OS BLOGUEIROS DE CRACHÁ NUNCA DESAPARECERAM. APENAS MUDARAM DE DISFARCE.
Há uma diferença abismal entre fazer jornalismo e fazer militância política com um microfone na mão. E há quem pareça ter perdido completamente a capacidade de distinguir uma coisa da outra.
Ana Paula do Vôlei resolveu ressuscitar uma acusação contra Felipe Moura Brasil: a de que ele teria passado a criticar Bolsonaro porque não conseguiu a chefia da SECOM.
E as provas, Ana Paula? Onde estão?
Porque falar até um papagaio fala. Difícil é sustentar aquilo que se diz.
Felipe, pelo contrário, apresenta declarações públicas de agosto e novembro de 2018, anteriores à escolha do chefe da SECOM, nas quais já rejeitava ocupar cargos no governo e reafirmava a sua independência jornalística.
Perante documentos, datas e declarações verificáveis, não basta aparecer diante de uma câmara a distribuir acusações e a diagnosticar supostas dores de cotovelo.
Isso não é investigação. É mexerico político com pretensões de jornalismo.
E depois temos Luís Ernesto Lacombe, que acha particularmente espirituoso chamar «Felipe Morra Brasil» a um jornalista que já foi alvo de ameaças de morte.
Que extraordinária demonstração de elevação intelectual! Quando faltam argumentos, recorre-se à deturpação do nome. Uma infantilidade indigna de quem pretende ser levado a sério.
Mas a cereja no topo deste espetáculo de servilismo político é chamar Felipe Moura Brasil de «isentão».
ISENTÃO?!
Desde quando a independência perante políticos se tornou um defeito profissional?
Desde quando um jornalista tem a obrigação de beijar os pés de Bolsonaro para demonstrar que não gosta de Lula?
Desde quando denunciar irregularidades de um governo significa trabalhar para os seus adversários?
Jornalismo não é uma declaração de amor a políticos. Não é uma claque organizada. Não é um concurso para descobrir quem bajula melhor o seu líder de estimação.
E a ironia é deliciosa: Ana Paula ainda invoca a reportagem «Os blogueiros de crachá», de Felipe Moura Brasil.
Talvez o problema de certos comentadores com essa reportagem seja precisamente a pergunta que ela continua a levantar: onde termina o jornalismo e começa a militância remunerada ou disfarçada de informação?
Quanto à famosa «dor de cotovelo», Ana Paula, convém ter cuidado com os diagnósticos à distância. Porque quem parece incapaz de aceitar que um jornalista tenha independência para criticar os seus políticos favoritos não está propriamente a dar uma lição de liberdade de pensamento.
O verdadeiro teste de um jornalista não é atacar os políticos de quem não gosta. É ter coragem de investigar e criticar aqueles de quem gosta.
O resto pode ser propaganda, fanatismo, bajulação ou oportunismo. Jornalismo é que não passa a ser só porque alguém tem um microfone, uma audiência e uma opinião aos gritos.
Agora assistam ao vídeo.
Primeiro, as acusações de Ana Paula do Vôlei.
Depois, a resposta de Felipe Moura Brasil, acompanhada das declarações que ele apresenta para as contrariar.
De um lado, acusações sobre intenções e ressentimentos. Do outro, documentos e datas que podem ser confrontados.
Tirem as vossas conclusões.
Porque a língua não tem ossos, mas a credibilidade deveria ter coluna vertebral.
Eles são doutrinados aos poucos, desde pequeninos nas escolas, e quando você percebe, já transformaram os nossos filhos e netos em monstros irreversíveis.
Desgosto!
E o pior é que isto está ocorrendo dentro de todas as religiões.
Por isso, é essencial a reflexão:
VOCÊ VAI A IGREJA 👇🏼 BUSCANDO CONFORTO, ACOLHIMENTO E FÉ E ACABA OUVINDO POLÍTICA?!?!??
🚨🇧🇷 Uma agência de viagens de São Miguel do Oeste (SC), afirma que passou a receber pedidos de clientes para cancelar viagens ao Nordeste depois do resultado da eleição presidencial. O relato está num vídeo nas redes sociais da empresa. Nele, duas representantes dizem estar decepcionadas com o resultado e citam o movimento para boicotar o Nordeste.
Mesmo assim, elas pedem que os clientes mantenham as viagens. “Vá, podem ir para o Nordeste, compre conosco o seu pacote”, diz uma delas. Segundo a agência, os parceiros na região são trabalhadores honestos e “acreditam na mesma coisa” que os clientes.
No vídeo, elas também dizem que “essas eleições não foi o povo quem escolheu” e que “nós não temos um presidente, nós temos um rei. O nosso rei é Jesus Cristo”. Uma delas afirma que a empresa prosperou “mesmo no governo Lula”.
Em Campos dos Goytacazes, do primeiro pro segundo turno, o Lula ganhou TODOS os votos nulos, TODOS os votos brancos, TODAS as abstenções, TODOS os votos do Cury, TODOS os votos do Caiado, TODOS os votos do Renan, TODOS os votos do Zema e mais MIL VOTOS do Flávio, enquanto o Flávio apenas encolheu esses mil votos.
A chance disso acontecer organicamente é a mesma que você ganhar 1.300 vezes seguidas na mega sena.
Então me fala o que é mais provável? O Lula ganhou 1.300 vezes seguidas na mega sena OU ele simplesmente fraudou a eleição? Pergunta retórica, afinal apenas uma das duas hipóteses é realmente possível de acontecer.