Gravíssimo! O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado sob suspeita de instrumentalização da instituição. Ministro André Mendonça e servidores teriam sido monitorados ilegalmente. Uma vergonha!
Eu adoro esse cara da Gazeta. Não lembro o nome agora mas ele me remete ao meu professor Di Franco (de ética). Não errou uma desde o começo da ditadura da toga, tem sido incansável.
Que sorte a nossa um mundo c/pessoas de princípios inegociáveis
Alexandre de Moraes e André Mendonça estão no centro de uma nova crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF). Neste comentário, o presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, analisa o embate entre os dois ministros, questiona a atuação de Moraes e defende a postura de Mendonça na condução das investigações.
Guilherme também aborda as acusações envolvendo Moraes, o inquérito das fake news, a crise no STF e o papel de Edson Fachin, dos demais ministros e do Senado diante do conflito. Para o comentarista, o caso ultrapassa disputas políticas e envolve o equilíbrio entre os Poderes, a Constituição e o futuro das instituições brasileiras.
O Brasil está diante de um dos momentos mais graves de sua história institucional. As informações que vieram a público sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades com o banqueiro Daniel Vorcaro revelam fatos cuja gravidade exige apuração imediata, independente e exaustiva. Nunca o Supremo Tribunal Federal esteve submetido a um conjunto tão robusto de suspeitas de corrupção, conflitos de interesse e captura por interesses privados envolvendo seus ministros.
O Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Senado Federal e a Polícia Federal são as instituições constitucionalmente responsáveis pelas apurações e por eventuais processos de responsabilização. No entanto, há razões objetivas para preocupação quanto à capacidade de essas instâncias atuarem com a necessária independência.
As informações já divulgadas indicam que outros ministros do STF receberam dinheiro e mantiveram relações com pessoas, empresas ou interesses associados ao banqueiro e ao Banco Master. O procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal receberam hospitalidade e entretenimento de luxo custeados pelo empresário no exterior. No Senado Federal, importantes lideranças governistas e oposicionistas, incluindo seu presidente, aparecem vinculadas ao entorno político e empresarial relacionado ao caso. Tampouco se pode ignorar que a crise será objeto de intensa disputa política-eleitoral.
Como ocorreu em outros momentos de ameaça à corrupção sistêmica, é previsível a mobilização de campanhas de desinformação, operações de construção de narrativas explorando a polarização política, ataques digitais coordenados, tentativas de deslegitimar e intimidar agentes públicos.
A sociedade brasileira deve permanecer vigilante e exigir três compromissos inegociáveis das autoridades competentes: investigação integral dos fatos, transparência máxima dos procedimentos e defesa das instituições.
A corrupção volta a se apresentar, mais uma vez, como uma grave ameaça à estabilidade democrática brasileira. Ao corroer a confiança nas instituições, distorcer o exercício do poder e enfraquecer a igualdade perante a lei, ela compromete os próprios fundamentos da República. Mas é justamente por essa razão que o país não pode se esquivar de enfrentá-la.
Qual servidor?
Quem utilizava aquele telefone quando ocorreram as comunicações?
Portanto, ministro Fachin, não estamos diante de uma pergunta criada depois das revelações desta semana.
NÓS JÁ ESTÁVAMOS PROCURANDO ESSA RESPOSTA.
E os fatos que surgiram agora tornam aquela pergunta ainda mais importante.
Hoje existem novas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.
Existem referências a Alexandre de Moraes.
Existem perguntas feitas às vésperas da operação da Polícia Federal.
Existem pedidos para “desarmar”, “bloquear” e “sensibilizar” autoridades.
E existe uma linha telefônica que, segundo a resposta oficial recebida durante os trabalhos da CPMI, estava vinculada ao Supremo Tribunal Federal.
Por isso, volto a perguntar:
QUEM UTILIZAVA AQUELE TELEFONE?
E agora faço essa cobrança diretamente ao Presidente do Supremo Tribunal Federal:
IDENTIFIQUE.
ESCLAREÇA.
PRESERVE OS REGISTROS.
E LEVE OS FATOS AO PLENÁRIO.
O Brasil não pode descobrir que um telefone institucional do Supremo apareceu relacionado às comunicações de Daniel Vorcaro e simplesmente parar na informação de que a linha estava vinculada ao STF.
O PAÍS PRECISA SABER QUEM ESTAVA DO OUTRO LADO.
E todas essas perguntas continuam existindo independentemente da discussão que surgiu sobre competência ou nulidade processual.
Uma nulidade pode atingir determinado ato processual.
NÃO PODE SER USADA COMO BORRACHA PARA APAGAR AS PERGUNTAS QUE OS FATOS COLOCARAM DIANTE DA REPÚBLICA.
Se determinada diligência deveria ter sido previamente autorizada pelo Plenário, submeta-se ao Plenário.
Se existe um rito correto, cumpra-se o rito.
Se é necessária nova autorização, obtenha-se a autorização.
MAS NÃO ENTERREM OS FATOS.
É justamente em momentos como este que as instituições demonstram sua força.
Transparência não enfraquece o Supremo Tribunal Federal.
Ao contrário.
A TRANSPARÊNCIA PROTEGE O SUPREMO.
Permitir que o Plenário enfrente publicamente uma questão dessa dimensão protege a credibilidade da Corte.
A dúvida prolongada, o silêncio e a ausência de uma decisão institucional produzem exatamente o efeito contrário.
E quero deixar claro qual é a cobrança que faço ao senhor.
Não estou pedindo que o Presidente do Supremo antecipe o resultado de qualquer julgamento.
Estou pedindo algo muito mais elementar:
PERMITA QUE O PLENÁRIO JULGUE AQUILO QUE, SEGUNDO A PRÓPRIA TESE LEVANTADA, SOMENTE O PLENÁRIO PODE DECIDIR.
O senhor ocupa hoje a Presidência da Suprema Corte.
Há momentos em que presidir significa administrar.
Há outros em que presidir significa decidir se uma instituição enfrentará ou evitará uma crise.
ESTE É UM DESSES MOMENTOS.
Eu já fiz aquilo que cabe a mim como senador da República.
Protocolei no Senado Federal denúncia por crime de responsabilidade com pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O documento requer diligências, preservação das provas, análise dos elementos e processamento segundo o rito constitucional.
Agora cada instituição precisa cumprir a sua parte.
A Polícia Federal deve cumprir a sua.
A Procuradoria-Geral da República deve cumprir a sua.
O Senado Federal deve cumprir a sua.
E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL TAMBÉM.
Não quero um Senado mandando no Supremo.
Não quero um Supremo mandando no Senado.
Quero aquilo que a Constituição determinou:
PODERES INDEPENDENTES, RESPONSÁVEIS E SEM MEDO DE EXERCER SUAS COMPETÊNCIAS.
Ministro Fachin,
se a resposta institucional é o Plenário:
PAUTE O PLENÁRIO.
Se os onze ministros precisam decidir:
COLOQUE OS ONZE MINISTROS DIANTE DOS FATOS.
Se a sessão precisa ser pública:
QUE O BRASIL ASSISTA.
Não permita que uma discussão sobre quem poderia investigar termine impedindo qualquer investigação.
Não permita que uma discussão processual seja transformada em ponto final para fatos que ainda exigem respostas.
E, sobretudo:
NÃO PERMITA QUE O SILÊNCIO DECIDA AQUILO QUE O PLENÁRIO DEVE DECIDIR.
Li o parecer: vazio. É evidente que o ministro André Mendonça pediu a identificação do interlocutor de Vorcaro. Logo, formalmente nos autos não havia o nome ou investigação a respeito de Moraes. Agora que o nome dele ingressou formalmente nos autos, como “achado”, é que cabe o pedido de autorização para a investigação de Moraes.
Ou seja: Gonet está errado. De modo raso. Afora o fato de que, obviamente, tendo o seu nome aparecido também nos “achados”, não poderia ele emitir esse parecer. Até por decoro, dar-se por impedido e proteger a instituição, o Ministério Público Federal.
🚨 ACABO DE PEDIR O IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES.
A PF encontrou o contrato de R$ 131 milhões. Os metadados apontam o nome do ministro. O documento previa atuação perante a própria PF. E agora surgem mensagens e cotas de um jato.
O RECADO A DAVI ALCOLUMBRE É DIRETO:
Se engavetar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes para protegê-lo da investigação do Senado, pedirei o afastamento de Alcolumbre da Presidência da Casa e sua responsabilização.
Quem usa a cadeira para blindar autoridade investigada perde a legitimidade para continuar sentado nela.
Ou abre o procedimento contra Moraes, ou responderá por escolher a omissão.
COLETIVA HOJE ÀS 16h EM FRENTE A PRESIDÊNCIA DO SENADO.!
🚨Urgente: Ala do STF já quer anular provas contra Alexandre de Moraes. ME AJUDE A COMBATER ESSA NARRATIVA!
Compartilhe este vídeo para combatermos essa tese fake que querem criar para blindar Moraes‼️
Gente, se manifestar é o que podemos, é o que vamos fazer.
Gonet esta pedindo a nulidade do relatório da PF. E isso era óbvio, Gonet esta envolvido em tudo isso.
É atuar em caisa própria. Ajudem a subir: #GonetSuspeito
Eles pelo menos tem que saber que "nos sabemos".
Paulo Gonet precisa ser afastado IMEDIATAMENTE do cargo e responder à ação penal.
A Lei Orgânica Nacional do MPU estabelece, no art. 57, X, a competência do Conselho Superior do MPF para "designar o Subprocurador-Geral da República para conhecer de inquérito, peças de informação ou representação sobre crime comum atribuível ao Procurador-Geral da República e, sendo o caso, promover a ação penal".
Até agora não vi qualquer jornalista solicitando informações do CSMPF que, até o presente momento, está permitindo que Paulo Gonet atue de forma escandalosa sem ser incomodado.
Moraes não tem condições de permanecer no STF. Se ainda resta o mínimo de decência aos demais ministros, os mesmos devem exigir a saída de Alexandre. Não acredito que exigirão.
🚨 URGENTE: ACABO DE ACIONAR O MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA.
Depois da revelação do Estadão sobre o contrato de R$ 131 milhões, pedi preservação do arquivo original, dos metadados e uma perícia completa para descobrir quem editou o documento e exatamente o que foi alterado. Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros - Estadão.pdf
Se a perícia confirmar participação incompatível com o exercício do cargo e os demais elementos apontarem responsabilidade, para mim haverá um caminho político inevitável:
o Senado terá que enfrentar o pedido de impeachment.
Não dá mais para empurrar fatos dessa gravidade para debaixo do tapete.
Malu Gaspar diz que é “bomba atômica, guerra nuclear” entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.
“Quem parece ter defendido os interesses de Vorcaro é o ministro Moraes. A PF recuperou mensagens trocadas entre os dois, nas quais Vorcaro menciona que precisaria da proteção de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e do PGR Paulo Gonet. Isso coloca todos numa situação difícil.”