Hoje a Netflix vai exibir 2 jogos ao vivo.
15h — Kansas City Chiefs vs Pittsburgh Steelers, na cidade de Pittsburgh, Pensilvânia.
18h30 — Houston Texans vs Baltimore Ravens, na cidade de Houston, Texas.
O show da Beyoncé é no intervalo do SEGUNDO jogo, por volta das 19h30—20h.
Pois eu já tenho a minha nota pra o “Cowboy Carter”. Uma continuação majestosa do que ela começou com o Renaissance.
Eu amo álbuns com interludes, mas imagina convidar a DOLLY PARTON e o WILLIE NELSON como feat e colocar eles em uma faixa de transição? Só a ironia dessa sacada já valeria por tudo desse álbum. Pra bom entendedor…
Ela já vinha falando que não era um álbum de country, mas um álbum da Beyoncé. E fica nítido isso quando a gente ouve sample de funk em Spaghetti, ela trazendo a cultura latina em Flamenco, metendo Good Vibrations do Beach Boys em “Ya Ya“. Qual álbum de country teriam essas refs? Nenhum! Apenas o Cowboy Country.
A Beyoncé é craque em lançar umas melisma árabe em suas apresentações ao vivo, mas finalmente a gente pode ter isso registrado em “Daughter”, a minha música favorita do álbum.
A ideia de uma Beyoncé no meio country já tinha sido plantada lá em Daddy Lessons, no Lemonade. Mas ela aprimorou e regou aquela semente pra hoje trazer um dos seus álbuns mais bem produzidos e também conceituais.
Trazer uma versão de “Jolene” em 2024 pra um álbum parece ser a coisa mais ultrapassada possível. Mas não quando você coloca a Dolly Parton no interlúdio comparando a Jolene com a BECKY WITH THE GOOD HAIR. Ahhh, vai se fuder Beyoncé, você é a maior.
Não preciso nem falar sobre o cover de Blackbird, uma das minhas músicas favoritas dos Beatles, que agora ganha essa versão extraordinária na voz da maior artista da minha geração. A parceria com a Miley Cyrus, Shabooezy, Tanner Adell e Post Malone trazem para o álbum um frescor das vozes da nova geração, que tem suas histórias atreladas a country Music. Todas são ótimos singles para se trabalhar em apresentações ao vivo, videoclipes e rádio.
Não tem outra nota para esse álbum. E olha que eu sou insuportável. Mas esse é o 10/10 da Beyoncé.
“Passei muito tempo cantando em esteiras enquanto crescia (não de salto alto), correndo no parque e fazendo muitos agachamentos e elevações de panturrilhas.
Eu aprendi a dançar de salto por volta dos doze ou treze anos. Meus pais construíram um deck no quintal que era um mini palco para que eu pudesse praticar para um showcase que fizemos com o Destiny’s Child para conseguir um contrato de gravação.
Todas nós começamos a dançar de salto alto com os joelhos dobrados, mas depois de um verão muito quente de ensaios naquele calor do Texas, estávamos dando cambalhotas com esses saltos.
[...] Então não é uma surpresa que eu acabe fazendo turnê de salto alto. Sinto que quando estou treinando para uma turnê, treino como qualquer outro atleta. Exceto que eu faço isso de salto alto.”
— Beyoncé para CR Fashion Book