia. Mas o povo sabe a diferença entre luta e ostentação.
Entre representar e se aproveitar.
E, mais cedo ou mais tarde, a conta chega.