Luísa Sonza, aos 22 anos, viveu algo que nenhuma artista deveria passar: virou alvo de um dos maiores ataques coletivos da internet brasileira. Teve um dos vídeos com mais dislikes do YouTube, a família foi drasticamente ameaçada de mort*, e o motivo disso tudo? Nenhum. Absolutamente nenhum.
Ela foi massivamente atacada por uma narrativa baseada em mentiras, como uma traição que nunca existiu. Mas não parou por aí: inventaram acusações absurdas, cruéis, desumanas. Tudo isso contra uma mulher que na prática, não tinha feito nada.
Enquanto a Anitta alcançava um patamar na carreira com músicas, como “Bang” e Pabllo Vittar com “K.O.”, a ascensão da Luísa também acontecia, mas impulsionada por ódio, ataques e perseguição. Ela cresceu em um meio de ódio, sendo uma MENINA.
Quando a acusação de injúria ganhou repercussão, a maioria do público, não se preocupou com o ato em si, e em quem ESPECIFICAMENTE praticou. As piadas envolvendo a situação, os trocadilhos usados no nome dela para aparecer algo “engraçado”, os constantes virais sobre o caso, podem justificar isso.
Luísa sonza errou drasticamente no crime, agora a pergunta é: o que mais vocês querem dela? Ela resolveu toda a situação de maneira moral e jurídica, a própria VÍTIMA DO CASO PEDIU PARA QUE AS PESSOAS NÃO FALASSEM MAIS SOBRE O CASO. O que vocês querem mais?
Enquanto isso, MC Ryan SP, mesmo com vídeos de agressão contra a própria esposa, segue no topo das paradas, praticamente intocado. E ele não é exceção, é regra. Homens na indústria acumulam polêmicas CRIMINOSAS e continuam sendo consumidos, apoiados e muitas vezes, aclamados por tirar uma camisa.
Por que com eles não acontece nada?
Por que o erro deles é relativizado, enquanto mulheres são massacradas por muito menos, ou até por nada?
O caso da Luísa não é isolado. É um retrato claro de como misoginia funciona: exagera, distorce, persegue, e depois finge que é “crítica”.
Vocês são apenas misóginos.